PARA QUE SEJAS POETA

Teu poema tem que sair gritando

como um cramunhão que se liberta,

desesperadamente, da garrafa.

Um demônio que se lança no caos

e atiça as tormentas contra as

montanhas enigmáticas do mundo.

Acaso teu poema seja, apenas, verbetes,

renuncia para sempre o teu barco literário.

Enzo Carlo Barrocco
Enviado por Enzo Carlo Barrocco em 14/05/2018
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