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Leitãozinho

           Não tinha quem não quisesse saber o tamanho e a grossura do instrumento de prazer do Além.
           Não! Né isso que tão pensando não!! Tinha nenhum viado na turma não!
          Todos machos de carteirinha. O caso era que o Além tinha arrebentado a Maria do Nico, puta com mais de cinco anos de carreira. Os boatos diziam que tinha juntado os dois buracos: o do prazer e o da descarga e o doutor Anisio tivera que fazer uma operação de emergência,costurando o estrago.
          Como perceberam, motivo mais justo que esse para a curiosidade não podia haver.
          Havia um problema. Quem seria o louco de chegar no homem e pedir pra ver o pinto dele? E se ele engrossa? Ou pensa mal do perguntador e decide não mostrar apenas ? Ô loco meu!
          Foi por isso que combinaram: assim que o pintudo entrasse no banheiro público, quem estivesse por perto entrava também e dava uma espiada. Depois contava para os outros. De preferência com detalhes.
          Parece que de sacanagem nas outras semanas o Além não entrou nenhuma vez no mijador. Fazia todo o serviço em casa. Um mês depois nem lembravam mais do caso.
          Foi quando numa noite de sábado, todos reunidos no Bar Marabá tomando suas cervas  esperando dar meia noite para terminarem a noite no clube com alguma menininha desavisada que o Nelo entrou de olhos arregalados, sentou, ou melhor desabou na cadeira, deu uma golada no copo do Carmo e sussurrou:
          - Gente! Eu vi o treco do Além!
          Todos rodearam o Nelo para ouvir melhor.
          - Putaquipariu! Agora entendo porque ele arregaçou a coitada da Maria!
          “ Como foi?”
          - Gora pouco! Vinha vindo pra cá quando percebi ele entrando no mictório.
          “E?”
          - Estacionei o Chevete na primeira vaga que encontrei e tafuiei atrás!
          “E?”
          - Ele tava mijando quase que no canto do mijador. Aí cheguei de mansinho, tirei o bitelo e iniciei o processo. . .
          Os outros estavam quase se atropelando de curiosidade.
          - O meu mijo fazia ichiiiiiiiiiiiiiii e o do cara tchooooooooooooo!  Foi aí que arrisquei uma zoiada meio disfarçada prele não perceber.
         “E é grande mesmo?”
         - Rapais! Parecia que ele carregava um leitãozinho no colo, de tão grande!
         Todo mundo caiu na risada. Um pouco de inveja, outro pouco da cara do Nelo.
         Que por mais que ficasse bravo e quisesse descer o cacete em quem falasse, ganhou o apelido de Leitão dali por diante.
Nickinho
Enviado por Nickinho em 24/10/2007
Código do texto: T707788
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Sobre o autor
Nickinho
Ibitinga - São Paulo - Brasil, 64 anos
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