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O avô e suas nuvens mágicas


Cedinho da manhã,  com o cantar do galo, o avô  levantava, ia ao galinheiro, abria a porta, enxotava as galinhas, colocava milho e pegava  os ovos  nos ninhos.  Um desses ovos era da galinha chamada Branquinha, que fora batizada pela menina. Podia até não ser, mas  o avô dizia para a neta que era, para que se sentisse feliz com sua  galinha poedeira de estimação.  Era impossível que uma galinha apenas,   botasse ovo todo santo dia, mas para a imaginação da criança  tão menina  e ingênua, era certo que sim, uma galinha saída  das histórias mágicas que o avô contava.
Os ovos eram cuidadosamente  trazidos  para a cozinha, limpos e ficavam em cima da mesa esperando a hora de serem cozidos, enquanto o avô  passava o café. Se ainda  não  fervia a água para  o café, ele batia ovo num prato de ágata, separada as claras da gema, para  fazer gemada com açúcar
Gemada era a receita  preferida da menina.
As claras batidas freneticamente logo ganhavam volume e se transformavam em nuvens.
A menina franzina achava mágico ver  um ovo só  virar nuvens adocicadas.
 A menina crescia comendo nuvens, fosse à hora  do  café,  ou no  lanche da tarde. Nuvens  batidas pelo  avô, com muita açúcar em torrões. O ovo da galinha poedeira, batido com carinho pelo avô se transformava em doces nuvens,  e por magia nelas, a menina  voava.
Doce era a infância como nuvens espumadas!

Paula Belmino
Paula Belmino
Enviado por Paula Belmino em 08/01/2021
Reeditado em 11/01/2021
Código do texto: T7154919
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre a autora
Paula Belmino
Lagoa Nova - Rio Grande do Norte - Brasil, 45 anos
1189 textos (138869 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 23/01/21 14:03)
Paula Belmino