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A Cidade dos Corvos : O Lago

-Então a gente faz assim: Jenny você vai atrás da casa, Bart na Esquerda, Fábio pela direita. E qualquer barulho avisem no walkie talkie, lembrem-se de ligar os equipamentos. - falei convincente.



-E você por onde vai? - perguntou Bart.



-Pela frente, perto do lago. - falei levantando os ombros.



-Toma cuidado com o lago Tom, não vai querer cair nele, deve estar frio e sujo - falou Jenny com carinho.



-Nao se preocupem, eu não vou cair no lago, tenho idade o suficiente para saber que ali é perigoso. - falei sorrindo.



-Lembrem-se: tomem cuidado e avisem. - falei por fim.



Fizemos o toque, e então, nos afastamos, um foi para o entorno da Cabana.

A escola estava em peso dentro da cabana, e para variar, éramos totalmente invisíveis,ninguém ligava se estavamos ou não presente, e para mim facilitava ainda mais o nosso trabalho.



-Hoje eu pego vocês alienígenas. - falei colocando o meu binóculos aclopado.



Fui caminhando, procurando algum sinal de vida diferente, qualquer molécula que poderia dizer que ali houve alguma atividade alien, ou então, diferente. O meu binóculos podia muito bem captar aquilo, afinal, eu havia produzido com mito esforço para funcionar. Conforme fui olhado e parando para analisar,eu ouvi um barulho vindo entorno do lago, achei estranho porque não havia ninguém, mas como não apareceu nada, eu vesti novamente o binóculos, e comecei a captar algum sinal e presença, novamente o barulho veio, e eu olhei com o binóculos mesmo, e captei uma nova onda, vinha do lago.



Com cuidado, fui chegando perto da direção do lago, e realmente vi que havia uma onda de calor vindo dali, e não era alien mas alguma coisa tinha dentro do lago, será um corpo?, Será um peixe morto?,Qualquer coisa que emitisse um sinal que a polícia não tenha percebido. Mesmo que não fosse vida além da Terra, pelo menos, eu ganharia um reconhecimento, e além disso, eu ganharia também algum dinheiro, e então, investiria em estudos e na minha profissão.

Foi então que eu me aproximei mais, e como estava difícil para ver exatamente o que Inha dentro do lago, eu abaixei, e vi alguma coisa, inclinei, e a minha mão escorregou e eu caí no lago, eu senti cada goticula de água entrando nos meus pulmões, e  a agonia intensa estava me matando, eu estava ficando sufocado,eu já estava faltando ar. Eu estava morrendo. Tudo escureceu, e ficou turvo, eu só ouvi alguma coisa,quando me senti sendo puxado por alguns coisa, e me vi vomitando água e o ar estava voltando para os meus pulmões.



Eu abri os olhos, o céu estava cinza, não havia luz solar, eu olhei para o lado, havia Iago, e nos meus pés, haviam a cabana. Vozes, luzes, e sons vinham dela, e eu achei estranho, não havia ninguém ali, e a escola não ficaria até escurecer na cabana,eu estranhei, levantei, e então fui em direção a cabana, ainda meio tonto,não sabia exatamente o que fazer,consegui me levantar, e então fui caminhando até a cabana lentamente, e respirando com cuidado, fui me aproximando com uma enorme dor de cabeça. Fui subindo as escadas da cabana, a madeira rangeu, e eu fui devagar e bati na porta, às risadas pararam,e a música também, eu ouvi passos vindo na minha direção, parecia que havia alguém se aproximando.



A porta se abriu,e apareceu a cabeça de um Senhor, e ela parecia meio pálido.



-Ola Senhor,né desculpe incomodar mas eu acabei caindo no lago, e precisava avisar a minha família que eu estou bem. - falei com cautela



O Senhor parecia assustado,e branco, do tipo pálido, deveria ter uns 70 anos mais ou menos, e vestia um suéter xadrez azul, e o mais engraçado era que ele realmente não me parecia ser humano.



-Senhor? O Senhor está aí? -falei ainda curioso.



-Vai embora! Não posso ajudar! - o Senhor ia bater a porta.



-N-nao! Espere! Eu preciso que o Senhor me ajude! - falei segurando com a mão.



-Eu não posso te ajudar! Não posso! - falou o Senhor meio tenso.



-Por favor, eu tenho 12 anos, e a minha mãe ela deve estar preocupada! Por favor! Me ajude! - falei desesperado.



-Aaawhn….está bem! Está bem! Entre! Entre! - falou o Senhor resmungando.



-Obrigada Senhor…...Obrigada mesmo Se….. - eu parei de falar.



-O que foi moleque?! - indagou o Senhor.



-Ahm….Senhor…..quando eu estava lá fora….eu…...ouvi e vi que haviam mais….pessoas em sua casa…..e agora…..onde eles foram? - perguntei curioso e temeroso.



O Senhor gargalhou alto e então por fim disse:



-Não tem ninguém aqui Moleque! Agora, quem é a sua mãe? - perguntou ele sentando na sofá e abrindo a gaveta e tirando um livro muito grande é pesado.



-Alicia Rivers. - falei com naturalidade.



-vejamos…..Alicia Rivers…..hm…..A…..Amelia…. Amanda...Andressa….Adelia….adele….que Puxa saco!......Alicia…..Aline…..Audrea….Andreia….Augusta…..quem põe o nome do filho de Augusta?......



Enquanto o Senhor ia procurando,Tom foi olhando nas prateleiras algumas fotográfias,tinham algumas fotográfias que era o Senhor em pé na borda do lago pescando,na outra fotografia,havia também uma família que parecia estar acampando em volta do lago,e na outra moldura havia o Senhor em pé, comemorando uma vitória mas com um peixe enorme nos braços.



-Garoto!.... Acorda pra vida…. Acho que temos um probleminha aqui…. -falou o Senhor me fitando.



-O que? Que problema? - olhei pra ele e de repente, ele me pareceu pálido demais.



-Como assim Senhor? Como assim não encontrou?! -perguntei assustado.



-Não encontrei! Não encontrei ninguém com esse nome. Tem certeza de que ela é a sua mãe?! - ele ergeu a sombrancelha.



-Claro que sim! Escuta! Minha mãe deve estar aí. Talvez o Senhor não tenha procurado direito…..ande….olhe novamente! - o desespero se aponderou dele.



-Calma garoto…..olhe….porque você não toma um banho, troca de roupa, come alguma coisa….vou entrar contato com algumas pessoas que podem te ajudar, não se preocupe. - falou o Senhor levantando da sua poltrona



-O QUE?! não! Eu não posso! Escuta o Senhor precisa me ajudar! Minha mãe precisa saber que eu estou aqui. E os meus amigos também. Então porque não tenta de novo?! -falei como se fosse uma sugestão.



-calminha meu rapaz, não precisa se preocupar. Vamos encontrar a todos no tempo certo. Agora, o que não pode acontecer é você ficar doente, então,sem mais enrolação! Ande! Banheiro! -ele falou com um tom sério e autoritário.



-Certo….-falei com a cabeça baixa.



O Senhor caminhou até o quarto, e pegou uma toalha azul e uma muda de roupa que eu sabia que não cabiam em mim.



-as suas vou lavar e pendurar, depois, você as recolhe. Nada de molhadeira no meu banheiro, aqui ainda é minha casa. E se for fazer cocô….-ele limpou a garganta- aquilo. Se for fazer aquilo,por favor, limpe a privada,eu não sou obrigado. - ele se afastou e me deixou parado olhando para ele indo e caminhando.



Caminhei até o banheiro,ficava fácil de chegar, a cabana era pequena e não tinha problema de se localizar,e quando eu encostei a porta, eu ouvi o Senhor conversando com alguém.



-Não! Eu não sei quem ele é. Não faço a menor idéia! Não POSSO ficar com esse moleque! Ele é vivo! Não sei como mas está vivo! E eu sou apenas um velho de 102 anos! Não tenho estruturas pra suportar esse moleque. - falou ele no telefone tentando falar baixinho.



"como assim….eu estou vivo?!."



Eu liguei o chuveiro, e fiquei desconfiado e com aquilo na mente, então, aquele Senhor estava morto? E eu morto?! Isso não era possível! Será que eu havia morrido? Mas quem havia me puxado para fora? O que eu estava fazendo aquilo?. Após desligar o chuveiro, o Senhor havia desligado o telefone e ouvi alguns barulhos de panelas e fogo ligado.



Eu abri a porta do banheiro, e ela rangeu, as roupas que o Senhor havia me dado, havia servido perfeitamente, só estava um pouco largas, mas eu gostava de roupas assim. Foi então que eu saí do banheiro e fui caminhando até a cozinha, e um cheiro de panquecas me abraçou, era um cheiro maravilhoso, e eu descobri que eu estava com fome, muita fome.



-Ah moleque! Ja nao era sem tempo. Ande! Vamos comer. - falou o Senhor distraído ouvindo um Blues.



-Ah….certo. eu andei pensando e não acho certo trazer problemas para o Senhor, por isso, vou procurar ajuda de pessoas que podem me ajudar. Tipo, políciais. - falei sentando na mesa.



-Não! Quer dizer....Não precisa moleque, tá tudo bem! Eu gosto de ter companhia. - sorriu ele fraquinho e colocou as panquecas na mesa e um café e leite também.



-O Senhor mora há muito tempo aqui? - perguntei colocando uma panqueca no meu prato.



-Ah muito tempo, essa cabana era do meu avô, que passou para o meu pai, que passou para mim. E então, sempre convivi com isso aqui, uma belezura de casa, enfrentou mais agouros mas graças a Deus, deu tudo certo. - ele sorriu.



-O Senhor não sente falta da cidade? - perguntei curioso.



-Ah não, a cidade é como uma lata de lixo, tudo de ruim vem de lá não?? - ele gargalhou -  e aqui, eu tenho a natureza que me permite ser melhor. - falou ele sorrindo e comendo uma panqueca.



-O Senhor pensa em me ajudar como?! - perguntei curioso.



-Bem, tenho uns amigos na região que talvez possam me ajudar….mas você precisa ter paciência…..aqui não existem pessoas como você moleque. - falou ele comendo um pedaço de panquecas.



-Como assim pessoas como eu? - perguntei sem saber.



-Bem, digamos que aqui não é a sua realidade, aqui as pessoas são…..ahn…..passadas. - falou ele meio desconcertado.



-Por favor,pode falar com as palavras Certas. - falei comendo um pedaço de panqueca.



-Mortas. As pessoas daqui são mortas. Entende? Você é o único vivo. - falou o senhor encostando nas costas da cadeira.



-Ahm…...mortos? E o que estou fazendo aqui então? - perguntei curioso.



-Não sei, não sabemos, temos que descobrir. Por isso, vou levar você para uma pessoa que sabe exatamente o que fazer com isso, mas precisamos ter paciência. Por hora,me diga, como você chegou aqui? - perguntou ele comendo panquecas.
Thatty Santos
Enviado por Thatty Santos em 29/11/2019
Código do texto: T6806824
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Sobre a autora
Thatty Santos
Praia Grande - São Paulo - Brasil, 20 anos
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