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Era Uma Vez Uma Ovelhinha Negra

Era uma vez uma ovelhinha diferente das suas irmãs do rebanho: era negra. Por isso, era desprezada e sofria todo tipo de maus tratos. As outras lhe davam mordidas, patadas; procuravam sempre colocá-la em último lugar. Quando estavam num prado pastando, o rebanho inteiro tentava não deixar que a ovelhinha negra provasse uma plantinha sequer. Ela passava fome e sofria todo tipo de desprezo.
Certa vez anunciaram que o príncipe viria para escolher, entre as ovelhas, uma que seria princesa.
A esperança se acendeu no coração da ovelhinha negra que se animou: “Que bom! Terei uma chance?” Mas as outras lhe disseram: “Você não vai nos fazer vergonha. Ficará na cozinha preparando a comida, lavando a louça e não deverá aparecer no salão, por nenhum motivo, enquanto durar a visita do príncipe”.
Ela ficou triste, quis questionar a ordem, mas a sua voz não seria ouvida por ninguém. Só lhe restou dirigir-se à cozinha e começar a descascar as batatas.
Enquanto trabalhava aconteceu um acidente, um saco de farinha de trigo se abriu e caiu sobre ela lhe deixando totalmente branca. Quando outra ovelha apareceu para pegar um petisco e disfarçar a fome, deparou-se com a irmã artificialmente esbranquiçada, mas não a reconheceu. Ordenou-lhe: “O que está fazendo aqui? O príncipe chegou! Corra para junto das outras, rápido.”
E lá estava a ovelha negra que, então, totalmente branca como a neve, sorria feliz por estar entre as outras. O príncipe passou a observar uma por uma, mas eis que começou a chover.
A chuva ficou forte e lavou o trigo da ovelhinha. Ela voltou a ser como era: negra. Algumas ovelhas ficaram indignadas com sua audácia, outras riram dela, vendo sua humilhação.
Quando o príncipe lhe dirigiu o olhar, apaixonou-se à primeira vista e decidiu que ela seria sua esposa. As outras ovelhas chocadas, escandalizadas, frustradas e revoltadas perguntaram: “Como assim? Você não está enganado? Por quê ela?”
O Príncipe respondeu: “Porque é autêntica e simplesmente linda”.
Assim, a ovelhinha negra tornou-se princesa e, finalmente, teve uma sorte justa e tratamento digno e carinhoso que sempre mereceu.
(Adaptação de texto AD)
Aberio Christe
Enviado por Aberio Christe em 29/05/2018
Reeditado em 29/05/2018
Código do texto: T6349651
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Aberio Christe
São Paulo - São Paulo - Brasil
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Aberio Christe