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DE NOVO O TIO ZÉ.

Tio Zé com sua fama de caçador, resolve um dia chamar seu primo Val lá de São Paulo. Um cara que jamais tinha visitado um mato na vida. Apesar de viver no interior paulista e arrastar um caipira danado, estava só acostumado com matas pequenas e roças. REsolveu aceitar o convite e lá se foi pra fazendinha do Tio Zé.
Chegando lá, Tio zë o chama pra caçar. Ele meio desconfiado diz:
- Mas Zé. Num é pirigosu? - Caipira nato.
- Qui nada Val. E otra. Quarqué coisa tem o fião. Eu confio no fião.
Fião é o cachorro do Tio Zé. Um vira lata que só pensava em comer e dormir o dia inteiro.
Val meio desconfiado da preguiça do cachorro pergunta:
- Mas o que ele pódi fazê nu casu du bixo nus atacá?
-'Qué mému vê. Vamu lá - REsponde Tio zé.
Chegando la na mata fechada, Tio Zé empunha a espingarda e chama fião e lá se enfiam mata adentro com Val na guarda costa.
Nao demorando muito, encontram uma onça, feroz e Tio Zé manda fião atacar.
- Ataca fião.
O cachorro mais que depressa começa a correr atráz da onça e essa sem saber pra onde ir, sobe depressa numa árvore.
Fião fica la embaixo latindo, latindo enquanto Tio Zé chega com a espingarda, mira e CATAPUM.
Chumbo prum lado e uma fumaça de dar medo.
5 minutos depois da fumaça baixar, a onça cai de cima da arvore e fião ataca mais que depressa e "pimba" "traça" a coitada da onça.
Tio Zé orgulhoso, fala:
- Ta vendo, é só confiar no fião. Agora vai voce.
Mais tranquilo, Val pega a espingarda, chama fião e lá partem os dois mata adentro com Tio Zé observando tudo de longe.
Não demora muito, lá eles encontram de novo uma onça e Val fala:
- Ataca fião.
Fião parte pra cima da onça e de novo ela sobe na arvore.
Val faz mira, faz pose e CATAPUM.
Erra o tiro. Espera alguns minutos e nada da onça cair.
Fião de tanto esperar pela queda da onça que não cai nunca, desiste e vai embora, quando de repente a onça desce da arvore e parte pra cima de Val que sai correndo gritando por socorro.
Ouvindo os gritos do Val, Tio Zé vem correndo junto com fião, e encontram uma cena inusitada. Val encima da árvore tremendo feito uma vara verde e a onça la embaixo esperando ele cair.
Quando a onça ve Tio Zé e fião se aproximarem, foge mata adentro e Tio Zé fala pro Val.
- Desce dai ômi. U perigu já passô.
e Val lembrando do que o cachorro havia feito com a onça anterior, balança a cabeça em sinal de não.
Tio Zé insiste:
- Desci ômi. To falando que não tem mais pirigo.
Val observa a cara de satisfaçao de fião, só esperando ele descer, não hesita e fala pra Tio Zé.
- Eu desço, mas segura o cachorro aí heim?
Magrao
Enviado por Magrao em 25/09/2007
Código do texto: T668068

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Sobre o autor
Magrao
Caarapó - Mato Grosso do Sul - Brasil, 54 anos
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