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A ERVA DO DIABO.

   Zé de Assis , amigo de longa data , comprou uma chácara, na beira de uma estrada vicinal , que ia pro rumo do pé da serra. notou que o movimento era frequente de moradores , usando aquela estrada, pensou: vou botar um barzinho aqui .
  Construiu um boteco, o único do lugarejo com cerveja gelada, umas mesinhas de jogo de bilhar e vendia também secos e molhados.
  Um dia estava ele ,  atras do balcão , movimento fraquinho de inicio de tarde, quando parou um carrão, novo, bonito de se ver. desse carro desceram três rapazes, bem vestido, sotaque de gente de outras paragens.
   Zé pensou , isso tudo é "filho de papai " montados no dinheiro. Sentaram pediram uma cerveja. Um levantou foi atras da arvore lá do fundo da bodega, voltou de lá meio esquisito. Zé falou : amigo tem banheiro ali no quartinho, se quiser ir é só pedir.
  Demorou pouco, outro levantou foi lá atras da arvore, voltou assim meio esquisito também, Zé pensou : tem alguma coisa de esquisito nessa estoria. Outro se levantou , fez o mesmo procedimento, mas dessa vez Zé foi atras, devagarzinho; mas não deu pra ver nada. Voltou ao boteco quando entrou tinha um dos rapazes plantando bananeira, outro cantando e tocando um instrumento imaginário e o outro ajoelhado  atras  da cadeira dizendo que estava se escondendo das bombas. Zé gritou : corre nega , os homens tão doidos.  Manda eles escaldarem os pés. Eles tão é doido, não é com frio. Sairam correndo, entraram no carro , nem pagaram. Zé foi na mesa, encontrou um cigarrinho, fininho, enrolado à mão , achou esquisito aquilo, mas já tava mesmo no prejuízo, fumou aquele cigarrinho. Foi a conta , começou escutar passarinhos cantando ao redor do ouvido, coruja piando, cachorro latindo e um foguetório parecendo São João, gritou: chega nega, tô ficando doido. Ela respondeu la de dentro escalda os pés homem de Deus. Correu no rumo do quintal , olhava para trás via as arvores todas rindo dele, pulou no riacho, depois de uns mergulhos, foi ficando bem.
   nunca mais quis experimentar o que não devia. Ate hoje se pergunta que diabo de fumo era aquele?  
Felix Chaves
Enviado por Felix Chaves em 16/05/2020
Reeditado em 16/05/2020
Código do texto: T6949329
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Felix Chaves
Palmas - Tocantins - Brasil
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