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A Cidade dos Corvos : - Prólogo -

-E Esse será, o escolhido, entre gerações seguintes,ele terá algo especial, algo que ninguém jamais terá: A Morte fugirá dele.

 Ele não morrerá, antes que o solstício acabe,ele ouvirá vozes que o pedirão ajuda, que gritarão o seu nome. Pois, uma montanha virá, e tentará cobrir o sol…...mas o sol…. brilhará mais reluzente que uma estrela.

Não se pode fugir da morte, nós sabemos, mas ele tem algo que o protege, e será para sempre lembrado. Será memorável. Quando ele chegar e abalar a montanha do lugar, não sobrará pedra por pedra. Montanha por montanha. E o sol brilhará novamente. - Elisabeth terminou o pergaminho, enrolou e selou com a magia da luz e então, colocou na caixa escura e selou com seu sangue.



Elisabeth deitou em sua cama, e ficou esperando a morte chegar. Ela sabia, ela tinha fé,que a sua visão não seria real, e que, ele conseguiria realizar a sua missão. Elisabeth estava fraca, cansada,e não levantou junto com o sol, morreu antes mesmo dele chegar.

A profecia havia sido feita, concluída, e agora, era necessário esperar ela se cumprir.

Elisabeth não sabia quando aconteceria, mas mal sabia ela que aconteceria um evento inesperado…….



*anos depois*



Ela estava caminhando nos portões da cidade, uma cidade cinza, mas havia vida, o seu salto alto ecoava pelas ruas da cidade,não havia vida, mas havia paz. As pessoas esperavam ansiosamente para saber o seu destino, e enquanto ele não acontecia, elas aguardavam em suas casas,e tomando o que restou da vida delas. Tudo era claro, como uma verdadeira cidade, até que o seu rastro arrasou tudo que havia mais bonito.

Ela estava caminhando lentamente, com passos firmes e duros, e ela não estava brincando, ela iria conquistar o seu território próprio. Os portões se abriram, o castelo estava sentindo o gosto da morte, do desespero, o castelo sentia o gosto do Pânico. Ela se achegou até o seu trono, e fez uma reverência medíocre e quando acabou ele ergueu a mão dando um basta naquela cena tosca e ele disse:



-O que desejas?! -falou ele com a mão ainda erguida.



-A minha recompensa, eu fiz o que me pediu. - ela fez novamente a reverência.



-Não, você fez aquilo que você tinha que fazer minha jovem, e a sua recompensa será mediante a isto. Por favor! - ele estalou os dedos.



E o encarregado trouxe um punhado de um pano enrolado, ela observou o jeito dele, não era um jeito agradável,alguma coisa ele iria aprontar.



-O que é isto?! - perguntou ela curiosa.



-A sua recompensa. A partir de hoje, será encarregada com a função de segurar nas mãos das pobres almas a conduzindo para o seu destino. -falou ele desenrolando o pano e dentro dele havia um colar com uma pedra vermelha.



-O que?! Mas isso…...isso não está certo! - ela se revoltou.



-É mediante ao seu esforço minha querida Irmã. - falou ele erguendo os ombros. -não posso fazer mais nada por você. - falou ele erguendo as mãos com sinal de redenção.



-Você me pagará! Me fez lutar contra gigantes, derramar sangue na terra a troco de uma função inútil como essa?! - ela vociferou - VOCÊ ME PAGARÁ! VOCÊ ME PAGARÁ! - Ela gritou e todos no castelo ouviram.



-Minha cara irmã Medusa, o que recebeu foi aquilo que merecestes. É tão egoísta e mesquinha que nem mesmo os gigantes você derrubou, é tão mentirosa que se esqueceu que nada se deixa passar pelos olhos nossos. Infelizmente, é o preço que se paga pela cobiça. - falou Tronos erguendo as mãos.



-Falarei com Louise, certamente ela revogará! Isto não está certo! Onde ela está?! - falou com amargura em sua voz.



-Nos jardins do campo. Boa sorte em falar com ela. - disse Tronos sorrindo.



Medusa foi caminhando até os jardins, e lá estava ela, doce, meiga,sutil, lá estava Louise, regando as rosas, as únicas cores existentes naquele lugar. E quando Medusa chegou, todas elas murcharam instantaneamente.



-Medusa…..assim não dá!.....minhas rosas murcharam. - falou Louise com paciência.



-E quem liga para essas flores inúteis?! Fale com Tronos, ele foi injusto, me deu aquilo que não mereço. - falou Medusa como uma verdadeira criança mimada.



-Ja recebestes a sua recompensa?! - falou Louise parando e a observando com cautela.



-Diga isto como recompensa?! - Medusa ergue o colar com desdém - Todos vocês tem colares lindos, com funções que prestam e eu?! Eu permaneço aqui,tive que lutar contra vários monstros e mostrar a minha coragem e determinação para que?! Para que ele me de isto?! - Medusa cospe no chão.



-Soube que você negociou contra os monstros….é verdade?! - falou Louise voltando a regar a sua rosa vermelha murcha.



-Acreditas mesmo nisso?! - indagou Medusa incrédula.



-Ora veja bem, eu estive lá minha querida irmã, te dei o conselho de como deveria agir,mas agiu por impulso. Sabes como isso funciona, temos que sermos honestos e verdadeiros. -Falou Louise docemente.



-Então, seja honesta e me de uma nova chance! Revogue! - suplicou Medusa.



-Não posso. Você trapaceou, mentiu, enganou, fez o que ninguém deveria fazer, esta é a sua sentença minha querida irmã,revoguei muito por você, infelizmente, não poderei fazer mais. - Louise esticou a mão e as flores floresceram novamente.



-Traira! Sou sua irmã e é isto que me dá?! Injustiça! Injustiça! Um dia vocês ainda vão me pagar! Tirarei tudo  aquilo que vocês tem e vocês saberão o que é ser injustiçados. Saberão! SABERÃO! -gritou Medusa furiosa saindo do jardim e foi até a sala do trono.



Enquanto ia,ouviu um empregado:



-Dizem que a profecia está lá na torre leste, dizem que se ela for quebrada, os piores assombroso virão sobre a terra. - a empregada dizia para a outra.



-Temo se ela verdadeiramente está segura. - falou a outra empregada.



-Presumo que sim….impossível alguém se achegar ali. Agora vamos, temos trabalho a fazer. - falou a outra empregada.



Medusa já sabia o que iria fazer, era noite quando ela o fez, entrou pelas escuras do castelo,e deu ao soldado um punhado de poção sonífera, ela subiu na torre leste, e tomou a caixa para si,mas não sabia como abrir. Ela só sabia que tinha que ficar para si. E naquela noite, a cidade acordou em prantos, pois, Medusa assumiu o lugar  proposto a ela, mas, ela não estava descoberta, ela tinha uma carta na manga.

Lá estava ela,aquela caixa fechada,selada por sangue, Medusa não sabia como abrir,e deixaria como tal até que descobrisse.



E a caixa cujo pano coberto com um pano branco estava, adormecia em seu quarto, os anos se passaram, milhões de tentativas foram feitas,mas a caixa, não fora aberta. A caixa, adormecia como Elisabeth, escura,segura,debaixo de uma cama cama e grande, com um garoto dormindo profundamente.
Thatty Santos
Enviado por Thatty Santos em 28/11/2019
Reeditado em 28/11/2019
Código do texto: T6805913
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Thatty Santos
Praia Grande - São Paulo - Brasil, 20 anos
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