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Alex o Melhor Aluno

(Esse conto faz parte do livro: Coleção Graziela. Confira em: http://www.clubedeautores.com.br/book/139796--Colecao_Graziela).

Alex era um menino rebelde, na escola ele vivia com o pensamento longe. Enquanto a professora dava aula de português, matemática,   estudos sociais...
 
 ele sonhava com a praia, o vídeo game ou as brincadeiras na rua.
 
Quando não estava no mundo da lua Alex aprontava na sala: era bolinha de papel, badogue, beliscão... ele fazia de tudo menos estudar, dizia que queria ser jogador de futebol ou cantor de pagode e para isso não precisava estudo.
   A professora ele via como uma bruxa, uma megera que só sabia dizer: “Senta menino!

 
 
 
 
 
cala a boca Alex! vai ficar de castigo! vou chamar seu pai! preste atenção! não abuse seu colega!..”. Definitivamente, escola não era para ele.
 
 
 
O pai dele então resolveu matricula-lo numa escolinha de futebol para ver se melhorava alguma coisa, duas semanas se passaram e Alex desistiu pois tinha que estudar táticas, treinar, fazer exercícios físicos... ele pensava que era só chegar lá e sair jogando sem nenhum esforço.
A mãe dele então resolveu comprar alguns instrumentos para que pudesse formar um grupo de pagode, um mês depois o grupo estava desfeito pois Alex achava que ensaio era perda de tempo que era só chegar e tocar, sem ensaios o grupo desafinou e dançou.
Sem escola, sem futebol nem pagode Alex foi crescendo sem estudo e sem futuro.
 
Um dia ele foi se empregar como balconista numa loja de um grande shopping mas na entrevista:
- Senhor Alex porque o senhor quer se empregar em nossa loja?
 
- Sabe qualé véio? é qui eu priciso discolá uma verba aí pra pudê dá meus pinóte nos regae.
- O senhor fala alguma lingua?
- Eu tô instudano ingrês purque purtuguês nós já sabe.
 
 

- O senhor tem alguma experiência em shopping.
- Eu gosto muito, mas prefiro uma cervejinha.
 
 
 Com respostas tão maravilhosas como essas e muitas outras, ele não conseguia emprego em lugar algum então resolveu vender frutas na feira, mas os “amigos” o chamaram para dar uns mergulhos na lagoa que ficava ali perto, e lá se foi Alex deixando as frutas para trás e quando resolveu voltar não achou mais nada.
O seu tio fazia jogo do bicho e chamou ele para trabalhar, mas tinha um problema: Alex não sabia fazer conta nem em faz de conta.
A empresa de limpeza pública abriu vagas para gari, mas pedia o certificado do primeiro grau que Alex não tinha.
 
Assim ele resolveu entrar para o mundo do crime, entrou para o bando do Pescoção, um ladrão muito conhecido  daquelas redondezas. Estava tudo marcado, seria um assalto a uma joalheria, mas havia um problema; tudo tinha que ser bem cronometrado, todos só tinham relógios de ponteiros (analógicos) e Alex só sabia ver as horas em relógio digital .
 
 
Sem estudo, nem para ladrão ele servia, assim desanimado e triste ele começou a usar drogas e com as drogas ele ficou mais desanimado e mais triste, foi emagrecendo ficou doente e um dia, de tanta droga ele morreu, morreu sem amigos pois ninguém queria ser amigo de um viciado sem estudo e preguiçoso; morreu sem os pais pois havia trocado a casa pelas ruas. Nesse instante  o despertador tocou e Alex acordou aliviado, tudo tinha sido apenas um sonho. Daquele dia em diante ninguém sabia porque, Alex passou a ser o melhor aluno de toda a escola.
Antonio Pereira APON
Enviado por Antonio Pereira APON em 01/12/2006
Reeditado em 21/01/2013
Código do texto: T306926
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Antonio Pereira APON
Salvador - Bahia - Brasil, 53 anos
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(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 17/12/17 22:06)
Antonio Pereira APON