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O tesouro do tio Bacana

O tesouro do tio Bacana


Márcia pensa:
           Meu tio Bacana morreu, não deixou herdeiros, mas deixou um tesouro, só que ele deixou em enigmas, quem descobrir será o dono do tesouro, eu vou descobrir primeiro. No enterro do tio Bacana, tinha muita gente, eu não esperava, quem são eles? Será que eles sabem do tesouro? Vou ficar em alerta esperando alguém falar sobre o tesouro, sempre tem alguém que fala demais e aí eu vou descobrir quem sabe. Meu tio não tinha parente, por que tanta gente no enterro, eu mesma não sou sobrinha, mas ele considerava-me como se fosse, pagava os meus estudos e me dava mesada.
Só que ele se esqueceu de deixar sua fortuna para mim, ao menos a metade, vai lá saber o que passava na cabeça do tio Bacana. Ao menos ele deixou enigmas para chegar ao tesouro, não é grande coisa, seria bem mais fácil se ele tivesse deixado tudo para mim, mas não, ele tinha que dificultar as coisas, teria sido tão simples.
- Márcia você está sabendo?
- Não Paula!
- Nosso tio deixou um tesouro.
- Paula eu não sabia que tio Bacana era seu tio.
- É meu tio, por quê?
- Por nada.
- Eu também não sabia sobre você Márcia.
- Todos estão comentando...
- Sobre o que?
- Márcia você ficava tirando dinheiro do tio bacana.
- Paula você acreditou?
- Não Márcia.
- Ainda bem, seria muito feio, além do mais você também não ficava atrás, pela sua cara dá para ver.
- Olha Márcia, quer saber? Ele já se foi. Que tal nós duas ficarmos com o tesouro, duas cabeças pensam melhor do que uma.
- Você está certa Paula, combinado, quem descobrir algo passa para outra.
- “Márcia pensa que eu sou boba, vou ficar com tudo”.
- “Paula é uma idiota, não vou dividir meu tesouro com ninguém...”.
- Oi Paula o que faz aqui tão cedo?
- Pesquisando e você Beto?
- O mesmo.
- Beto você está pesquisando sobre o que?
- Sobre o tesouro.
- Eu também, só que não é trabalho é tesouro de verdade, meu tio deixou para mim.
- Coincidência meu tio Bacana deixou um tesouro para mim também, só falta conseguir descobrir o significado dos enigmas .
- Enigmas Beto?
- Que tio você está falando?
- Da casa grande.
- Eu também Beto.
- Então somos sobrinhos do tio Bacana.
- Pelo jeito sim Beto. Você achou alguma pista?
- Paula ainda não.
- Se ele tivesse deixado o tesouro para mim, mas não, nem se quer deixou uma pista fácil. Tenho que quebrar a cabeça.
- Por que Paula, o tio Bacana deixaria o tesouro para você? Nem sobrinha você é.
- Beto você é?
- Não.
- Então ninguém é, estamos no mesmo barco, não é Beto?!
- É Paula.
- Ele se foi e deixou um tesouro em enigmas e sobrinhos desconhecidos, ele era um cara incrível ao menos nos considerou como sobrinhos.
- Beto espero que ele não tenha muitos sobrinhos, porque assim vai ficar difícil descobrir o tesouro.
- Paula você com estas palavras, desanima qualquer um.
- Beto é melhor se prevenir do que remediar, imagina quantos vão aparecer do nada dizendo que é sobrinho, por isso temos que nos apressar, antes que caia na boca do povo.
- Paula o povo comentava que você tirava dinheiro do tio Bacana, não foi eu que falei.
 - Você acabou de confirmar Beto.
- É o modo de falar Paula.
- E você Beto não tirava?
- Eu trabalho Paula.
- Onde?
- Não é da sua conta.
- O que eu sei é que você é órfão de pai e mãe.
- Eu já falei eu trabalho ponto final.
- Quanto meu tio dava para você de mesada?
- Nosso tio Paula! Lembre-se.
- Vamos jogar limpo, esclarecer as coisas, quanto você ganhava Beto?
- Cinco mil.
- Tudo isso?
- E você Paula?
- Dois mil.
- Mentira Paula, você não está jogando limpo.
- Estou sim.
- Não vai falar a verdade?
- Já falei dois mil.
- É mentira sua, você não tem cara de ficar só com isso, quanto você ganhava do tio Bacana, se você não falar a verdade eu vou ficar no seu pé.
- E você Beto como tirava tudo isso do tio bacana?
- Ele era mão fechada.
- Eu era mesmo sobrinho dele.
- Não era, ele era filho único.
- Fala a verdade! Senão eu vou contar para Marcia.
- O que Márcia sabe?
- Ela estava lá na mansão quando tio morreu, era a que mais tinha contato com tio Bacana.
- Você está certa Paula.
- Eu inventei que tinha mulher e filho, está satisfeita?
- Mais leve... Eu e Marcia nos unimos para descobrir o tesouro.
- E você vem com a gente ou vai descobrir sozinho?
- Se Marcia que tinha mais contato com o tio Bacana não sabe, piorou eu.
 - Paula você está certa, vamos nos unir?
- Beto vamos combinar quem achar alguma pista avisa o outro, temos que ficar em silêncio para mais ninguém saber.
- Ok!
- Beto está sabendo?
- Não Davi.
- Tio Bacana deixou um tesouro.
- Tio Bacana era seu tio?
- Para achar o tesouro precisa ser sobrinho?
- Não Davi.
- Então eu vou achar o tesouro Beto.
- Você tem as pistas?
- Não Beto. Ele deixou um enigma?
- Sim Davi.
- E você Beto sabe?
- Se eu soubesse eu pegaria o tesouro...
- Você quer saber quem sabe?
- Quem Davi?
- Márcia, com certeza sabe.
- Não Davi, eu estive com a Paula.
- Aquela trambiqueira?
- Ela mesma, me chamou para me unir a elas.
- Marcia e Paula irão passar a perna em você.
- Eu sei Davi, que tal nós dois nos unirmos e pegarmos o tesouro primeiro do que elas?
- Eu acho que o enigma começa com Atlântico.
- Beto essa é pista?  Como pode ser?
- Davi, todos os piratas escondem os tesouros lá.
- Beto você está lendo muitos livros.
- Davi tio Bacana dizia ser pirata, aonde ele pode ter escondido o tesouro?
- Faz sentido, como vamos descobrir Beto?
- Davi o Atlântico é grande, onde os piratas escondem os tesouros?
- Já sei o professor Júlio foi pirata, antes de ser professor de história, quem melhor para saber do Atlântico. Ao chegar lá vamos direto ao assunto, não temos tempo, vamos fazer um acordo com ele, para nos ajudar a encontrar o tesouro.
- Beto ele é de confiança?
- Davi virou um jogo, temos que confiar.
- Oi Marcia como vai?
- Bem Paula, obrigada.
- Descobriu algo?
- Não Paula.
- Não consigo pensar em nada, incrível Paula conhecermos uma pessoa e nada sabermos dele. Como vou descobrir algo? E você Paula?
- Eu não descobri nada, mas eu encontrei o Beto, ele e sobrinho do tio Bacana.
- Paula ele é sobrinho do tio Bacana?
- Pior, ele tem pista.
- Qual Paula?
- Ele não falou Marcia.
- Temos que ficar de olho nele.
- Paula você tem razão, não podemos dar mole se não nós vamos ficar de fora.
- Nós duas vamos achar este tesouro custa o que custar é só usar a cabeça.
- Você está certa Márcia, como nós duas não temos nenhuma pista, que tal nos unirmos a Beto?
- Beto, Paula?
- Ele é trambiqueiro.
- Nós duas não ficamos atrás, lembra ele tem uma pista?
- Eu também, você lembra das histórias que o tio Bacana contava?
- Do Atlântico Paula?!
- Sim Marcia, vamos até o Atlântico!
Paula Fala:
- Olá pessoal!
- Só assim vocês duas saem da cama cedo.
- E você Davi?
- Oi professor até você é sobrinho do tio Bacana?
- Meninas o que traz vocês aqui?
- Professor viemos procurar o tesouro.
- O que estamos esperando pessoal?
- Tesouro não existe, são histórias de contos de fadas, não é real.
- Professor é possível sim, nosso tio nos deixou um tesouro, o senhor vai nos ajudar ou não?
- Paula você e muito apressada.
- Professor você fica perdendo tempo.... Aonde os piratas costumavam jogar seus tesouros?  Quem sabe nós achamos o tesouro do tio bacana e de outros piratas.
- É mesmo Paula.
- Eu não acredito que você Marcia está dando crédito a ela?
- Professor, a Paula está certa temos que ganhar tempo.
- Está bem, vamos à busca do tesouro.... Está é a lista das coisas.                                          
- Tudo isso professor Júlio?
- Você não quer achar o tesouro? Tem que fazer sacrifício.
- Deixa de ser preguiçosa Paula.
- Marcia eu não sou preguiçosa.
- Professor Júlio nós já reviramos o Atlântico todo e nada.
- Pessoal e o mordomo da casa grande?
- É mesmo Paula, pensou bem, vamos até lá.
- Olá tem alguém em casa? Somos os sobrinhos do tio bacana.
- Pessoal não tem ninguém.
Marcia fala:
- Com esses gritos Paula você assustou todo mundo.
- Vamos nos separar e procurar.
- Professor Júlio, a casa é muito grande além do mais dá medo.
- Olha Paula eu não acredito que você tem medo de fantasma...
- Além do mais aqui não tem fantasma, só se for o tio Bacana.
- É dele que eu estou falando, ele virá nos assustar.
- Eu já sei o tio Bacana não quer você na casa dele, não é Paula?
- Márcia eu fui uma boa sobrinha para ele, eu vinha todo natal passar com ele.
- Meninos o que descobriram?
- Nada professor Júlio.
- O que é isso Paula?
- Aproveitei e peguei algumas coisas minhas.
- Por isso que o tio bacana vai te assombrar, você fica mexendo nas coisas dele.
- São minhas Márcia.
- Até parece!
- Boa tarde, posso ajudar?
- Mordomo nós somos...
- Eu sei, vocês são sobrinhos do Sr. Bacana.
- O tio deixou um tesouro, ele comentou alguma coisa?
- Ele falava muito do Jardim das Pedras, lá ia colocar todos os seus tesouros.                - Qual jardim?
- Quem deve saber é o motorista Mario.
- Aonde podemos encontra-ló?
- Vou dar alguns endereços.... Aqui estão.
Professor fala:
- São muitos endereços, vamos dividir em trio: Paula, Marcia e Zeca, eu, Davi e Beto, temos que encontra rápido, quem encontrar, avisa aos outros.
- Paula já sei qual jardim que o tio estava falando, vamos lá.... Lá está o jardim das Pedras.
- Márcia só me faltava essa, subir aquele morro, é muito alto.
- Paula não é tão alto assim. Zeca você procura lá, eu e Paula por aqui.
- Está bem.
- Boa tarde! O senhor conheceu o tio Bacana? Um homem rico.
- Conheci sim.
- Sabe me dizer se ele trouxe algum baú?
- Sim, está na Capela.
- Paula não é assim que se fala um homem rico...
- Ele não era rico!?
- Márcia que jardim grande.
- Zeca achou alguma coisa?
- Não.
- Olá! Estamos precisando de um motorista particular.
- Mario nós viemos contratar os seus serviços, para nos ajudar a encontrar o tesouro.
- Não demora estamos com pressa.
- Já temos uma pista, só que o baú é pesado, precisamos de mais um homem forte.
- Paula o que você está fazendo?
- Chamando o motorista Marcia.
- Como você sabe que ele está aqui?
- Essas coisas são do motorista, vou contar até três, se ele não quer ficar rico, nós queremos. Vamos embora pessoal.
- Espere Paula.
- Você pingo de gente?
- Vocês se conhecem?
- Ele foi o antigo namorado da minha babá.
- Você cresceu e não mudou nada, ao contrário, virou uma girafa de tão alta.
- Não Mário você que é baixo.
- Olha vocês dois temos um monte de coisas para resolver e vocês perdendo tempo com essas bobagens, é preocupante. Vocês vão nos ajudar a procurar o tesouro ou não?
- Fazer o que? Não tenho escolha.
- Quem sabe Mário com o tesouro você muda um pouco a sua aparência.
- Paula você não fica atrás, já se olhou no espelho?
- Parem vocês dois com isso agora!
- Eu me olho todos os dias pingo de gente.
- Girafa das mais feias.
- Márcia olha do que ele está me chamando.
- Paula, pensando bem ele está certo.
- Você ainda dá razão a ele, quer saber, eu não vou a lugar nenhum com vocês.
- É melhor, não iria dar certo vocês dois juntos.
- Márcia é assim? Agora que você achou esse pingo de gente, você me despreza.
- Está bem, tchau.
- Depois Paula volta, ela sempre foi assim.
- Eles me pagam principalmente a Marcia, aquela falsa, só me usou. Vou encontrar o resto da turma.
- Oi meninos!
- Oi Paula, onde está a Márcia?
- Ficou resfriada.
- Tudo bem! Quando descobrirmos algo, nós passamos para ela.
- Acharam alguma pista?
- Ainda não, e você Paula?
- Nada.
- Temos que procurar mais, estamos indo muito devagar, temos que ir à casa grande de novo, o que vocês acham?
- Beto por mim tudo bem.
- Vamos à noite para ninguém desconfiar.
- Nossa, se durante o dia é difícil, imagina a noite, deve ser um terror.
- Paula, o que você falou?
- Nada, pensando em voz alta.
- Não sabia que você falava sozinha.
- Nem eu.
- É melhor você conversar com a gente, senão você pode nos assustar na casa grande.
- Beto não fala casa grande, dá arrepios, só casa está ótimo.
- Temos que nos prevenir, não sabemos o que vamos encontrar, temos que estar prontos para enfrentar o que vier.
- Beto assim você está me assustando.
- Paula é melhor nos prevenir do que remediar.
- Beto você está certo, nós não sabemos se alguém mais sabe do tesouro, temos que ser cautelosos.
- Parece até filme de suspense.
- Meninos me desculpem estou um pouco nervosa.
- Não se atrasem, para ninguém ficar esperando.
- Davi chegou no horário.
- Menos a Paula, ela deve ter ficado com medo, é melhor assim, ela iria nos atrapalhar. Vamos entrar pelos fundos.
- Beto o que é esse barulho?
- Deve ser algum cachorro.
- Oi Márcia?
- Você de novo.
- Não quero falar com você, você me deixou sozinha naquele lugar, se não fosse o mordomo e o motorista, eu estaria perdida.
- Márcia eu tenho novidade...
- Fala então.
- Só se você me perdoar.
- Não tenho escolha.
- Beto e Davi estão na casa grande.
- Vou ligar para o mordomo.
- Oi Zeca.
- Beto e Davi estão aí?
- Zeca se esconde, tenta ouvir alguma coisa.
- Márcia deixa comigo.
- Lá estão eles, o que estão falando? Estão falando tão baixo, vou chegar mais perto, agora dá para ouvir.
- Davi você vai para lá, eu vou por ali, se você achar algo diferente, manda mensagem.
- Zeca o que descobriu?
- Não descobri nada Marcia.
- Eles passaram a noite toda procurando e não acharam nada?!
- Sobre o que eles conversaram?
- Beto falou que o Sr. Bacana falava muito de um Jardim das Flores, será que é lá que está o enigma?
- Mas tio Bacana, nunca mencionou este nome, como Beto sabe e eu não.
- Zeca, o nome é Jardim das Flores?
- Não pode ser esse nome, porque lá é um cemitério.
- Márcia lá tem um Jardim.
- Zeca foi lá que o tio Bacana foi enterrado?
- Sim!
- Paula nova pista, Zeca está nos esperando.
- O quê, no cemitério? Só me faltava essa! Mal foi enterrado, o homenzinho já quer receber visitas.
- Paula não fala assim, coitadinho do Tio Bacana.
- Coitadinha de mim, para ir ao enterro já foi difícil, imagina visitar túmulo, nem pensar, já basta que tive que subir aquele morro.
- Se nós queremos encontrar o tesouro, temos que ir agora.
- Tão depressa Márcia?
- Temos que ir antes dos meninos.
- Alguém já veio na nossa frente.
- Quem Beto?
- Não sei Davi eles arrumaram tudo, mas mesmo assim dá pra ver, eu fiz curso de escoteiro e posso ver que está diferente.
- Beto, mesmo sem o curso é só prestar atenção.
- Vamos à casa da Márcia para ver se ela melhorou da gripe e saber da Paula.
- Oi Dona Marta, poderíamos falar com Márcia?
- Sim entrem, ela está no quarto.
- Obrigado.
- Oi Márcia, como você está?
- Bem, olha quem está aqui?
- Oi pessoal vim visitar Márcia.
- Paula ontem você não apareceu no local combinado.
- Beto não pude ir, meu pai precisou de mim, me desculpem.
- Tudo bem Paula! Viemos saber se além de nós, alguém mais sabe do tesouro?
- Que nós saibamos não. Por que Beto?
- Márcia alguém está querendo nos enganar. Alguém esteve lá no Jardim das Flores.
- Beto como você sabe?
- Alguém deixou rastros, precisamos ficar atentos.
- Marcia nós já vamos, melhoras!
- Paula você mexeu lá?
- Não mexi em nada, tenho pavor de cemitério, piorou mexer.
- Zeca saia do esconderijo, me diz o que você acha?
- Como nós, não deixamos rastros, teve mais alguém lá além de nós,
- Quem será? Como se não tivesse pessoas o suficiente, desse jeito não vai sobrar nada. Temos que ser mais espertos do que eles e mais rápidos.



- Paula e Zeca vou dar uma tarefa a vocês.
- Márcia pode falar...
- Paula você vai grudar neles para saber de tudo, eles são espertos, não vamos dar mole.
- Sim Márcia já vou, tchau!
- Zeca vamos investigar tudo, não vamos deixar passar nada, começando pelo enterro, quem foi e quem não foi.
- Isto mesmo Márcia uma boa ideia muita gente que foi ao enterrro, o Sr. Bacana não conhecia.
- Márcia me desculpe, mas não pude deixar de ouvir vocês.
- Mãe sabe de alguma coisa do tesouro?
- Márcia fiquei sabendo por algumas pessoas.
- Por que tio Bacana deixou um tesouro em enigmas, a senhora sabe?
- Não!
- E ninguém comentou nada a respeito?
- Eu não comentei com você porque eu nem sei se é verdade e depois você fica nervosa.
- Quer saber, eu não fico nervosa.
- Foi você que esteve lá no Jardim?
- Não Márcia.
- Então se não foi você, quem foi?
- A enfermeira e o médico.
- Como à senhora sabe?
- Eu estive na casa grande, ouvi eles conversando, por isso eu não fui ao Jardim.
- Você ouviu alguma coisa?
- Sim.
- O quê?
- Falavam sobre montanhas.
- Zeca você sabe algo sobre montanhas?
- Não.
- Pensa, depois você me liga.

 - Márcia eu procurei a enfermeira e o médico, não estão em lugar nenhum na casa grande, cheguei tarde demais, eles sumiram.
- Zeca nós temos que ir para as montanhas.
- Paula foi à enfermeira e o médico que estiveram no Jardim das Flores,
- Márcia desse jeito nós não vamos achar nada, o único jeito é ficar todos juntos.
- Por que Paula tem alguma coisa errada?
- Márcia tem algo errado, é melhor ter inimigo perto do que longe.
- Paula você tem razão, alguém esconde algo, vamos comunicar a todos e marcar uma reunião, vamos prestar bem atenção para ver a reação de cada um deles.
- Oi pessoal, finalmente nos encontramos de novo.
- Nós achamos melhor marcar este encontro para saber se alguém tem alguma pista.
- Márcia você não estava doente?
- Ainda estou Beto, mas se eu quero o tesouro, também tenho que ir atrás. Além do mais, estou sabendo que tem muita gente envolvida. Todos os lugares que nós fomos alguém chegou primeiro.
- Beto você tem algo a falar sobre esses incidentes?
- Não Márcia, você que deve ter algo para nos contar, você era mais próxima do tio Bacana, além do mais, as coisas que vem acontecendo parece com seu estilo.
- Meu estilo? Você está me acusando?
- Não Marcia, só estou falando. Você conviveu com o tio Bacana mais tempo do que nós, e além do mais, foi você que começou.
- Beto você esqueceu da enfermeira, do médico, do mordomo, e do motorista, você vai acusar mais quem?
- Me desculpe Marcia
- Vamos nos concentrar nos enigmas, todos estão muito nervosos.
- Márcia nós já rodamos tudo, sempre chegamos atrasados como vocês.
- Pessoal vamos achar este tesouro e as fitas, quem sabe ele deixou alguma pista?!
- Paula nós já olhamos tudo, pelo jeito tem alguém bem mais esperto do que nós. Quem pode ser?
- A enfermeira e o médico?
- Vou ligar para minha mãe, ela deve saber de algo.
- Mãe sabe me dizer algo da enfermeira e do médico?
- Eu inventei essas pessoas Marcia.
- Por quê mãe?
- Eu não queria que você se envolvesse nesse mistério de tesouro, isso foi uma farsa do tio Bacana, ele gastava muito.
- Será que ele deixou algum dinheiro?
- Eu não acredito nisso.
- Mãe no enterro deu muita gente.
- Foi uma aposta que ele fez com o Murilo, quem morresse primeiro pagaria tudo e contrataria pessoas para ir ao velório. Teve um seguro muito alto que o Murilo recebeu.
- Como à senhora sabe?
- Eu fui uma das testemunhas do seguro.
- Ele disse alguma coisa? Você e o tio Bacana eram muito amigos?
- Márcia tem umas fitas.
- Já vimos todas, nada de concreto.
- Márcia vê as fitas de novo, às vezes as coisas passam despercebidas, ele adorava ser filmado e contar piadas, ali que deve estar as pistas.
- Está bem. Tchau, mãe!
- Vamos olhar as fitas de novo. A enfermeira e o médico não existem foi invenção da minha mãe.
- Paula espera! Volta a fita, escuta são piadas de mal gosto, que se juntarmos se transforma em frases.
- É mesmo!
- Temos que achar outros pedaços para juntarmos e depois tirar as pistas, estamos perto.
- Acho melhor cada um levar uma fita para casa, para darmos conta de tudo, tio Bacana colocou cada pedaço em uma fita.
- Boa tarde!
- Dona Marta, posso te ajudar?
- Mario me fala do Bacana, dos lugares que ele frequentava.
- Senhor Bacana frequentava vários lugares.
- Mario os mais importantes.
- Se você me ajudar, dividimos o tesouro.
- Tem um homem que ia muito na casa dele, mas o Sr. Bacana pedia segredo sobre isso.
- Mario me leva lá.
- Sim, eu levo.
- Boa tarde! Fábio essa senhora quer falar com você.
- Tio Bacana falou com você do tesouro?
- Falou, dependendo da proposta de vocês eu digo.
- Fábio se você nos ajudar nós dividimos o tesouro com você.
- Ele me falava muito da ilha, só não sei onde fica.
- Você não se lembra de nada?
- Não lembro.
- Dona Marta ele via muitos mapas. Vamos ver os mapas, deve ter alguma pista.
- Já olhamos todas as fitas, não tem nada.
- Viu Márcia?
- O que Paula?
- As piadas, uma pior que a outra, presta atenção tio Bacana está soletrando, ele quer dizer ilha.
- Está faltando letra Márcia.
- Vamos falar com o resto da turma.
- Nós achamos algumas letras.
- Márcia nós também.
- Então vamos juntar as letras.
- Aqui está a pista, é ilha.
- Vamos ver os mapas.
- Não tem nada. Zeca você lembra de alguma ilha deste mapa.
- Márcia ele deixava os mapas abertos e marcados.
- Tem vários lugares marcados.
- Márcia ele olhava muito esse daqui.
- Você está certo, vamos lá.
- Pessoal à ilha é enorme, como vamos achar?
- Márcia estamos perdidos.
- Mário você não lembra?
- Do que Fábio?
- Da ilha muito deserta.
- Você só vai achar a ilha em algum mapa. Aqui está o mapa.
- Tio Bacana contava histórias quando bebia.
- Fábio você desvendou o mistério e nós ganhamos tempo.
- Paula chegamos à ilha, como vamos saber para qual lado iremos.
- Márcia eu tenho uma bússola, ela vai nos dizer para onde ir.
- Paula porque você não disse antes, deixou a gente andar tudo isso.
- Tio Bacana olhava muito o mapa, devia estar procurando um lugar para que ninguém conseguisse encontrar o tesouro.
- Paula você está certa.
- Mário já chegamos a ilha, só pode ser aqui, não tem outro lugar, esse lugar é a cara do tio Bacana, bem discreta. Ninguém iria encontrar está ilha, é muito isolada.
- Pessoal é a ilha mais deserta do mundo, e agora Márcia o que vamos fazer?
- Turma precisamos ficar juntos.
- Aqui é horrível, só tem mato, parece ilha de filmes de terror.
- Eu sei Paula, por isso temos que ficar juntos. Não fica assustando os outros com suas brincadeiras.
- Tem razão professor me desculpem, estou muito assustada.
- Paula todos nós estamos assustados, além do mais eu e o Zeca somos mais velhos, temos que cuidar de vocês. Se algo acontecer com vocês, o que vamos falar para os pais de vocês?
- Pessoal o professor Júlio está certo, não sabemos o que está por vir. Todos juntos como escoteiro.
- Paula, uma boa como escoteiro. (risos)
- Que barulho é esse?
- São os animais Paula.
- Márcia, animais falam?
- Dona Marta é melhor ir por aqui...
- Sim Mário vamos.
- Professor essa ilha tem animais?
- Sim Márcia, só que esse barulho é de gente.
- Silêncio!
- Parecem pessoas conversando.
- Vamos ver quem é, você Mário?!
- São os meninos!
- Mãe que bom revê-la, estou tão feliz.
- O que nós vamos fazer mãe?
- Está escurecendo, vamos acampar aqui?
- Deve ter animais.
- E tem!
- Zeca como você sabe?
- São os animais da casa grande.
- Nossa são muitos...
- Por isso que os animais sumiram da casa grande, o tio Bacana trouxe todos para cá antes de morrer.
- Tia Marta ele colocou o tesouro junto com os animais.
- Que barulho é esse?
- Fiquem quietos, para nós ouvirmos.
- Márcia estou vendo algumas cabeças, elas se mexeram.
- Paula você está me colocando medo.
- Encontrar os animais seria pior, é melhor fugirmos o quanto antes.
- Paula está certa vamos fugir depressa para longe daqui, não se separem é perigoso.
- Aqui está bom, estão todos bem?
- Sim professor Júlio.
- Vamos acampar aqui, amanhã nós voltamos lá para saber o que foi aquele barulho e começamos a procurar o tesouro. Boa noite para todos!
 - Márcia acorda, eu dei calmante para todos dormirem, vamos procurar o tesouro, se nós acharmos, vamos embora com tudo.
- É Paula tem muita gente para dividir o tesouro.
- Fábio você acordou?
- Você pensa que me engana, eu vou junto, senão eu vou contar tudo para eles.
- Fábio nós só íamos dar uma volta, se você quiser vir tudo bem, vai ser bom.
- Não vai armar nada contra mim, porque eu deixei um bilhete para todos.
- Eu iria fazer o que com você?! O que pode acontecer, são os animais comer você.
- Nem pensar Paula, você não me assusta.
- Levanta meninas já está na hora de ir.
- Não tia Marta, pode ficar com tudo, eu não quero mais o tesouro.
- O que Paula? Você recusando o tesouro, o que você está falando? O que você aprontou desta vez?
- Nada tia Marta, só fomos dar uma volta, mas não achamos nada.
- Paula levanta e me fala quem saiu ontem com você.
- Paula levanta agora ou vai ficar de fora do tesouro.
- Tia Marta deixa eles procurarem enquanto eu vou tirar uma soneca.
- Paula levanta, vê se não apronta desta vez.
- Tia Marta eu não fiz nada.
- Estou de olho em você.
- Não é melhor ficar de olho no tesouro?! Risadas...
- Fala sério tia Marta.
-Eu estou falando sério, se você quiser a sua parte levanta agora.
- A ilha é muito grande, temos que andar muito.
- Só para achar o tesouro, só quero ver aonde vai dar.
- Paula deixa de ser desagradável.
- Vamos ficar todos juntos, presta bem atenção, para ninguém se perder, aqui o celular não pega.
- Professor amarra uma corda em cada um, assim ninguém se perde.
- Paula por que você não consegue ficar quieta?
- Aonde estão Beto, Paula e Davi?
- Mãe eles estavam aqui neste momento.
Professor fala:
- Vamos continuar procurando, depois eles nos acompanham.
- Silêncio!
- São vocês, achei que era o fantasma do tio Bacana vigiando seu tesouro.
- Marta fala:
- Mas só podia ser você, como sempre não tem trava na língua.
- Desta vez não fui eu, foram os animais.
- Paula os animais não falam,
- Sei lá nesta ilha tudo pode acontecer.
- Olha são eles!
- Quem Paula?
- A enfermeira e o médico, eles existem.
- Pelo jeito sim, vamos até lá.
A turma pergunta:
- Eu posso saber o que trás vocês aqui?
- Senhor Bacana deu permissão para procurarmos o tesouro.
- Quer dizer que vocês também são sobrinhos?
- Não somos.
- Então vocês não podem vir atrás do tesouro.
- E quem você pensa que é sua trambiqueira?
- Olha bem para vocês dois, trambiqueiros são vocês.
- Paula vamos achar o tesouro primeiro.
- Aparecida é o que você pensa quem vai achar primeiro o tesouro sou eu.
- Paula você sabe onde está o tesouro?
- Se eu soubesse não estaria discutindo com você.
- Vocês duas chega, já está escurecendo.
- Antônio, como Paula é abusada e desbocada.
- Aparecida você fica dando ouvidos a ela.
- Márcia dei um calmante para todos dormirem.
- De novo Paula?
- Você não está vendo? É muita gente para dividir o tesouro, só Deus sabe quantos ainda vão aparecer. Vamos chamar Davi e Beto o tesouro pode ser pesado.
- Você não deu a eles o calmante?
- Não, eles têm o sono pesado mesmo.
- Beto e Davi acordem.
- O que foi?
- Levantem vamos procurar o tesouro.
- Esta hora da noite?
- Vamos aproveitar que todos estão dormindo.
- A ilha é muito grande.
- Nós convivemos muito tempo com o tio Bacana, sabemos mais sobre ele do que os outros. Vamos tentar lembrar das histórias que o tio contava, deve ter alguma pista.
- Vou acordar as meninas.
- Meu Deus!
- O que foi Marta?
- Márcia e Paula sumiram...
O professor fala:
- Beto e Davi não estão também.
- E agora como vou procurar o tesouro com a minha filha perdida!?
- Marta sua filha está dando uma volta com os outros.
- Assim eu espero.
- Dona Marta eles estão juntos.
- Fábio como você sabe?
- Paula deu calmante para todos dormirem.
- Não acredito que Paula fez isso.
- Pode acreditar, até eu cai nessa.
- Eu mato aquela desmiolada.
- Eu acho melhor nós voltarmos, já estamos muito tempo longe do grupo.
- Minha mãe vai me matar.
- Achei!
- O que Paula?
- Um celular.
- E daí Paula não funciona?
- Alguém esteve aqui.
- Será que foi o nosso grupo?
- Não, Márcia.
- Como você sabe Paula?
- Eu olhei todos os celulares, este é diferente.
- Venha ver é um e-mail com pistas.
- É uma cabana.
- Professor o que vai acontecer com a minha filha?
- Ela está bem, Beto e Paula são muito espertos.
- Marta, Beto deixou uma pista para onde eles foram.
- Parabéns Fabio você achou uma pista da localização deles.
- Chegamos pessoal...
- Que cabana grande.
- Tenha cuidado Paula pode ser perigoso.
- Que mesa linda, vamos comer.
- Paula se estiver envenenada?
- Quem iria perder tempo envenenando a comida?!
- Estou faminta e você Marcia vem falar em envenenamento, se eu morrer morro satisfeita. Não posso morrer de barriga vazia, vamos comer todos juntos assim moremos todos.
- Olha são os meus sobrinhos.
- Pessoal pelo jeito não vamos morrer envenenados, mas sim de susto, até na cabana o fantasma do tio Bacana me assombra.
- Minha sobrinha Paula veio me ver?
- Com tantos nomes, o fantasma fala logo o meu, bem engraçadinho ele.
- Paula é mesmo o tio Bacana.
- Márcia não dá bola para ele, quem sabe ele desaparece.
- Paula como sempre desbocada.
- Nossa, o fantasma está irritado.
- Paula eu vou ficar irritado se você não fica quieta.
- Oi, tem alguém em casa?
- Já chegou quem faltava.
- Tio não falta mais ninguém, pode falar onde está o tesouro. Os fantasmas não precisam de tesouro.
- Filha o que é isso?
- Tia é um fantasma.
- Estou falando deste homem.
- Mãe é o tio Bacana.
- Bacana você não morreu?!
- Todos estão espantados.
- Estou vendo Marta.
- Não precisam ficar espantados.
- Tio Bacana onde está o tesouro?
- Na frente de vocês meus queridos sobrinhos.
- Eu estou vendo um homem cheio de plásticas.
- Paula você vai ser a última a encontrar o tesouro.
- Por quê?
- Para você deixar de ser debochada.
- Tio posso pegar a minha parte e dar o fora, aqui é horrível, não tem nada para fazer.
- Paula por isso vocês tem que ficar comigo.
- O que eu vou fazer com o tesouro aqui nessa ilha?!
- Aqueles que ficarem comigo na ilha será o dono do tesouro.
- Está ilha é a mais deserta, eu nunca tinha ouvido falar dela.
- Por isso eu vim para cá, para vocês não gastarem toda a minha fortuna.
- Tio Bacana você também tem fortuna?
- Paula você é esperta e com certeza vai ficar.
- Paula ficou muda?
- Tio você é um homem muito bondoso, deixou um tesouro.
- Eu sei minha sobrinha, como eu posso esquecer? Você está sempre me lembrando.
- Que tal você me dá um cheque em branco para eu festejar a sua vinda do além. (Risos). Tio um cheque a mais ou a menos não vai fazer diferença.
- Então quem vai ficar, quem não vai pode ir embora, começando por você Paula.
- De jeito nenhum vou deixar você sozinho, sabe lá o que pode acontecer com o tesouro?! É melhor ficarmos perto do tesouro.
- Márcia nós temos que ficar para cuidar do tio Bacana. Porque as pessoas podem interpretar mal, dizer que somos sobrinhas mal-agradecidas, né Márcia? Começando pelo senhor não é tio Bacana?
No dia seguinte...
- Comunicamos uma reunião para todos amanhã às 07:00 horas, não faltem. Assinado: Delegado Mário
- Bom dia! Estão todos presentes?
- Posso saber porque esta reunião?
- Bom dia!
- Você me interrompeu, eu sou Dr. Antônio, sou o médico da família.
- O que o médico tem a ver com esta reunião?
- Muito!
- Me desculpem pelo atraso.
- Você não perdeu nada, ele não falou do tesouro.
- A reunião é para saber quem matou o Sr. Bacana.
- Ele morreu de novo?
- Com tanto tesouro, por aí, e vocês preocupados com o assassinato do tio Bacana.
- Isso mesmo Paula e tem mais, ele era um homem rico.
- Era, agora não é mais, agora somos só nós. Vamos esquecer do morto e vamos à procura do tesouro.
- Paula terminou com seu discurso? Posso começar o meu?
- O que você tem a falar?
- Eu sou o delegado Mario.
- Na ilha tudo pode acontecer, motorista agora virou delegado.
- Se você não fosse protegida pela Lei...
- Ouviram isso? Paula é protegida pela Lei.
- Todos quietos, por favor, obrigado.
- Eu mandaria lhe prender por desacato a autoridade.
- Você do nada vira delegado e eu que estou desacatando a autoridade?
- Só me faltava essa o ex-namorado da minha ex-babá agora é delegado. Você quer nos enganar e ficar com tudo. Quem mais delegado está por trás disso? Fala logo!
- Eu sou o detetive Zeca.
- Não, você é o mordomo.
- Eu estava infiltrado na casa grande para descobrir quem estava envolvido nos contrabandos.
- Depois de tudo isso, agora o tio Bacana é bandido, o que mais pode acontecer nesta ilha?! E o tesouro nada.
- Quem disse Paula, que o senhor Bacana é bandido?
- Você!
- Eu?
- Sim, quem mais poderia ser?
- O único dono da casa grande é o tio Bacana.
- Vamos à questão desta reunião, qual de vocês matou o Sr. Bacana?
- E quem seria burro de se entregar?
- Vamos começar por você Paula.
- O que detetive?
- Onde você estava ontem às 06:00 horas da manhã?
- Eu fui dar uma volta e depois voltei a dormir.
- E você Márcia?
- Qual o motivo dessas perguntas podemos saber detetive?
- Marta estamos investigando, temos que saber de tudo senão ninguém pode sair da ilha. Se todos colaborarem logo voltaram para suas casas.
- Detetive posso procurar o tesouro?
- Não! Só quando terminar esta investigação e você fica quieta.
- Davi onde você estava?
- Detetive fazendo caminhada.
- Você vai sumir desse jeito.
- E você Beto?
- Nem vem dizer que estava fazendo caminhada, se fosse a tia Marta até iria entender.
- Paula por que eu?
- Você está acima do peso. risos
- Nem vou perder meu tempo com suas gracinhas. Eu gosto de ver o nascer do sol.
- Detetive todos tem um álibi, porque você não dá logo a minha parte do tesouro?
- Paula sua parte? Não é melhor falar nossa parte?
- Beto cada um pega a sua parte do tesouro.
- Paula teve um assassinato, por este motivo temos que esperar para dividir o tesouro.
- Você está certo Beto.
- Vocês ficam falando e o tesouro que é bom nada.
- Já estamos acabando aqui. E você Aparecida onde estava?
- Ela sim, matou o tio Bacana.
- Por que eu?
- Dá para ver que foi você.
- Paula foi você, quem acusa tem algo a esconder.
- Como posso matar alguém se eu estava dormindo?!
- Prove que estava lá dormindo.
- Se eu pudesse.
- Então você não acusa ninguém sem provas.
- Acalmam-se vocês duas, temos um assassinato para resolver.
- Não detetive temos um tesouro para encontrar.
- Eu estava na biblioteca.
- Fazendo o que lá?
- Não é da sua conta Paula.
- Aparecida temos um assassinato aqui.
- Agora que você lembra Paula?
- Fazer o que toda hora falam do defunto.
- A reunião terminou, amanhã continuamos.
- Vai até quando?
- Não sabemos.
- Posso saber o que vou fazer enquanto isso?
- O que vocês quiserem.
- Posso procurar o tesouro?
- Todos vocês podem ir, só tem uma coisa, o tesouro pertence ao banco.
- Como assim?
- Dona Marta ele é fruto de um roubo, quem achar precisa entregar ao banco e receberá uma recompensa.
- Eu não vou dar um tesouro em troca de uma recompensa.
- Paula você não tem escolha, o tesouro é do banco, se você ficar com ele, será presa. Você quer ser presa?
- De jeito nenhum.
- Gente estou pasma com essa notícia, tudo de uma vez só: tio Bacana morto, depois vivo e agora morto, contrabando, o que mais pode acontecer? Agora isso, se o tesouro for do banco, o que nós vamos fazer?
- Não sei Marta, todos nós temos que conversar, pelo jeito não há tesouro nenhum, temos que ficar unidos.
-Todos são suspeitos do assassinato do Sr. Bacana, ninguém sabe quem matou, eu não acredito que nós viemos para cá para nada e ainda somos suspeitos de assassinato.
- O tesouro seria dividido e agora só uma recompensa, não será muita coisa, tem muita gente. O detetive e o delegado estão investigando, não deve demorar muito.
- Vamos aproveitar que estamos aqui para dar uma volta na ilha, ela é linda.
- Paula quem sabe você acha alguns tesouros perdidos. Risos
- Professor o senhor está certo, é isso mesmo o que vou fazer.
- Boa menina!
- Eu não estou acreditando no que você fez, acabou de incentivar aquela desmiolada e ela acreditou.
- Você queria que ela ficasse aqui discutindo o tempo todo? Assim ela se distrai e nos deixa um pouco sossegados.
 - Você está certo, com tanta coisa acontecendo e ela só abre a boca para falar besteiras.
- Boa sorte Paula com a sua procura ao tesouro.
- Obrigada professor.
- Vamos Márcia?
- A minha filha não vai a lugar nenhum com você.
- Está bem tia Marta eu vou sozinha, se eu achar será só meu.
- Vai e faça um bom aproveito dele.
- Quem sabe ela encontra alguns tesouros.
- Ela vai encontrar muitos animais nesta ilha, Beto.
- Davi que tal nós darmos uma volta na ilha?
- De jeito nenhum, depois desse comunicado.
- E se acharmos o tesouro ele é do banco, nós não podemos ficar com ele.
- Mãe o que eles vão fazer?
- Marcia vão procurar o tesouro, mas se acharem terão que entregar ao banco.
- Mãe mas tem recompensa.
- Você Fábio não estava na reunião por que?
- Detetive me desculpa, eu esqueci.
- Onde você estava as 6:00 da manhã.
- Eu estava dormindo.
- Eu estive lá no quarto e não tinha ninguém.
- Eu sou sonambulo e dormi embaixo da cama e você professor Júlio?
- Meditando no jardim.
- E você Marcia?
- Comi alguma coisa que me fez mal e por isso fui tomar um chá.
- A procura do tesouro mexeu com a cabeça de todos, cada um com uma mania esquisita.
- E você Mario?
- Eu e Zeca somos a autoridade.
- De motorista e mordomo, agora são a autoridade. E o tesouro mexeu mesmo com todo mundo. E o resto do grupo delegado?
- E o resto do grupo foi à procura da recompensa.
- E o tesouro?
- Fábio o tesouro agora é uma recompensa das grandes.
- Será Mario que eles vão achar?
- Zeca se eles acharem nós iremos saber, estão sendo filmados.
- Delegado vamos marcar outra reunião.
Durante a reunião...
- Boa tarde!
- O que foi dessa vez?
- Comunicamos a vocês que o Sr. Bacana não foi assassinado. Ele se envenenou.
- Dr. Antônio vai explicar...
- Ele tomava remédio controlado para dor e tomou doses a mais, e veio a causar overdose de medicamentos.
- Foi um mal-entendido eu peço desculpas a todos vocês.
- Nos acusou e depois nos pedi desculpas. Para se desculpar nos conte onde está o tesouro.
- Paula não existe nenhum tesouro e fortuna.
- Afinal de contas o que existe?
- Só a recompensa.
- O que eu vou fazer com a recompensa?
- Tudo foi roubado pelo Sr. Bacana e sua quadrilha. Tudo que ele construiu foi com o dinheiro do cofre do Banco, a família estava falida, desde o bisavô dele.
- As pedrinhas de diamante são do Banco, quem achar deve entregar a delegacia e recebera uma recompensa.
- Quanto vale uma pedrinha?
- Não tem preço, elas não podem ser vendidas, são marcadas. Acabamos a reunião, obrigado!
- Marcia se nós acharmos as pedras de diamantes ganhamos a recompensa, ao menos paga as nossas dívidas.
- Onde devem estar estas pedrinhas?! Já rodamos a ilha toda e nada de diamantes.
Todos voltam para a cidade...
- Marcia nós aqui sem nada e Paula passeando com um milionário que ela conheceu. Depois nem vem pedir ajuda, eu não vou ajudar, nem temos para nós.
- Márcia bem que você poderia arrumar um desses para nós sairmos do vermelho, mas quer ficar com aquele pobretão do Fábio.
- Mãe temos visitas, é o detetive e o delegado.
- O que eles querem?
- Não sei.
- O que eu posso ajuda?
- Bom dia. Nós estamos à procura dos diamantes, alguém achou?
- Vocês conhecem todos que estiveram na ilha. Poderiam nos ajudar?
- Como?
- Nos diga quem teve a vida mudada?
- Paula.
- Aonde podemos encontra-lá?
- Os lugares mais caros, ela tem um namorado rico.
- Felipe o cúmplice do Bacana.
- Nós estamos à procura dele. Gostaria que a Sra. marcasse um encontro com eles, é possível?
- Posso ver se consigo.
- Obrigado.
- Marcia não vamos marcar nada, não vamos nos meter em confusão.
- Oi tia Marta.
- O detetive e o delegado estiveram aqui a sua procura. Paula você não pode vir mais aqui.
- Tia Marta, trouxe alguns presentes.
- Tudo isso Paula? Teria sido melhor você ter pago as nossas dívidas.
- Tia Marta são presentes.
Dias depois...
- Mãe prenderam a Paula, está em todos os jornais.
- Bom dia delegado. Gostaria de saber da Paula.
- Pegamos a Paula, o seu cúmplice fugiu.
- O que vai acontecer com a Paula?
- Nada, nós queremos o pai dela. O comparsa do Sr. Bacana, ele é o responsável por tudo.
- Dona Marta a Paula foi solta, não tinham provas contra ela. Paula sofre de uma doença.
- Que doença?
- Ninguém sabe.
- Só me faltava essa, ela pega todos os diamantes gasta tudo e depois é solta por falta de provas ou doença. Vou dar uma de louca para ver o que acontece,
- O que você acha Fábio?
- Mãe que festa bonita, aquele ali não é o pai da Paula?
- Ele não morreu em um acidente de carro?
- Ninguém nunca achou o corpo.
- Boa tarde delegado!
- Delegado acharam o corpo do pai da Paula?
- Ele está vivo!
- Dona Marta ele está bem vivo.
- Vocês não irão prendê-lo?
- Não temos provas contra ele.
Marta pensa em voz alta...
- Essas pessoas morrem, vivem, roubam, vão presos, são soltos. Não quero mais saber sobre esses assuntos. Já encheu minha paciência, não conseguem provas para prender o pai da Paula.
Paula escuta a Marta falando.
- Tia Marta meu pai faz parte do grupo do tio Bacana, como podem prender alguém se a polícia também faz parte.
- Será que o Bacana partiu mesmo?
- Sim, ele teve uma intoxicação com medicamentos.
- Como ele iria pagar as dívidas?! Só meu pai sabia onde estavam os diamenates, eu dei uma de louca e peguei.
- Paula a prisão, o acidente, foi tudo armação? Não estou acreditando, eles nos usaram para não chamar atenção.
- Pode acreditar e é melhor deixar isso para lá.
- Como fui cair nessa?!
Horas depois...
- Oi amiga!
- Eu vou querer a minha parte dessas pedrinhas.
- É perigoso Márcia!
- Paula já dei nossa parte, são muitas pessoas envolvidas, deixa isso pra lá.
- Paula onde estavam as pedrinhas de diamantes?
- Na ilha, embaixo de uma árvore.
- Como se a ilha estava sendo vigiada?
- Como as escondeu das pessoas?
- Na minha peruca.
- Peruca?
- Sim eu sempre usei peruca.
- Você é careca?
- Isso mesmo, eu coloquei as pedrinhas uma por uma, dentro da peruca.
- Coçava um pouco e quando perguntavam eu dizia que era piolho.
- Como eles irão provar que eu roubei, se a ilha estava sendo filmado o tempo todo.
- Mãe que mente brilhante da Paula.
- Ela é uma trambiqueira isso sim.
- Márcia marca uma reunião com todos aqueles que foram atrás do tesouro.
- Obrigada por todos terem vindo. Não existiu tesouro, mas através dele fizemos uma bela amizade e fico feliz por todos estarem aqui com vida, depois de uma aventura daquelas, poderia ter acontecido alguma desgraça imperdoável e peço a todos que perdoem o tio Bacana, que ele descanse em paz. Não vamos ter lembranças daqueles momentos ruins, mas sim dos momentos bons. Como ele foi um protetor de todos, não importa o que dizem por aí dele, o que importa é o que ele foi para nós e o que nós vivemos com ele. Obrigada a todos!
 Agora acabou o pesadelo, voltamos à vida de antes.
- Marcia pagamos nossas dívidas, mas fizemos outras.
- Recebi um telegrama, está marcando outra reunião, está dizendo ser do nosso interesse.
- Mãe o Fábio também recebeu um telegrama anônimo, marcando uma reunião, ele está super preocupado.
O telefone toca...
- Eu atendo!  Oi Beto!
- Márcia aconteceu alguma coisa?
- Minha mãe recebeu um telegrama igual do Fábio.
- Eu e o Davi também recebemos.
- Me deixa contar para minha mãe... Beto e David também receberam um telegrama.
- Pede que eles venham aqui às quatro horas.
- Ok! Beto minha mãe está pedindo que você e Davi venham hoje as quatro horas.
- Alô! Paula, minha mãe está marcando uma reunião aqui em casa hoje ás quatro horas.
- Marcia é sobre o telegrama?
- Como você sabe?
- Meu pai, o detetive e o delegado receberam. Eles estivavam aqui conversando com meu pai sobre esse assunto.
- Paula pedi para o seu pai, o detetive e o delegado virem também as quatro horas.
- Paula você tem o telefone da Aparecida?
- Tenho sim Márcia.
- Me passa o número.
- Até mais tarde.
- Pai a Marta marcou uma reunião hoje às quatro horas, para falarmos sobre o telegrama.
- Então elas receberam o telegrama também?
- Sim, pediram para avisar o detetive e o delegado da reunião.
- O que será que a Marta quer falar? Será que o telegrama dela é diferente do nosso?
- Na reunião vamos saber.
- Alô gostaria de falar com a dona Aparecida.
- O que deseja?
- Dona Marta pediu que a senhora comparecesse hoje às quatro horas na casa dela, é possível?
- Pode me adiantar o assunto?
- É sobre o telegrama.
- Eu estarei lá. Tchau!
- Alô Antônio a dona Marta marcou uma reunião na casa dela, é sobre o telegrama.
- Mãe já avisei a todos, o pai da Paula, o detetive e o delegado também receberam o telegrama, eles irão vir.
- Aparecida você vai mesmo a essa reunião?
- Lógico, Antônio!
- Mas nós não recebemos nenhum telegrama.
- Quem vai saber. Vamos fazer um, é anônimo mesmo, quem vai perder tempo de ler ou comparar a letra.
- A Paula pode querer fazer isso.
- Não importa vamos assim mesmo, nós temos os mesmo direito que eles, nós estávamos na ilha o tempo todo, além do mais é só dizer que esquecemos em casa ou jogamos fora, não demos importância.
- Bem pensado.
- Boa tarde a todos! Está reunião é para poder verificar a origem deste telegrama que todos nós recebemos. Vou ler para todos... “Eu creio que todos estão reunidos neste momento, não posso me identificar pela segurança de todos, a única coisa que posso dizer no momento é que há muito ouro para todos, quem estiver interesse espera outro telegrama para iniciar o mistério, lembrem-e há muito ouro. ”
- Márcia já se passaram duas semanas e não recebemos outro telegrama. Vou marcar outra reunião.
- Para quê?
- Para comunicar que eu não irei fazer parte disso.
- Alô, Aparecida?
- É a Marta, estou marcando outra reunião, é sobre o telegrama.
- Marta você recebeu outro telegrama?
- Eu não! Mas preciso falar algo com vocês.
- Alô, Antônio! Acho que a Marta é a chefe da quadrilha.
- Aparecida ela não tem jeito pra fazer nada, piorou comandar alguma coisa grande, deve ser o pai da Paula. Não foi a Paula que ficou com todo diamante?! E você reparou que ninguém comentou mais sobre os diamantes?
No dia da reunião...
- Boa tarde a todos!
- Tia Marta eu não estou vendo nenhum telegrama.
- Paula é preciso ter telegrama na mão?
- Sim, porque você só está falando na teoria, e não é a mesma coisa.
- Paula não me interrompa.
- Todos nós estamos esperando o telegrama, já se passaram duas semanas e eu não vou ficar esperando, eu vou atrás e vocês vão vir?
- Dona Marta chegou um telegrama.
- Estava na hora.
“Minha querida Marta, você sempre em ação, meus parabéns, todos novamente juntos como uma família.  Vamos desvendar o ministério, eu vou dar todos as dicas por celular, assim eu vou passando as pistas, prestem bem atenção.... Não fiquem brigando um como outro há ouro suficiente para todos, lembrem-se tem muita gente envolvida.  Primeiro passo, vocês vão para o Atlântico. É lá que está a primeira pista, vão juntos sem que outras pessoas percebam.”
- Afinal de contas fazer o que lá?
- Paula você não quer achar o ouro?
- Beto um monte de cabeças é impossível não dar na pista.
Marta fala para o grupo:
- O que vocês acham, devemos procurar ou não?
- Pessoal e se for uma armadilha?! Deve ter mais gente envolvida, temos que ter cuidado.
Alguns dias depois...
- Mãe o que você está fazendo?
- As malas.
- Parece mala para cinco pessoas, não somos nem três pessoas. Nós não temos dinheiro para uma viagem dessas.
- Não precisamos de tanto dinheiro assim, nós vamos à procura do ouro.
- Eu e você?
- Não!
- Quem vai?
- Ainda vou ver.
- Filha eu e o professor iremos procurar o ouro, só que você tem que ficar, caso a gente precise de ajuda, você entendeu.
- Sim mãe entendi.
- Só em pensar que ela poderia perder um ano de estudo novamente, fico preocupada e pode ser perigoso. Ela aqui está segura e será mais útil para nós se algo acontecer com a gente.
- Marta você está certa eu não tinha pensado nisso.
- Tchau filha, você me promete que vai ficar aqui nos esperando?
- Prometo!
- Lá estão a Paula e o Felipe, se acharam o diamante com certeza vão achar o ouro.
- Bom dia!
- Bom dia professor e tia Marta. Márcia não veio?
- Achei melhor que ela ficasse em casa, se por acaso nós precisarmos.
- Você fez muito bem Marta.
- Oi Fábio você vai?
- Vou sim e você Marcia?
- Não. Minha mãe pediu para que eu ficasse, para caso aconteça algo eu possa ajuda-lá.
- Se algo acontecer é só ligar para a polícia.
- Minha mãe não tinha pensado nisso.
- Ela pensou, só não quer que você vá.
- Só me faltava essa, e agora o que eu vou fazer?
- Eu não sei, mas todos irão.
- Todos quem?
- Paula e o pai dela já foram com a sua mãe.
- Mas ela não me disse nada sobre Paula ir, eu não acredito, vou ligar para Beto e Davi.
- Alô, Beto vocês também vão?
- Marcia você acha que nós iríamos ficar longe dessa ventura?!
- Fabio, Beto e Davi já estão indo, vou ligar para a minha mãe... Ela não atende o celular, eu não sei se vou ou não, não sei o que é pior, eu ir ou ficar. Ninguém merece, minha mãe me por nesta situação.
- Quer saber eu vou, não vou conseguir ficar em casa mesmo, minha mãe que me desculpe. Fábio vamos de moto é mais rápido.
- Márcia chegamos, temos que ir andando. Lá estão Beto, Davi, Mario e Zeca.
- Oi pessoal!
- Olá Marcia e Fábio.
- Antônio de agora em diante temos que ir a pé, só tem esse caminho.
- Lá estão eles, eu não estou vendo a Marta.
O misterioso liga para o celular.
- Falta pouco para vocês acharem o ouro...
- Qual é a pista?
- Está em frente, só seguir adiante, lá vocês vão ver.
- Márcia você aqui sem sua mãe?
- Ela está lá na frente nos esperando.
- Por que ela estaria lá na frente nos esperando?
- Porque ela sabe que você está indo.
- Fábio e agora?
- Não dê ouvidos a ela.
- Se ela estiver certa? O que você acha de nós dois irmos sozinhos?
- É perigoso Marcia.
- Então eu vou voltar, não quero encrenca com a minha mãe. Ela vai ficar uma fera comigo, estou voltando para casa.
Acabei de receber uma mensagem...Filha fica atenta ao celular, caso a gente precise de você. Paula e o pai dela estão com a gente, não se preocupe. Beijos da sua mãe.
- Márcia temos que voltar.
- Não Fábio você fica, senão você vai ficar de fora do grupo.
- Marcia quando eu voltar vamos nos casar.
- Sim Fábio.
- Davi vamos esconder a Marcia.
- Por que?
- Depois eu explico...
- A mãe dela não queria que ela viesse.
- Então foi melhor ela ter ido embora. Dona Marta iria ficar uma fera.
- Felipe que caminho horrível, quem são aquelas pessoas que vem lá trás?
- É aquela trambiqueira, o que vamos fazer tia Marta?
- Não podemos fazer mais nada, agora ela nos viu.
- Olá pessoal, vocês aqui nos esperando?!
- Você não desiste mesmo Aparecida.
- Nem você Marta.
- Vamos temos muito o que andar.
- Chegamos!
- Que lugar lindo!
- Quem vai primeiro?
- Você Marta!
- Eu?
- Você não é a mandona?!
- Vai você Aparecida.
- De jeito nenhum. Quem vai, quem manda e é o Felipe.
- Meu pai não vai, quem deve ir é a autoridade.
Todos falaram juntos.
- É mesmo.
- Eu? Nem pensar! Aqui todos somos iguais.
- Então quem vai afinal de contas?
- Eu vou.
- Cuidado professor Júlio com o fantasma do tio Bacana.
- Obrigada Paula por ter me lembrado, caso eu encontre eu mando lembranças suas.
- Pronto não tem nada, vamos lá.
- Professor o que é aquilo que vem na nossa direção?
- Nossa! Correm!
- Gente eu não sabia que o atlântico tinha tanta coisa ruim.
- Você não olhou direito, nós somos tolos.
- Por que Marta?
- Ele nos enganou, ele nem sequer saiu do lugar.
- Você fez isso Professor?
- Fiz, para encorajar vocês e deu certo, aqui estamos do outro lado, vamos em frente.
- Tem que mergulhar, quem não sabe nadar fica aqui.
- Paula para caçar tem que saber um pouco de cada coisa.
- Coitadinha, ela está com medo.
- Beto não fala assim ela sofreu trauma quando era criança.
- Nossa, me desculpa. Nunca vi Paula com medo, venha comigo, eu faço natação há anos e ganhei várias competições.
- Beto cuidado!
- Temos que atravessar a ponte.
- A ponte está ruim, não tem outro caminho Felipe?
Celular toca...
- É ele!
- Todos ficam em silêncio...
- Só isso que ele falou?
- Estão indo muito bem, é muito cara de pau.
- É o caminho certo, vão um de cada vez, não olhem para baixo é muito alto. Não foi tão difícil.
- Olha que lindo, vamos acampar aqui esta noite, amanhã nós seguimos para onde está o ouro.
- Felipe tomara que você esteja certo, porque já andamos muito. Eu não aguento mais andar.
- O que é aquilo?
- Não corre porque se correr ele vai correr atrás de vocês.
- Nossa!  Como espeta e queima, nem sei porque a gente dá ouvidos ao professor Júlio. Ele só está enfiando a gente em roubada e ainda fala que o jardim faz parte da natureza.
- Mas faz, olha em nosso redor.
- Só se for na sua cabeça, onde já se viu natureza ter bicho que espeta e queima. E você autoridade não vai fazer nada?
- O professor estudou a natureza, eu estudei crimes.
- Acho que tem alguém nos espiando.
- Quem está nos espiando?
- Fala baixo, podem nos escutar.
- Olha alguém esteve aqui e não sobreviveu.
- Beto que horror, que imaginação.
- O que é isso?
- É um dedo de alguém Paula.
- Beto está certo, alguém esteve aqui e morreu e nós vamos morrer também.
- Não filha nós não vamos morrer, esta pessoa deixou este dedo para dizer que esteve aqui e sobreviveu.
- Um dedo?
- Beto pode ser de um animal.
- Só que esse é aqui é de gente.
- Pessoal que horror! Quem deixaria esse dedo aqui?
- É melhor entrarmos logo, antes que escureça.
- Professor Júlio você está certo, não quero fazer parte dessa coleção de dedos.
- Paula se você não quer perder o dedo é melhor entrar logo, enquanto há tempo.
- Que lugar lindo! Felipe nós poderíamos ter vindo por lá, teria sido bem mais fácil.
- Eu segui as regras Marta, quando pegarmos o ouro, voltaremos por outro caminho. Temos que passar pelo túnel.
- Ele é estreito.
- São as regras.
- Felipe e aquele caminho?
- Marta ninguém passa por lá, se passar morre.
- Isso só pode ser uma piada.
- Depois de tudo que vimos e passamos, eu acredito que isso seja verdade.
- Tudo bem, vamos lá...
- Quando chegarmos lá, temos que esperar as instruções.
- Felipe quando ele ligou não disse o nome?
- Marta é melhor não falarmos sobre esse assunto, estamos sendo observados.
- Nós não podemos fazer barulho, temos que ficar atentos.
- Pelo jeito teremos que acampar aqui.
- Felipe não seria melhor entrar e dormir no castelo? Todos estão cansados e com fome.
- Nós não sabemos o que tem lá dentro, pode ser perigoso.
- Felipe está certo vamos acampar aqui mesmo, vamos descasar um pouco.
- Pai estou ouvindo o canto da minha mãe.
- Filha você está cansada, é normal ouvir coisas, não se preocupe não vou deixar nada acontecer com você.
- Pai você está certo, deve ser saudades.
- Eu nunca vi um castelo, vamos entrar?
- Marta temos que esperar as instruções.
- Felipe já estamos em frente ao castelo.
- São ordens.
- Pai é o castelo que sempre aparece nos meus sonhos. Esse lugar é perigoso.
- Paula estamos todos cansados, é melhor você comer alguma coisa e descansar um pouco, que vai se sentir melhor. E tudo vai terminar bem.
- Nossa estou encantado, não vejo a hora de entrar no castelo.
- Beto não faça besteira.
- Felipe deixa ele, não é todos os dias que a gente vê um castelo.
- Pai eu vou me deitar.
- Felipe a Paula está tão diferente.
- Ela está com saudades da mãe.
- Pai sonhei está noite que minha mãe me pedia pra ir embora desta ilha.
- Era só um sonho, você sabe que nós não podemos ir embora precisamos do ouro.
- Professor precisamos que todos acordem e guardem tudo, para que possamos entrar no castelo.
- Felipe vou chamar a Paula.
- A Paula não está.
- Como ela não está?
- Já olhei tudo e não achei.
- Marta sumiu também. Elas entraram no castelo, só pode ter sido isso. Vamos entrar para encontrá-las.
- Nossa como é grande este lugar.
- Paula e Marta não deveriam ter entrado sozinhas, elas tinham que ter nos esperado. Como vamos achá-las nesse castelo enorme?! Espero que elas estejam bem.
- Gente que lindo este lugar, por mim viveria o resto da minha vida aqui e vocês?
- O que nós iriamos fazer aqui com todo o ouro, nesse fim de mundo?!
- Onde está o Felipe?
- Ele sumiu, foi procurar Marta e Paula.
- Meninos não mexam, vocês não sabem o que é. Vocês acharam alguma coisa?
- Ainda não.
- Vamos continuar procurando. Precisamos ficar todos juntos para mais ninguém se perder.
- Gente o que está acontecendo com a Paula?! Ela mudou muito.
- Aparecida eu não sei.
- Davi você sabe de alguma coisa?
- Eu também não sei.
 - Paula está diferente, quem esteve com ela na primeira caça ao tesouro sabe do que eu estou falando.
- Aparecida está certa Paula pode estar depressiva.
- O pai da Paula está aos berros, se vocês não nos contar o que está acontecendo, nós não poderemos ajudar e alguém vai acabar ouvindo os berros dele, vai ser culpa de vocês.
- Paula descobriu que a mãe dela está viva e ainda descobriu outras coisas.
- O que Beto?
- Que a mãe está muito doente e que irão precisar de muito dinheiro para continuar o tratamento.
- Por isso que o Felipe está atrás do ouro. Vamos lá pessoal encontrar com ele.
- Felipe você conseguiu encontrá-las?
- Infelizmente, não consegui achá-las.
- Já circulamos tudo e nem sinal delas e nem do ouro.
- Está escurecendo é melhor a gente encontrar um lugar seguro para passar a noite.
- Felipe elas estão bem, elas sabem se cuidar.
- Silêncio vem vindo alguém, apaguem a lanterna.
- É a Marta. Fizeram ela de prisioneira.
- Alguém viu a Paula?
- Só consegui ver a Marta. Quem são esses homens?
- Temos que ter cuidado, pois é perigoso. Vocês ficam aqui e eu e Zeca vamos segui-los.
- Eu vou junto.
- Felipe fique aqui, porque é perigoso.
- Eu vou junto, Paula é minha filha.
- Eu sei, mas você pode atrapalhar e colocar a vida delas em risco.
- Não farei nenhuma besteira, não irei colocar a vida delas em risco.
- Está certo, vamos!
- Mário vamos ver mais de perto.
- Zeca são muitos, o que eles estão fazendo?
- Mario eles estão com o ouro.
- Felipe vai buscar os outros e vão para um lugar seguro.
- Nós precisamos sair daqui e irmos para um lugar mais seguro.
- Mas onde está o Zeca e o Mario?
- Aparecida foram eles que me pediram para avisar a vocês e para irmos para um lugar mais seguros, pois os bandidos podem nos pegar.
- Felipe nós não iremos a lugar nenhum com você, sem o Zeca e o Mario.
- Vocês não têm escolha, precisamos sair daqui logo, depois eu explico tudo.
- Olhem quem está vindo ali, é o tio Bacana.
- Tio Bacana você não tinha morrido?
- Ainda não Beto.
- Isso é coisa que se faça, colocar as nossas vidas em perigo?!
- Eu sinto muito! Eu vou contar tudo para vocês e nós iremos resgatar a Marta. Já tenho um plano.
- Tio Bacana se o senhor está vivo, então quem morreu?
- Meu irmão gêmeo, nós trabalhávamos juntos.
- Por isso você era tão rápido.
- Isso mesmo detetive Zeca.
- Você tem outros irmãos?
- Não Zeca pode ficar despreocupado.
- Felipe tenho uma coisa para falar sobre a Paula.
- O que aconteceu com a Paula?
- Ela não está com a Marta, ela foi embora.
- Eu liguei para o celular dela e ela não atendeu.
- Ela conseguiu sair da ilha, tenho certeza, ela é esperta igual à mãe.
- Tio Bacana como iremos pegar o ouro?
- Tem uma passagem secreta, só eu conheço o caminho. Vamos pegar a Marta e o ouro.
- Mas como iremos levar todo aquele ouro?
- Tem gente minha infiltrado.
 Em outro local da ilha...
- Parada, levanta as mãos, quem é você?
- Eu sou a Paula, vim com um grupo de amigos. Eu decidi ir embora e deixei eles lá em frente de um castelo.
- Nós somos da polícia, nós leva até lá.
- Policial eu não lembro do caminho de volta.
- Paula você precisa se lembrar, os seus amigos estão em perigo.
- Vou leva-los por onde eu vim.
- Tudo bem, vamos lá.
Em outro local da ilha...
- Vamos levar tudo que a gente conseguir carregar, antes que os bandidos voltem.
- Marta como você está?
- Estou bem Felipe, obrigada!
Os bandidos voltam para o esconderijo e percebem que foram roubados.
- Aperta o alarme, fomos roubados!
- Chefe esse local é muito longe, nós não temos o mapa.
- Homens nós não temos escolha, vamos em frente.
- Parados! Somos a polícia, saiam todos com as mãos para o alto.
- Essa equipe vai revistar o castelo e a outra equipe fica aqui comigo. Tem mais alguém no castelo?
- Não chefe!
- Abaixem se eles estão atirando.
- Chefe o que foi isso?
- Vocês não revistaram direito, agora vamos revidar com força total.
- Alô! Márcia.
- Sim, é ela.
- Quem fala?
- É a Paula e eu preciso de ajuda, estou em apuros, tem tiros para todos os lados.
- Como posso te ajudar?
- Chama a polícia.
- Como eles irão chegar até aí?
- Na minha casa tem uma cópia do mapa.
- Paula não se preocupa, já estou indo.
- Onde será que a Paula colocou este mapa?! Márcia calma, você vai encontrar esse mapa. Achei!
- Delegado eu tenho uma denúncia. Você precisa ir nesta ilha agora, há pessoas em perigo.
- Todos estão prontos?
- Sim senhor...
- Delegado eu posso ir junto?
- Marcia é melhor você ficar, é muito perigoso.
- Ela é a minha melhor amiga. Ela estava muito assustada, deve ser muito grave.
- Marcia tudo bem, você pode ir, mas não saia de perto de mim.
Em outro local da ilha...
- Moça venha para cá, não tenha medo, eu vou tirar você daqui.
- Quem é você?
- Eu moro aqui na ilha há anos.
- Você é tão linda, se parece com a minha filha.
- Onde sua filha está?
- Ela está com o meu irmão
- Como ela se chama?
- O nome dela é Paula.
- Eu também me chamo Paula.
- E a sua mãe?
- Minha mãe foi embora e nunca mais a vi e agora descobri que ela está viva. Só que ela está muito doente, eu e meu pai viemos para cá por causa dela, este ouro vai pagar o tratamento que ela precisa. Queria tanto ver a minha mãe.
- Se ela está doente, por que você quer vê-la?
- Porque ela e minha mãe e eu tenho tantas perguntas a fazer.
- Paula que perguntas você tem para fazer?
- Queria saber porque ela me abandonou.
- Os meus colegas da escola, diziam que ela me deixou para morar com outra família. Toda vez que eu via uma mulher com uma criança, eu imaginava que era eu a minha mãe.
 - Pelo jeito você ama mesmo a sua mãe. Paula você sabe qual doença sua mãe tem?
- Ela sofreu queimaduras, mas sobreviveu.
- Paula posso te dar um abraço?
- Claro que sim!
- Nunca se esqueça que tudo o que sua mãe fez foi pensando em você, ela nunca vai te esquecer, sua mãe te ama muito e nunca se esqueça disso.
- Senhora eu não esquecerei.
- É melhor você ir, antes que aqueles homens descubram que você está aqui.
- A senhora não que ir comigo?
- Eu vou ficar aqui, está é minha casa. Vou ficar bem.
- Adeus!
Márcia e Paula se encontram no meio do caminho...
- Paula você está bem?
- Sim, Márcia. Vamos voltar para casa, todos devem estar preocupados.
- Oi pessoal!
- Onde vocês estavam? Nós estávamos preocupados.
- Minhas queridas sobrinhas.
- Tio Bacana o senhor está vivo?! Nossa que felicidade em saber que você está bem.
- Paula você sempre com esse jeitinho doce apesar de ser desbocada.
- Márcia nós achamos o ouro.
- Pai eu conheci uma senhora solitária lá no castelo, ela estava toda queimada. Ela me fez lembrar minha mãe, ela me ajudou a sair do meio do tiroteio.
- Paula precisamos conversar, a senhora que você conheceu é a sua mãe.
- A minha mãe vive no castelo? Não pode ser verdade.
- Paula ela quis assim, todos nós sofremos, quando ela tomou essa decisão. Os médicos disseram que se nós não aceitássemos a decisão dela, poderia ser pior, porque ela poderia tentar se matar. É por sua causa que ela se mantém viva. Ela era uma mulher linda, mas depois que ela foi queimada, não conseguiu continuar vivendo entre nós. Precisamos aceitar e deixar as coisas do jeito que estão.
- Pai não ela é minha mãe, eu vou lá amanhã bem cedo buscá-la.
- Filha deixa eu ir lá primeiro conversar com ela.
- Márcia encontrei a minha mãe.
- Onde ela está?
- Ela está muito doente!
- A gente leva ela ao médico.
- O que ela tem não tem cura.
- Paula tia Marta está te chamando.
- Paula eu conversei com o seu pai, é melhor você fazer o que o seu coração manda.
- Meu pai vai lá amanhã conversar com ela.
- Paula mas se ele aparecer lá ela vai sumir de novo.
- Tia Marta você conheceu a minha mãe?
- Sim! Ela era a mais bonita da escola.
- Quem a queimou?
- Só o seu pai pode te responder.
- Pai me fala do acidente da minha mãe.
- Seu pai a queimou.
- O senhor a queimou?
- Eu não, o seu pai biológico.
- E quem é o senhor?
- Eu sou o seu tio, irmão da sua mãe.
- Por que você nunca me contou nada?
- Sua mãe pediu para nunca te contar e que eu cuidasse de você como se fosse minha filha, desse jeito você teria menos perguntas.
- E meu pai?
- Se matou.
- Por que ele fez isso com a minha mãe?
- A sua mãe iria deixa-lo. Ele bebia muito e batia nela, ela foi várias vezes na delegacia dar queixa, mas nada aconteceu. Ele a queimou e depois se suicidou.
- Levei a minha irmã ao hospital, mas o fogo atingiu todo o corpo. Cheguei tarde demais!
- Me dá às fotos da minha mãe.
- Ela levou todas as fotos.
- Toda vez que olho para você me lembro dela.
- Vamos retornar as nossas vidas como antes, vai ser melhor assim.
- Pai não posso, eu tenho que tentar falar com a minha mãe outra vez.
- Você está certa, vamos lá amanhã.
- Pronto chegamos! Vamos procurá-la...
- Minha irmã me desculpe ela descobriu tudo.
- Foi melhor assim, eu sabia que vocês viriam um dia.
- Mãe nós vamos cuidar de você, venha conosco.
- Vocês sabem que eu não posso, não dá para mim. Se vocês me amam irão entender, se eu me escondi, foi por vocês. Eu amo vocês dois, nunca duvidem disso.
- Mãe eu não consigo entender, quem ama quer ficar perto.
- Como eu poderia ficar perto nessa situação?
- Paula deixa ela, sua mãe está sofrendo e nós só estamos dificultando as coisas.
- Eu vou embora e vou deixar vocês duas se entenderem, para mim chega.
- Mãe eu já sei de tudo.  Se o seu sofrimento for maior que o meu, eu vou entender, porque agora eu sei de toda a verdade.
- Minha filha me perdoa foi mais forte do que eu.
- Mãe não tenho nada para perdoar, eu te amo!
- Filha é o dia mais feliz da minha vida. Não muda nada, continua chamando o meu irmão de pai.
- Sim, ele sempre será o meu pai.
- Filha nós te amamos muito, valeu a pena por tudo que eu sofri para ver você se tornar essa moça linda.
- Filha eu tenho que ir.
- Mãe eu vou lhe ver de novo?
- Eu vou estar sempre com você. Te amo!
- Pai ela se foi...
- Não filha, ela vai estar sempre presente.
- Pai para onde ela foi?
- Eu não sei.
- Pai olha o que minha mãe vai fazer! Mãe não faça isso, eu lhe prometo que não venho mais aqui.
- Filha será melhor para todos nós. Peço que me perdoem, não se culpem, adeus!
- Pai a minha mãe se jogou lá de cima.
- Que ela descanse em paz, ela sofreu muito.
- Tia Marta obrigada por tudo o enterro da minha mãe foi lindo.
- Paula ela merecia o melhor.
- Tenho novidades para vocês.
- Márcia você está grávida?
- Não Paula, eu e Fábio vamos nos casar e gostaria que você fosse a minha madrinha. Você aceita?
- Sim Márcia eu aceito.
- Paula agora todos nós somos ricos e espero que fiquemos assim para sempre. Fábio fala que nós só gastamos.
- Márcia o Fábio está certo, nós não sabemos fazer nada além de gastar.
- Minhas sobrinhas não se preocupem, depois nós caçamos outro tesouro.
- Sim tio Bacana, isso nós sabemos fazer muito bem.
- Filhas vocês estão lindas!
- Tia Marta obrigada por me considerar como se fosse sua filha.
- Sua mãe de onde ela estiver está olhando por você e está muito orgulhosa na moça que você se tornou.
- Vamos brindar a todos nós, estamos ricos...

FIM!
Maria de Lurdes
Enviado por Maria de Lurdes em 26/10/2019
Reeditado em 26/10/2019
Código do texto: T6779899
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre a autora
Maria de Lurdes
São Gonçalo - Rio de Janeiro - Brasil, 53 anos
22 textos (2058 leituras)
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