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A Cidade dos Corvos : A Viagem Escolar

Oi, eu sou o Tom, e eu não sei exatamente como vou explicar isso, mas quero contar o dia que desapareci,e não somente sobre esse dia, mas sobre o que aconteceu depois. Eu tenho 12 anos, e não sou nenhum pouco diferente das demais crianças, tenho um rosto cheio de espinhas estouradas e inflamadas, desengonçado, magricela, e com um óculos bem grande no meu rosto, a meninas,me odeiam. O mais legal de ser adolescente, é que a nossa cabeça não bate bem com as demais, e quando bate, não chega a ser uma boa opção, eu adoro ficção científica, Aliens é com certeza o meu assunto favorito, e o meu sonho é trabalhar na NASA.

Ter 12 anos é uma fase bem sem sentido, não sou nem adolescente e tão pouco criança,mas,o que me diferencia de qualquer adolescente por aí, é que eu não quero crescer. Não sonho com o futuro, eu apenas, quero poder investigar que Aliens existem sim, o meu quarto é a minha Central, e é bem maneiro, eu mesmo que decorei, as paredes são pretas, e tem luzes para todos os cantos, eu desenhei várias coisas que representam a minha paixão por vidas alienígenas, Aliens existem sim.



Eu nunca fui amante de ter muitos amigos,os únicos que eu tenho são a Jenny, Fábio e o Bart, e para mim eles são os melhores amigos que qualquer garoto nerd poderia ter, são divertidos e me ajudam a montar pesquisas que comprovem a existência de Aliens, e eu vou te contar, mesmo Jenny sendo a única menina no grupo, ela arrasa com as pesquisas. Eu poderia muito bem não permitir a entrada dela no grupo sabe? Mas quando após uma palestra motivante sobre a existência de vidas na galáxia, no refeitório, ela não resistiu e sentou do meu lado e perguntou que eu repetisse a teoria. Desde então, Jenny nunca saiu do grupo, Jenny é uma menina alta,magra, ruiva com os cabelos cor de salsichas, nariz torto, e com sardas por todo o rosto, eu falo que ela tem constelações por todo o corpo. Porém, já o Fábio é um grande amigo, baixo,o mais baixo do grupo na verdade, e é moreno mesmo,com um óculos quadrado e gosta de usar camisetas estranhas com dizeres. Já Bart, é o nosso pão de queijo,gordinho, mas isso não deixa ele ser menos inteligente, e é o único que não usa óculos da turma, mas ele gosta de usar sem grau,e essa é a nossa trupe.



No dia do meu desaparecimento, havia uma expedição trimestral rolando, e para variar,e era óbvio que eu não podia ficar fora daquilo, não sabia exatamente o que iria rolar, mas expedições me deixava  animado, e eu iria com certeza, eu, Jenny, Fábio e Bart, estávamos caminhando até o ônibus da escola e estávamos conversando sobre um assunto muito sério.



-Lá em Guild temos que pé sobre o local, dizem que houve um assassinato na cabana! já pensou? Um assassinato! - falou Bart comendo a sua batata Chips.



-Não somente um assassinato Bart, dizem que esconderam os corpos no lago. Que triste né? - falou Jenny tomando o seu suco de Laranja.



-Mas quem era? - perguntou Fábio.



-Melissa James Hunter - falou Jenny sendo uma nerd eficaz.



-E quantos anos ela tinha? - perguntou Fábio curioso.



-12 - falei parando e olhando para o ônibus da escola e vendo as crianças entrando.



-E nós vamos para um expedição em um lugar desses?! Ficaram malucos de vez! - falou Bart.



-Foco! Não é sobre o assassinato que estamos indo, é sobre os boatos! Lembrem de vasculhar qualquer sinal de pouso no campo e em volta do lago. - falei com convicção.



-E se acharmos? -Perguntou Bart.



-tirem foto! Não percam por nada cada prova! Precisamos atualizar o nosso blog com novas informações. - falei firme.



-Vocês viram o professor Alexandre? Pirou de vez. - falou Jenny com voz de piedade.



-Nem me fale, dizem que ele fez um pacto com o diabo - falou Bart com os olhos arregalados.



-Besteira! O diabo não tem interesse em professores velhos. - falou Fábio.



-Ele pirou desde a morte da mãe dele. - falou Bart.



-Para mim é muito estranho, para mim, ele deve ter feito uma troca com os Aliens para virem pegar a mãe dele. Vocês viram o resultado da autópsia? - falou Fábio.



-Furos nos pescoços, marcas de mãos nos braços, e a língua raspada. Típico de abdução. - falou Jenny.



-E não foi somente uma única abdução não, foi A abdução. Ele fez direitinho com a sua mãe, falando nisso, ninguém nunca descobriu a causa da morte dela. - falei olhando para os três enquanto o professor Alexandre ficava olhando a listagem dos alunos antes que eles seguissem a viagem.



-Tom Rivers! TOM RIVERS! - Gritou o professor Alexandre.



-ESTOU AQUI! AQUI PROFESSOR. - Falei correndo em direção a ele.



-Muito bem, sem euforia está bem? Ah sinto muito Jenny,mas, o ônibus feminino é o de trás. Aqui somente os meninos. - falou o professor olhando para ela e olhando para a prancheta.



-Ah droga! - falou Jenny. - Vejo vocês mais tarde então. - falou ela e foi em direção ao outro ônibus.



-Coitada da Jenny, sozinha naquele mar de medusas. - Falou Fábio.



-É, medusas perigosas - falou Bart.



-Nem me fale. - falei me tremendo todo.



Entramos no ônibus, e para variar ninguém deu lugar para nós, e então, sentamos nos últimos bancos, e ficamos ali esperando o ônibus andar.



-Será que vamos conseguir encontrar alguma coisa? - perguntou Bart.



-Eu não sei, ouvi indícios que sim. É uma região comum. - falou Fábio.



-Eu espero pessoal, mas não podemos nos afastar! Jamais! Temos que impedir de deixar qualquer suspeita. - falei cochichando para os dois.



-Queria que a Jenny estivesse aqui. - falou Fábio.



-Você não é o único - falou Bart me olhando.



E eu revirei os olhos.



-Qual foi? Porque estão me olhando assim? - falei e olhei pela janela.



-Carla Jenny está na sua, porque tem que ser tão cabeça dura? - falou Fábio.



-Oras porque vocês estão malucos! - falei meio desconsertado.



-Cara você está sendo muito burro! Jenny sempre gostou de você. Se fosse eu, já teria beijado ela. - falou Bart com a mão cheia de Chips.



-Cara, não viaja. Precisamos focar na nossa missão, é a nossa única chance! - falei determinado.



-Cara é uma área apenas com relatos.- falou Fábio.



-Não somente isso! Quem sabe até não podermos entrevistar algum morador em volta? - perguntou Bart.



-Cara é uma área que só tem mato, não vai ter ninguém morando lá! - falei indignado olhando para os dois.



-Ah vai saber! Nunca se sabe! O que vamos fazer se aparecer um bicho? - perguntou Bart.



-Não vai ter bichos,não é Savana Africana cara. - falou Fábio.



-E se tiver? - perguntou Bart insistente.



-A gente se vira. Mas não vai ter. Fiquem focados no nosso objetivo, pegar provas de existência da vida humana. - falei firme.



 O ônibus deu uma pulada, os ônibus estavam cheios, de alunos, de barulho,e lá estavam eles, os três patéticos da escola,Fred, Guto, e Thiago,os garotos mais detestáveis de toda a escola, eles adoravam pegar no nosso pé, e lógico que não iam perder a chance de não pegar nesse momento.



-Ora ora! Veja quem está aqui Fred - falou Guto.



-Eu vi, tão patéticos, tão boçais. - foi Fred.



-Aposto que vocês nem sabem o que significa. - falei com coragem.



-Não, não sabemos mesmo, mas eu sei o que eu posso fazer. - falou Guto.



-Cara deixa a gente, não fizemos nada. - Falou Fábio.



-Ora está com medo tá? - falou Thiago.



-Eu tenho medo mais de uma barata do que você. - Levantei encarando Guto.



-E agora deu para ficar valente? Você é um fracassado! E nunca passará disso - Guto me empurrou no banco.



-Cara, não liga pra ele, ele que é o fracassado, professor Alexandre disse que ele está pra reprovar pela 6 vez.- falou Fábio.



-E ainda por cima, a sua mãe foi presa. - falou Bart.



-O que?! - eu e Fábio falamos juntos.



-Não souberam?ela foi presa roubando um mercadinho,para comprar drogas. - falou Bart. - meu pai falou que a polícia pegou ela com a boca na botija, foi pega e foi presa - falou Bart.



-puxa…..que surpresa! - falou Fábio.



-Por essa eu não esperava por isso! - falei surpreso.



Então de fato, era verdade, eu não estava sendo fracasso,afinal de contas, apesar dos pesares, minha família era agradável e nós não tínhamos nenhum problema em casa, além, dos comentários que o meu pai fazia quando o Trump aparecia e xingava ele de todos os nomes possíveis.



"Ladrão! Corrupto! Como podemos permitir a entrada dele no nosso país!."



Era engraçado a forma como a mandíbula dele cerrava quando ele ficava nervoso, era engraçado ver a minha mãe pedindo pra ele usar palavras mais leves, como se fosse que eu tivesse ainda 5 anos de idade. Minha família era o maior barato.



-Cara chegamos. - falou Bart olhando para a janela.



-Espero que a gente encontre alguma coisa, fiquei 5 horas fazendo o equipamento. - falou Fábio.



-Se concentrem, qualquer coisa vocês gritam,como o combinado. - falei olhando para os dois e eles assentiram.



Um por um, os alunos foram descendo do ônibus, e por último foi a nossa vez, o professor Alexandre falou:



-Pessoal! Fiquem próximos, unidos, lembrando que está terminantemente proibido a entrada na floresta, os seus inspetores vão ficar de olho em vocês, qualquer coisa, pedem ajuda. - falou ele enquanto a turma ficava toda reunida.



Jenny se aproximou.



-E aí pessoal! Como foi a viagem de vocês? - perguntou Jenny arrumando o óculos.



-Ah tranquilo, aquele brutamonte veio nos tirar. Mas já lidamos com ele - falou Bart.



-E vocês estão bem?- perguntou Jenny preocupada.



-É….estamos…..estamos….não se preocupa. Então ficaremos juntos,temos que nos dividir, não podendo chegar perto do lago, e qualquer coisa,gritamos. - falei seriamente.



-Certo. Lembrem-se tirem fotos de todos. - falou Fábio.



-E tudo. - falou Bart.



-Isso pessoal, dessa vez, não escapamos. A expedição não vai acabar enquanto não conseguirmos todas as informações - falei e nós fizemos o nosso toque especial e por fim, fomos caminhando em direção a casa.
Thatty Santos
Enviado por Thatty Santos em 28/11/2019
Código do texto: T6805954
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Sobre a autora
Thatty Santos
Praia Grande - São Paulo - Brasil, 20 anos
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