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Confissão

Silvino foi confessar e se abriu com o Padre confessor:

 - Reverendo, eu pequei feio. Fiz amor com uma mulher casada e estou arrependido de meus atos...
 - Mas quem é essa pecadora, meu filho?
 - Sô Padre, eu francamente não posso lhe contar. Colocaria em risco a sua reputação...pobre coitada. Ela, apesar de devassa, não merece tal punição...
 - Mas preciso que me digas, para eu calcular a sua penitência, filho...
 - Não, Sô Vigário, isso eu não posso mesmo fazer...
 - Teria sido com a Anita do Praxedes?
 - Não!
 - Dona Terezinha, do Delegado?
 - Não!
 - Eurica, do Doutor Tasso!
 - Não!
 - Josenice cabeleireira?
 - Não!
 - Nesse caso meu filho, vejo-me constrangido a dar-lhe uma rigorosa penitência, por se negar a contar todo o pecado para o seu Pastor...

E Silvino, ao cabo da confissão, volta-se para seu banco de igreja, contrito como ele só.

Enquanto ajoelhado, aproxima-se de seu ouvido o amigo-colega Waldélio e pergunta:

 - Cara, tou te vendo abatido. Foi braba a penitência não?

Ao que Silvino responde, em cochicho:

 - É verdade. Dura mesmo. Seis rosários, 3 ladainhas, 3 credos e tudo de joelho e sem comungar por um mês...porém, ah, porém, em compensação peguei quatro dicas preciosas para futuras ações...
Paulo Miranda
Enviado por Paulo Miranda em 11/01/2019
Código do texto: T6548836
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Sobre o autor
Paulo Miranda
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil
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Paulo Miranda