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Paródia do Feirante - EC


Todo dia ele faz tudo sempre igual
Se sacode às três horas da manhã
Na sua luta tem que ser pontual
Só o trabalho serve de talismã...

Todo dia ele diz  que se não pagar
(E esses clichês de todo feirante)
Diz que também não vai levar
E martela com a leveza de elefante...
 
Toda a feira só fica a negociar
Meio-dia, hora de liquidar
Faz bacia para a “dona” levar
E se cala com o bolso a estufar...

 
Três da tarde, como foi era de esperar
Tudo está ajeitado no caminhão
Diz que tem um tempinho para o bar
E dirige inté o seu portão...

Toda noite ele diz pra apressar o jantar
Meia-noite ele brinca de ser motor
E  acorda com o ronco a sufocar
E resmunga que vai no tal doutor...

: - (
 
( Pequena referência  ao Cotidiano de Chico Buarque)


Este texto faz parte do Exercício Criativo - Barraca de Feira
Saiba mais, conheça os outros textos:
http://encantodasletras.50webs.com/barracadefeira.htm


Letranda
Enviado por Letranda em 03/06/2019
Código do texto: T6664048
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre a autora
Letranda
São Paulo - São Paulo - Brasil
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