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Conversa de Elevador (++)

(personagem 1) - Boa tarde.
(personagem 2) - Boa tarde, que frio, né?
(personagem 1) - Pois é!
Estou escrevendo uma história que se passa dentro de um elevador, mas para apimentar essa história vou ter que acrescentar fatos novos, pois uma conversa no elevador é muito sem graça! Já sei, é um jovem, meio louco, e uma jovem estudante.
(jovem louco) - Um frio desses mata qualquer um
(jovem estudante) – Hehe É verdade...
(jovem louco) – Mudando de assunto, você sabia que seus seios são grandes?
(jovem estudante) – Você é louco, cara?
Mal sabia a estudante que ele era louco mesmo. Agora, vou dar nome aos bois, aliás, dar nome aos jovens, Elisabeth e Eustáquio, gosto de nomes complicados. E vou aprontar uma sacanagem com a Elisabeth. O elevador quebrou, ficou parado!
(Eustáquio) – Desculpe-me, mas é que são grandes demais, este elevador é pouco para nós quatro!
(Elisabeth) – Nós quatro?
(Eustáquio) – Sim; eu, você, o mamão direito e o mamão esquerdo!
(Elisabeth) – Você é muito ridículo, cara! Vê se cresce... O elevador é pequeno para mim e essa sua ignorância!
(Eustáquio) – Eu acho que o elevador parou, é bom que a gente fica conversando aqui!
(Elisabeth) – Não acredito que essa coisa parou! Ficar presa com um imbecil
(Eustáquio) – Me desculpe, mas eu tenho que fazer isto!
Eustáquio pegou nos seios da jovem, e ela retribuiu a pegada: deu uma pegada com extrema força na cara de Eustáquio e raivosa falou alguma coisa parecida com: Clodovil, chega de galinhas em cima de mim.
(Elisabeth) – Imbecil, chega de gracinhas pra cima de mim!
(Eustáquio) – Uauu... você é forte, heim! Um tapa desse deixa qualquer um louco
(Elisabeth) – Me faz um favor, fica calado. Não quero conversar com você não.
(Eustáquio) – Só paro de conversar com você se me der outro tapa!
(Elisabeth) – Você é anormal, cara! Só pode
(Eustáquio) – Vamos, dê!
(Elisabeth) – Não vou te dar outro tapa, cara! Deixa de ser chato
(Eustáquio) – Então você gostou de conversar comigo.
Caramba, eu nunca criei um personagem tão chato como esse Eustáquio! Coitada da Elisabeth. Até eu tô ficando com raiva desse jovem chato. Mas vou prosseguir a história, pra ver onde vai dar, estou torcendo para que o Eustáquio se dê muito mal!
(Elisabeth) – Odiei conversar com você, mas também não vou te dar tapa nenhum. A única coisa que quero é esperar silenciosamente alguém vir para me soltar!
(Eustáquio) – Eu estou desconfiando que você está se apaixonando por mim
(Elisabeth) – Cala a boca! No dia que eu gostar de você, eu me interno no hospício!
(Eustáquio) – Aí eu vou junto com você, para o hospício, para a gente namorar, pode ser?
(Elisabeth) – Você sabe ser desagradável, heim! ABREM ESSE ELEVADOR! SOCOORROOOO!!
(Eustáquio) – Eu to gostando de ficar aqui com você, achei que está aconchegante para nós quatro!
(Elisabeth) – Nós quatro? Ahhh... Deixa de ser besta
(Eustáquio) – Acho que to escutando vozes... Ahh não! É a minha barriga... estou com dor de barriga
(Elisabeth) – Você nem brinca em dizer isso pra mim!
(Eustáquio) – É verdade! Daqui a pouco vou começar a fazer barulho aqui, tem gente dentro de mim querendo sair!
(Elisabeth) – Deixa de ser nojento! Ecccaa, que cheiro terrível! Controle-se, cara! Não mereço isso!
(Eustáquio) – Isso é normal! Vem dizer que você não faz isso?
(Elisabeth) – No elevador não!
(Eustáquio) – Mas quando é dor de barriga não dá pra controlar... uffaa, soltei mais um!
(Elisabeth) – SOOOOCCOORRROOO! ABRAM ESTE ELEVADOR
Olá, leitor, sei que a história está emocionante! Você tem agora um intervalo para ir ao banheiro e comer alguma coisa na cozinha, para depois voltar a acompanhar esta história emocionante.
(Eustáquio) – Esse foi cheiroso!
(Elisabeth) – Cala a boca, eu te odeio. Estamos dez minutos nessa porcaria e foi o suficiente para eu não querer ver a sua cara nunca mais!
(Eustáquio) – Mas vai ver muitas vezes. Eu me mudei para cá ontem, sou o seu vizinho e minha mãe está começando a fazer amizade com a sua mãe! Vou ir para sua casa muitas vezes!
(Elisabeth) – Você não é bem-vindo na minha casa!
(Eustáquio) – Por que? Você é bem-vinda na minha!
(Elisabeth) - Eu acho que você não entendeu: Eu não sou sua amiga, não quero ser e jamais serei!
(Eustáquio) – Eu nem imploro por sua amizade, eu quero é namorar você, casar e ter filhos!
(Elisabeth) – Hahaha! Coitado de você, querido! Isso vai acontecer no dia de São Nunca
(Eustáquio) – Pelo menos já evoluímos o seu tratamento, você até já me chamou de querido. Acho que as minhas chances estão aumentando a cada segundo.
(Elisabeth) – Suas chances diminuem a cada vez que você abre a boca
(Eustáquio) – Se eu não abrisse eu morreria de fome
(Elisabeth) – Mas se deixasse fechada eu não morreria de tédio
(Eustáquio) – Antes você morrendo do que eu
(Elisabeth) – Eu e o resto da humanidade descordamos!
(Eustáquio) – Puxa. Você não gostou de mim mesmo, heim!
(Elisabeth) – Você tem alguma dúvida? Você é um chato de carteirinha!
(Eustáquio) – Foi o destino que colocou eu e você aqui. Para nos conhecermos e ficarmos apaixonados.
(Elisabeth) – Pois é, o destino falhou!
Chegou o pessoal que cuidava da manutenção do prédio para arrumar o elevador.
(Eustáquio) – Puxa, chegaram!
(Elisabeth) – Já era tempo
Cada um foi para o seu apartamento, com o tempo, as mães dos jovens começaram a conversar e tornaram-se amigas. E acabou que Eustáquio ficava muito tempo na casa da Elisabeth. Os dois conversavam bastante, mas Eustáquio nunca deixou de ser chato, e acabou que Elisabeth se acostumou com o jeito do rapaz. Só o tempo poderá dizer se os dois se darão tão bem quanto Eustáquio imaginava, mas começou com assunto, já que, normalmente, elevadores não rendem tanto diálogo assim.
Fron Monseus
Enviado por Fron Monseus em 06/11/2007
Reeditado em 16/08/2009
Código do texto: T725803
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Sobre o autor
Fron Monseus
Taguatinga - Distrito Federal - Brasil, 29 anos
133 textos (6912 leituras)
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