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(12/40) De casa nova

De volta ao carro, depois de um “embelezamento”, Alice e Lolla e entreolham...
-Lolla eu preciso comprar algumas coisas para a casa nova.
-Não precisa Alice, na fazenda tem tudo.
-Claro que preciso! O que está lá era da Sueli, toda casa tem que ter o toque do seu dono. Quero colocar algo bem pessoal, meu...
-Nosso! Não é Alice, nosso!
-Mas claro, quando digo pessoal estou me referindo a nós, afinal somos como uma só!
-Hummm! Sei! - murmura Lolla como quem estivesse acreditando piamente.
-Pensei, de imediato, trocar a placa de entrada da fazenda.
-Pra que? É tão bonita, está lá escrito: Amor-perfeito!
-A gente poderia encomendar uma peça entalhada para um escultor que eu conheço.
-Pra que, Alice, gosto tanto da placa de acrílico que a Sueli botou, e quer saber, quem deu opinião de como seria, fui eu.
-Pôxa! Você é importante, hein! Agora chega de papo, já que é Amor-perfeito, vou levar uns vasos de amores-perfeitos para a fazenda.
-Não precisa, lá existe uma ala de amores-perfeitos de tudo quanto é cor.
-Hummm! - resmunga Alice.
Silêncio dentro do carro.
De repente, ao passar por uma rua, as duas dão de cara com um movimento em frente a uma grande loja.
-Que será aquilo? - pergunta Lolla.
-Parece uma inauguração, que tipo de loja será?
-Só vendo, vamos descer?
Chega Alice perto da porta com a Lolla.
-Não pode entrar com animais, senhora! - vai falando o segurança.
-Animais, que animais? - pergunta Alice.
-Essa ovelha que está com a senhora.
-Ela não é ovelha, é a LOLLA!
-O que me consta ela é uma ovelha! - diz apontando para Lolla.
-Deixa Alice, vamos embora! - intervém Lolla.
-Deixa coisa nenhuma, não aceito sermos tratadas assim. Quero falar com o gerente!
-Alice nós não fomos maltratadas, ele esta fazendo seu trabalho! - pondera a ovelha.
Nisso chega o gerente para ver o que estava acontecendo.
-O seu segurança não quer nos deixar entrar.
-Você não esta reconhecendo a Lolla, a personalidade mais importante do lugar? - vai perguntando o gerente para o rapaz.
-Mas, senhor, ali diz que é proibida a entrada de animais.
-Você está certo, mas deixa que isto, eu resolvo! - voltando-se para Alice, o gerente propõe:
-Vou pegar uma coleira, a senhora coloca na Lolla, e poderão transitar pela loja à vontade. Você, não se importa, não é Lolla?
-Claro que não, eu sou uma ovelha mesmo!
Lá foram as duas circulando pela loja a procura de objetos para a nova casa.
-Você está vendo o que eu estou vendo?! - grita Lolla Para Alice.
-UAU! Um pufe com formato de ovelha. Tem patas de metal...
-Parece a Rubenita! - exclama a Lolla.
-Vamos levar pra casa? - sugere Alice.
-Você quer sentar em cima de uma ovelha?
-Lolla é para enfeitar, mas também pode sentar.
-Hummmmm! Quer dizer que, além de lã, da nossa tripa fazer fio cirúrgico, cordas para violão, comerem nossa carne, do nosso leite fazer queijo, ainda querem montar em nós...
Alice olha pra Lolla e...
-Custa dois mil!
-MEEEEEEEÉ!

Continua amanhã...
Heloisa Prado
Enviado por Heloisa Prado em 11/07/2007
Reeditado em 13/07/2007
Código do texto: T560348
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre a autora
Heloisa Prado
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil, 68 anos
270 textos (37897 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 17/05/21 14:16)
Heloisa Prado