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A procura da Felicidade - Contação de história

Contação de História
“A procura da Felicidade”

Thaís Falleiros
(todos os direitos reservados)
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Era  uma vez, uma menina muito alegre, muito sapeca. Seu nome era Tatá. Ela adorava fazer bagunça, mas uma bagunça organizada, gostava de pegar seus brinquedos e espalhar pela sala. Às vezes pegava os brinquedos do irmão mais novo também, e eles se divertiam juntos! Depois da bagunça, quando a mamãe pedia para guardar na caixa de brinquedos, Tatá guardava tudo certinho.
Bem, apesar de ela ser muito alegre, semana passada ficou muito, muito... Como é o contrário da palavra alegre mesmo? Ah é! Ficou muito triste. Sabe por quê? Eu vou explicar.
Ela estava assistindo à tevê, quando num desenho animado uma bruxinha disse:
- Para você ser feliz é preciso encontrar a Dona Felicidade.
Ela pensou consigo mesma:
 - Ué, eu nunca vi essa tal Dona felicidade. Ai ai ai, então quer dizer que eu não sou feliz? Buáá.
Mas logo refletiu:
- Agora tenho uma missão! Vou encontrar essa dona aí!
E ela saiu em busca da Felicidade!
Primeiro perguntou para vovó, afinal, ela era a pessoa mais feliz que Tatá conhecia:
- Vó a senhora conhece a Dona Felicidade?
- Olha minha netinha eu tenho varias amigas, a Rosa, a Hortência a Dona Margarida, mas não tenho nenhuma amiga com esse nome, não.
- Hum... Essa Dona Felicidade não deve ser gente, porque se fosse com certeza minha vovó conheceria pois ela é sempre tão feliz.
Foi aí que ela teve sua segunda ideia:
- Vou ao jardim do tio Miguel! Claro! A felicidade deve ser um duende, algo que se encontra na natureza. Ou uma flor! Como as amigas da minha vovó.
Procurou, chamou, berrou... Mas nada. Tentou conversar com as plantinhas que tinham por ali, quem sabe alguma delas falasse.
-Dona Violeta, a senhora conhece alguma flor que se chama Felicidade?
-Senhor, Cravo, o senhor conhece?
-Orquídea?
Mas nada. Todas ficaram mudas. Coitadinhas, elas devem ser muito tímidas!
 Tatá foi embora para a casa, e no caminho viu, na padaria do seu Emanoel, uma mensagem escrita assim: “Vende-se sonho”! Ah! Ficou tão animada! Na certa ele deveria vender felicidade também! Claro! Felicidade deve ser algo que se come, deve ter um gosto bem gostoso,  a gente come e fica feliz! Então a garota tomou coragem e lá foi ela perguntar para o seu Emanoel.
- Oi seu Emanoel, tudo bem?
- Oi Tatá, tudo bem e você?
- Mais ou menos, seu Emanoel, sabe o que é? Eu quero comer felicidade, o senhor tem aí para me vender?
Não é que ele riu da cara da pobre coitada?! Ele disse:
-Hum, deixe-me ver. Tenho bomba!
-Bomba? Não!
-Calma, jovem. Bomba é um doce bem gostoso.
Vocês já comeram uma bomba de chocolate? É muito boa, não é?
- Já sei! - Continuou o padeiro - Tenho Carolina.
Tatá fez uma cara de assustada e pediu um sonho mesmo, igual ao que tinha visto na placa, afinal de contas, quem sonha é feliz, não é?!
Ele deu o doce, muito gostoso mesmo. Mas não deu resultado.
Ela concluiu:
- É claro! Que bobagem, felicidade não se come, felicidade deve ser um brinquedo muito legal!
Correu para a casa, quebrou seu porquinho, fez as contas, e não é que  tinha um dinheiro bom guardado?! Pediu para a mamãe levá-la na loja de brinquedos. E ela levou!
Chegando lá perguntou com toda coragem para o atendente:
- Moço, você tem a Felicidade?
- Olha, a Felicidade eu não tenho não, mas eu tenho a Alegria.
E o moço simpático mostrou uma boneca, linda, de cabelos cor do sol.
- Bem, quem é alegre é feliz! - Então Tatá comprou. A boneca era muito bonitinha, muito engraçadinha, e deixou a menina feliz porque brincou muito com ela. Mas ainda não era a Dona Felicidade.
Finalmente ela resolveu desabafar com a mamãe! Ela é a pessoa mais carinhosa, mais inteligente que conhecia:
- Mamãe? Onde encontrar a Dona Felicidade?
- Filha, a Felicidade não é algo que se possa ver, nem tocar...
Tatá pensou, pensou, pensou! Agora já sabia! Ela devia estar no ar! Afinal de contas, o ar a gente não pode ver, nem tocar! Então, pegou uma caixinha, foi na árvore mais alta que encontrou, no galho mais alto que achou, para pegar o ar mais forte que ela podia.
- Peguei, eu acho que peguei! - E fechou a caixinha rápidinho.
Ela queria sentir a Felicidade, mas como? Se abrisse a caixinha o ar da felicidade sairia de lá e escaparia de suas mãos.
Ficou tão triste. Tão triste, tão triste. E desistiu de encontrar essa Felicidade. Ah, muito chata ela devia ser para ser tão misteriosa assim.
Quando a mamãe chegou do serviço percebeu a tristeza da garota, afinal de contas mães sempre percebem o que os filhos sentem! E então mais uma vez a querida Tatá desabafou e contou para a mamãe sobre sua busca perdida.
A mamãe a abraçou, beijou, conversou, mesmo estando cansada do dia do serviço. Elas brincaram muito, e a moça até leu um livro para a menina.
Neste momento Tatá pegou no sono e no outro dia acordou muito feliz!
Compreendeu o que a mamãe disse!
A felicidade realmente não pode ser vista nem tocada. É porque é algo que se sente! Ela está no prazer de brincar com os amigos, de receber carinho de seus familiares, a alegria poder ir à escola, o contentamento de ter amigos,  e tantas outras situações emocionantes!
Viva! Tatá ficou feliz novamente, percebeu que a Dona Felicidade sempre esteve dentro do seu coração !
E assim a nossa história, terminou. Chegou ao fim!

Thaís Falleiros
Enviado por Thaís Falleiros em 11/02/2020
Código do texto: T6863646
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Thaís Falleiros
Amparo - São Paulo - Brasil, 34 anos
268 textos (29895 leituras)
1 e-livros (21 leituras)
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Thaís Falleiros