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CONTOS INFANTIS ADAPTADOS PELO TIO BABÁ


1/365: O PATINHO FEIO
Quando os cinco patinhos nasceram, a mamãe-pata ficou muito contente. Foram quatro deles amarelinhos e um, do ovo maior, que era branquinho. Com o passar dos dias, a mamãe-pata percebeu que o maior dos patinhos, o branco, era muito desajeitado. As outras aves do terreiro, que não tinham nada para fazer, promoviam fofocas e inventavam histórias daquele patinho branco, grande, feio e desajeitado. E o pior, todas elas o chamavam de feio; primeiro às escondidas, depois timidamente na frente de mamã-pata e depois se esguelhavam em alto e bom som. A mamãe-pata ficou infeliz, e chorava pelos becos. O patinho feio também, inteligente que era, entendeu o quanto falavam dele e chorava por não ser tão bonito quanto os seus outros irmãozinhos; todos bonitinhos, amarelinhos, uma  gracinha....
Foi então que o patinho feio resolveu fugir daquele lugar horroroso! Ele esperou que a mamã-pata e seus irmãozinhos adormecessem, arrumou sua trouxa de roupas poucas, e escapou por um buraco do terreiro, metendo pé na estrada.
Assim que seus irmãos e a mamãe-patas sentiram sua falta, saíram à procura do patinho feio. Até para as galinhas e peruas fofoqueiras foram perguntar se o haviam visto. Mas, o patinho feio parecia ter se tornado invisível; ninguém sabia dele, ninguém o havia visto; nenhum a informação a respeito.
Depois de muito caminhar, a mamãe-pata o encontrou chorando, à beira de um lago, muito longe de casa. Mamãe-pata falou com ele:
-Por que você foi embora de casa? Temos muitas saudades de você!
- Porque eu sou feio e desengonçado, sou branco e não amarelinho, como meus irmãos e ainda sou maior que eles; sou muito feio! BBBUUUÁÁÁÁÁÁÁ!
E foi então que a mamãe-pata disse a ele:
Você é o patinho mais lindo que jamais vi. Eu me apaixonei por você, quando ainda era um ovo, abandonado por um casal de cisnes, nojentos, que foram embora daqui há muito tempo!
Eu recolhi o ovo e o coloquei junto com os meus próprios. Quando você nasceu, fiquei muito feliz. Você tinha o direito de nascer e ser feliz. E ser feliz, é ficar comigo e com seus irmãozinhos. Além disso, você é um patinho bondoso; não importa o que as galinhas e peruas fofoqueiras digam: sua bondade e personalidade me encantam. E dentro de algum tempo você ainda vai tornar-se um cisne, e será considerado a ave mais bonita da fazenda, do município, do estado e do país!
- Foi então que o patinho feio percebeu que não precisava ter beleza exterior, por enquanto, pelo menos. Seu coração era muito, muito bonito!
E voltou para casa, conviveu com seus irmãos e com a mamãe-pata, por muito e muito tempo!
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2/365 : A ASSEMBLÉIA DOS RATOS

Em uma velha casa, num subúrbio de São Paulo, vivia um gato chamado Shumaker.
Na região também vivia ratos. Os ratos que lá moram têm muito medo do gato Shumaker, e por ele eram perseguidos. Como a situação dos ratos, especialmente os mais velhos e os mais novos era grave, marcaram uma reunião, para discutir o problema.
Um deles disse:
- Penso que para melhor nos defendermos, deveríamos amarrar um guizo ao pescoço do Shumaker. Dessa maneira, toda vez que ele aparecer onde estamos, ouviremos o guizo e teremos tempo de nos esconder.
- Muito bem; muito bem, gritaram todos; ao mesmo tempo que batiam palmas.
No entanto, um ratinho magro e pestilento que se encontrava num canto e não havia ainda se manifestado, disse:
- Até que a ideia é muito boa, disse o magriça. Só não sei quem seria o rato corajoso o suficiente para ir pendurar o guizo no pescoço do gato Shumaker!
Instalou-se um silêncio entre os ratos. O primeiro disse que ele não sabia dar nós, por isso não poderia amarrar o guizo no gato. Alguns confessaram que não tinha coragem para tal evento.
E a reunião continuou, até que o Shumaker os encontrou!
- Fim da reunião! Foi uma debandada geral. Disseram-me que até hoje os ratos discutem sobre quem seria o rato mais corajoso; aquele que ataria o guizo no pescoço do Shumaker!
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3/365 : O LEÃO E O RATO
Certo dia, o leão dormia preguiçosamente num colchão de gramas verdes, quando um ratinho começou a correr por cima dele.
O leão fingiu estar dormindo e, quando o ratinho voltava a correr por sobre suas costas, ele:    -   ZZZÀÀÀZZZZZZZZZZZZ; pegou o ratinho e preparou-se para dar fim a ele.
O ratinho, muito esperto, então falou:
-Sr. Leão, perdoa-me. Se o senhor me perdoar dessa vez, poderá cobrar-me um favor mais tarde; quem sabe um dia o senhor não irá precisar da minha ajuda; não é?
O Leão gostou da ideia, deixando o ratinho ir embora, completamente livre!
Passado algum tempo, o leão estava caçando para saciar sua fome, quando caiu numa armadilha. Ao ver-se sem possibilidade de escapar da armadilha, o Leão gritou, pedindo socorro.
Por uma casualidade, o ratinho estava ali perto, fazendo a sesta quando ouviu os gritos do Leão. Correu até lá e pediu calma ao Leão, prometendo que o tiraria daquela enrascada. E, com denodo, começou a roer as cordas que sustentavam a armadilha e que prendiam o Leão.
- Dessa maneira, o ratinho e o Leão, entenderam que amizade é um tesouro, que temos que perpetuar.
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4/365: A CIGARRA E A FORMIGA SAÚVA
Era pleno verão! As formigas saúvas carregavam folhas para dentro de suas casas; o formigueiro! Enquanto isso a cigarra cantava, desde o topo de uma árvore. Mas, a cigarra sabia que as saúvas estavam devastando as plantações de arroz e milho da fazenda, por isso ela se recusava a ajudá-las na faina.
O tempo foi passando: as saúvas trabalhavam e a cigarra cantava! Foram dias e dias assim... . Veio o outono e, por fim, o inverno: as manhãs e as noites passaram a ser mais frias. A cigarra então se lembrou das formigas saúvas e, a contragosto foi pedir guarida no formigueiro delas.
A saúva líder a recebeu na porta principal do formigueiro, com cara de poucos amigos.
- Que você quer aqui, senhora Cigarra preguiçosa!
A Cigarra, por um átimo, pensou em esmagar aquela formiga fanfarrona com a força de suas asas e de seu palpo! Porém, respirou fundo e disse:
-Gostaria de entrar. Aqui fora está frio e não existe nada para comer!
-Por que não trabalhou durante o verão e o outono? Você vivia cantando do topo da árvore, e nunca nos ajudou, nem trabalhou para consigo mesmo.
E a Cigarra, genial lhe disse:
-Mas minha cantoria tinha a finalidade de alegrar o vosso trabalho!
- E então, comovida, a líder das formigas saúvas deixou a Cigarra entrar, onde ela se alimentou e passou a animar todas as festas que as saúvas faziam, até a primavera e o verão voltarem novamente!
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5/365: O RATO DA CIDADE E O RATO DA FAZENDA
Um rato que morava na cidade foi convidado por seu amigo para visitar uma fazenda de café. Chegando lá, o pequeno anfitrião preparou um belo jantar de boas-vindas, oferecendo-lhe o que tinha de melhor: feijão, pão, mandioca e queijo. Porém o rato da cidade não gostou de nada que lhe foi oferecido, e ainda falou para o anfitrião que a comida que lhe ofereceram era muito simples e que nada daquilo lhe agradava.
E para esnobar ainda mais, convidou seu amigo caipira para ir à cidade visitá-lo; e assim o amigo caipira veria o que significava uma vida de rico!
Quando o rato caipira chegou à cidade, ficou impressionado com tudo que via. Mal entrou na sala de jantar e foi servido de carnes e sobremesas deliciosas.
De repente ouviram barulhos e miados!!!!
- O que é isso?; perguntou o rato caipira.
- É o gato da casa; corre amigo!; respondeu o rato da cidade.
Nisso, um enorme gato pula no meio da sala onde estavam.
O rato caipira viu as patas e unhas e os dentes daquele enorme gato; foi se escondendo atrás dos móveis, pulou a janela e voltou para a fazenda de café, que tanto amava.
- Só então percebeu que sua vida ali era muito melhor que na cidade e que nada era melhor que ter sossego na vida!
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6/365: O CÃO E A CARNE

Um cão seguia por uma estrada em meio à floresta. Ele levava na boca um pedaço de carne.
Mas, ao passar sobre a pequena ponte que atravessava o riacho, o cão viu a si mesmo, refletido na água. No entanto, ele, muito guloso, observou que o pedaço de carne em sua boca, refletido pela água, parecia ser muito maior e apetitosa daquela que tinha em sua boca. O cão então resolveu fazer uma troca: soltou a carne que trazia presa aos dentes, para ir buscar a outra que havia visto sob a água.
No entanto, a correnteza do riacho levou a carne verdadeira e, com ela foi-se também seu reflexo!
- O cão aprendeu uma lição: quem tudo quer; tudo perde! Ele antes queria escolher com qual carne ficar; agora ficou sem as duas!
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7/365: O GALO E A RAPOSA
Quatro galinhas e um galo estavam percorrendo um caminho de terra batida em meio à mata, quando depararam com uma raposa. Incontinenti, subiram em uma árvore. A raposa, muito esperta, disse ao galo que só queria convidá-los a festejar a paz universal, que todos os animais da floresta haviam proclamado.
O galo, que também era esperto, percebeu que a raposa estava blefando, passando uma mentira para convencê-los a descer, e disse:
- Como é bom ouvir uma notícia dessas! Boas e alvissareiras são as novidades! Acho que também deveríamos convidar aqueles cachorros que estão vindo para cá, pois assim a festa será ainda mais animada, não acha, senhora raposa?
E a raposa, com medo, e pega em seu próprio plano, se desculpou e fugiu o mais rápido que pode; antes que os cachorros aparecessem.
- O galo deu uma lição na raposa, pois por mais astuta que seja uma pessoa, sempre haverá alguém mais astuta que ela.
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8/365: O LOBO E O CÃO
O lobo estava andando pela mata, quando deu de encontro com um enorme cão, bonito, forte e de pelo limpo e brilhante. Já o lobo que sabia estar magro e desgrenhado, disse ao lobo que gostaria de ser assim, bonito que teria a mesma sorte do cão. O cão compadeceu-se do lobo e o levou para sua casa. Explicou-lhe que, em troca de comida, precisava latir se percebesse algum intruso que pudesse trazer algum perigo durante a noite.
Todavia, no percurso da mata até a casa do cão, o lobo viu algo no pescoço do cachorro.
- Oque é isso no seu pescoço?, perguntou o lobo.
- É somente uma coleira, disse o cão. Fico preso durante o dia para as pessoas entrar livremente em casa e sou solto à noite para cuidar da fazenda.
- Espere, meu amigo! Não quero mais ser igual a você; prefiro passar um pouco de fome a ficar preso. Minha liberdade me faz muito feliz!
- E dizendo isso o lobo foi embora, pensando de como a liberdade é importante para todas as pessoas, e que com certeza o cachorro não era feliz!

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx parei aqui 06-02-2019-“365 histórias para contar”

9/365: O LOBO GUARÁ E O CORVO
Certa vez um corvo abocanhou um pedaço de carne e voou até uma árvore para comê-lo tranquilamente. O lobo Guará, ao vero corvo com a carne, ficou com uma imensa inveja. E disse:
- Bom dia senhor corvo! Sabia que acho o senhor a ave mais elegante da floresta? O senhor é formoso, gentil. Se soubesse cantar, tenho certeza de que nenhuma outra ave da floresta seria melhor que o senhor!
O corvo, vaidoso, envaidecido pelos elogios do lobo Guará, não percebeu o perigo que o espreitava na pele do lobo. O corvo então quis mostrar ao lobo que sabia cantar. Para isso, abriu o bico, e concomitantemente largou o pedaço de carne, que caiu no chão.
O lobo Guará, tão rápido quanto um relâmpago, pegou a carne e foi-se embora, em uma desabalada carreira, deixando o corvo faminto, furioso de ter sido enganado e por sua própria ignorância.
- A vaidade é um perigo ao bom senso!
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10/365: A CEGONHA E A RAPOSA
Certo dia a raposa convidou a amiga cegonha para jantar em sua casa. Lá chegando, a cegonha foi surpreendida pelo fato de que a raposa serviu a comida em pratos; como a cegonha come com aquele  bico enorme, não pode se deliciar com a comida da raposa. Decepcionada com a amiga raposa, a cegonha resolveu convidá-la  para jantar em sua casa, com a desculpa de que era em retribuição. Quando a raposa chegou lá, o jantar foi servido dentro de garrafas. Como a raposa não conseguia alcançar a comida, voltou para casa com fome, tal e qual havia acontecido com a cegonha, quando foi jantar em sua casa.
- Assim, a raposa percebeu que para ser bem tratada, deveria começar a tratar bem os outros seres da floresta.
Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx parei aqui em 28-03-2019
11/365: A GRALHA E OS PAVÕES
Uma gralha extasiou-se com a beleza dos pavões. Então, pediu emprestadas algumas penas deles. Os pavões emprestaram-nas, sem exigir nada em troca. A partir do momento que a gralha começou a usar penas dos pavões, passou a desprezar suas amigas. E as desprezava porque sentia-se diferente delas. Passado algum tempo, os pavões pediram as penas de volta, pois precisavam delas para reformar o ninho. Porém, a gralha não as queria devolver. Então, os pavões partiram para cima da gralha, e arrancaram, uma por uma, as pensas que haviam emprestado. E, a cada pena que arrancavam, faziam um ferimento na gralha, que ficou toda arranhada e cheia de hematomas...
A gralha, envergonhada, voltou para junto de suas antigas amigas, que lhe disseram:
- Aceita o que a natureza te deu e aprende que não devemos mudar para ser igual aos outros! Os outros devem querer nossas presenças por aquilo que somos!

12/365: A MOSCA E A FORMIGA
Certo dia enquanto uma formiguinha trabalhava duro, uma mosca pousada num ramo de árvore se dirigiu a ela:
- Veja você a situação. Sou nobre e livre, ando e voo para onde eu quiser e ninguém pode me incomodar. Saboreio deliciosas refeições junto ao rei. Também beijo belas damas da corte. Mas, você não; é insignificante e a única coisa que sabe é trabalhar!
A formiga ficou incomodada ; e respondeu:
- Não invejo a sua vida e de nenhuma mosca! As moscas são mal vistas, não são estimadas por ninguém. Em qualquer lugar que estejam, são sempre enxotadas ou ameaçadas! Já a mim, sou rica pelo meu trabalho, tenho casa e nada me falta, nem à minha família. Dito isso, a formiga foi andando e a mosca ficou sem ter o que falar.
-Assim ficou provado que quem fala o que quer, ouve o que não quer!

13/365: A RAPOSA E AS UVAS
E então, a raposa passou diante de uma parreira carregada de uvas. Ficou com vontade de prová-las. Tentou apanhar um cacho; estava alto demais. Depois outro, e mais outro, todos estavam fora do alcance. Usou todos os artifícios que conhecia, para satisfazer-se: pulou, tentou subir, jogou pedras, tentou com um pedaço de pau: tudo em vão!
Cansada e faminta, além de frustrada, resolveu desistir:
- Eu não as queria mesmo; estão muito verdes!

-A maior prova que se tem que alguém está mentindo, é quando esse alguém não fala com o coração!
14/365: O PASTOR E O LOBO
Um pastor que costuma pastorear suas ovelhas no topo das montanhas mais próximas de sua aldeia, tinha um péssimo hábito: adorava pregar peças e fazer brincadeiras  de mau gosto, além de mentir muito para outras pessoas. Quando via a aproximação de pessoas ao seu rebanho, gritava:

- Socorro, socorro, um lobo está atacando minhas ovelhas!
Quando aquelas pessoas iam ajudá-lo, encontravam-no a salvo, rindo muito das pessoas que corriam em seu socorro.
Certo dia apareceu por lá, bem na frente do pastor, um enorme lobo de verdade. Desesperado, ele começou a gritar, como sempre fazia.
-Porém dessa vez ninguém correu para socorrê-lo, e o pastor teve que se esconder na copa de uma árvore; onde ficou por vários dias!

15/365: O LEÃO E O MOSQUITO
O leão ficou muito incomodado com um mosquito que não parava de zumbir e de dar picadas doloridas. Quando se preparava para pegá-lo, o mosquito voava para longe, para picar outra parte do corpo; assim o leão começou a dar patadas nele próprio, por um longo tempo.
No fim, exausto, e machucado pelas unhas dele próprio, o leão deu-se por vencido.
O mosquito, satisfeito, foi embora, zumbindo de contentamento, e passou a contar a todos da floresta sobre a sua vitória pessoal ante o rei dos animais.
E, nessa euforia, o mosquito não percebeu uma teia de aranha no caminho; onde ele ficou grudado. E quanto mais que se debatia, mais grudado ficava. Faltava apenas a aranha, construtora da armadilha, chegar e findar seus dias.
- Às vezes, o menor de nossos inimigos pode ser o mais perigoso de todos!

16/365: O VENTO E O SOL
O vento e o sol discutiam para saber quem era mais importante e forte. Nesse momento passava pela floresta um viajante, que tomando conhecimento do teor da discussão, e ficou ali, assistindo aquele reboliço, quando o sol lançou um desafio ao vento:
-Aquele que conseguir tirar o casaco do viajante forasteiro, provará que tem mais força.
E então, o vento começou a soprar com muita força. Soprou com mais força e mais força ainda!
Porém, quanto mais o vento soprava, ainda que mais força ele usasse, mais o viajante forasteiro ajustava o casaco ao corpo. Frustrado, o vento se retirou, deixando que o sol fizesse sua tentativa. Então, o sol saiu de trás da nuvem espessa, e começou a brilhar intensamente. O homem (viajante), sentindo cada vez mais calor, despiu o casaco que usava. Dessa maneira, o sol provou quem tinha mais força que o vento.
- Nem sempre a força é o melhor caminho para se conseguir aquilo que se deseja!

17/365: A GALINHA DOS OVOS DE OURO
Uma velhinha tinha uma galinha que botava ovos de ouro! Embora raros, a velhinha vivia uma vida boa, sem passar necessidades. Seu afilhado sempre a visitava, e muitas vezes lhe disse:
- Madrinha, por que sempre espera pelos ovos dessa galinha? Se ela põe ovos de ouro, é bem provável que ela seja toda de ouro por dentro!
A velhinha tinha suas dúvidas, mas devido a insistência doa filhado, ela concordou em matar a galinha e recolher o ouro que haveria por dentro; mas, para surpresa e de todos, a galinha, internamente era exatamente igual a todas as galinhas do mundo.
-Foi assim que a velhinha e o afilhado, além de não ficaram ricos, perderam quem sustentava a casa.

18/365: O LEÃO, A VACA, A OVELHA E A CABRA
Certo dia o rei leão propôs um acordo com a cabra, a vaca e a ovelha.: todos caçariam juntos e dividiriam toda a caça que fosse abatida por eles.
A cabra, muito curiosa, perguntou ao leão como seria essa divisão. O rei dos animais respondeu prontamente:
-Dividiremos em quatro partes iguais!
Os três(cabra,  ovelha e vaca), olharam-se entre si , com muita expectativa; o leão continuou:
- A primeira será minha, porque sou orei dos animais; a segunda também será minha, porque sou o mais forte dentre os quatro. Já a terceira eu a quero, porque sou um nobre e a última vocês darão a mim, de bom grado, porque sou amigo de vocês!
Ao ouvir como seria a partilha, os três bichos, desanimados, trataram de inventar desculpas para o rei dos animais. E saíram de mansinho!
- Quem muito quer nada tem!
19/365: O LADRÃO E O CÃO
Certa noite, um ladrão foi surpreendido por um cão de guarda, quando quis entrar numa casa. O cão começou a ladrar e passou enfrentar o ladrão.
O ladrão, que veio preparado com um pedaço de carne com veneno, atirou-a na direção do cão. Mas, o cão era muito esperto e entendeu a malandragem do ladrão, e passou a uivar ainda mais alto e a fazer ameaças ao ladrão, com seus enormes dentes.
O ladrão percebeu que não havia feito uma boa escolha, e saiu dali rapidinho. Foi procurar uma casa mais apropriada para roubar; onde não houvessem cães e nenhuma surpresa desagradável para ele.
- A ocasião faz o ladrão!

20/365: A POMBINHA E A FORMIGA
Uma pombinha estava voando à beira de um rio, quando viu na água, uma formiguinha se afogando.
Rapidamente, a pombinha jogou um graveto, ao qual a formiguinha se agarrou e assim pode ir até a margem do rio, salvando-se.
Pouco tempo depois, passou por ali um caçador e, quando viu a pombinha, apontou a espingarda. Mas, a formiguinha que estava atenta, percebeu a intenção do caçador e: pimba; deu uma forte picada no pé dele! A dor que o caçador sentiu foi tão grande que ele disparou a arma a esmo; enquanto a pombinha aproveitou a confusão para bater as asas e fugir.
- Uma mão ajuda à outra!

Tio Babá
Enviado por Tio Babá em 12/01/2020
Código do texto: T6840012
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