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                |A conexão Rio – São Paulo|


7 anos depois

 
- Ander, minha mãe te falou que aquela minha amiga de São Paulo virá para cá passar uns dias? - Lexi sentou ao meu lado no sofá e me olhou, severamente. – Eu preciso, pelo o amor de deus que você tente não transar com ela! Sério, ela é maravilhosa, um amor de pessoa. Por favor, fica longe dela!

- Você sabe que de mulher de São Paulo eu quero distância. - E outra, estou ficando com a Mariah.
 
- Aquela Mariah da sua escola?
 
- Sim! Eu a encontrei na praia e nós tivemos um reencontro físico... Se é que me entende.
 
Ela fez uma cara de nojo bem engraçada.
 
- Eu acho ela um saco, mas ótimo que estejam ficando, assim você não vai atormentar minha amiga.
 
- Eu vou me manter longe da garota, não se preocupe! Que horas ela chega?
 
- Até o início da noite.
 
- Beleza, eu vou sair. Preciso resolver umas coisas da faculdade e acho que vou tomar uma cerveja com o Thomas.
 
- Já é!
 
- Vocês ainda estão brigados, não é?
 
- Sim... Ele insiste nesse negócio de relacionamento, mesmo eu dizendo que não tenho a menor pretensão de namorá-lo.
 
Lexi e Thomas começaram a ficar numa social na casa de outro amigo em comum nosso. Para ser sincero não fazia muito sentido os dois juntos. Minha prima é toda certinha, acha uma vulgaridade sem tamanho sexo casual, mas alega que a coisa com Thomas é interessante. Bem, ao menos era até ele se apaixonar.
 
- Tu é complicada, viu. Tchau!
 
Passei mais ou menos 4 horas fora de casa. Só voltei, confesso, porque Mariah não me deixou dormir com ela. “Você tira meu foco de manhã e eu sempre me atraso para o trabalho”. Vai entender essa garota.

Entrei em casa em silêncio e segui para me quarto com tanta pressa em me deitar que não me deparei com a figura feminina que saía do meu quarto. Eu estava meio bêbado para identificar logo quem era, mas meu reflexo rápido a impediu de cair. A primeira coisa que despertou os meus sentidos foi o cheiro dela.

- Ai, foi mal! – Ela exclamou, se afastando um pouco e o primeiro contato visual foi mais do que suficiente para entrarmos em choque. Toda a minha frustração da adolescência voltara no mesmo instante.

Eu abri a boca duas vezes, tentando falar algo, mas não conseguia fazer as minhas cordas vocais terem forças. Nervosa, ela mexeu na longa trança cor de chocolate, combinando com seu vestido branco estampado com flores. Aquela paulista desgraçada estava ali na minha frente e eu não conseguia sequer falar. Isso não pode ser verdade.

- AH, VOCÊ CHEGOU! – Alexia apareceu no corredor, alegre. – Ander, essa é a Lana Hassenback! – Depois de tantos anos ouvir aquele nome foi um murro no meu estômago. - Minha amiga paulista, aliás, melhor amiga, que cursou Publicidade Digital comigo em São Paulo.  

“Não Lexi, não!”

Minha prima não notou o clima pesado até entender o porquê de nos olharmos tão fixamente.

- Caralho! – Sua ficha caiu, depois de um longo tempo. – Essa Lana é aquela Lana!

Mesmo que aquilo não fosse uma pergunta, eu assenti, desviando o olhar.

- EU PRECISO PEGAR UMA ÁGUA! OU MELHOR, UM VINHO! – E saiu rumo a cozinha falando coisas desconexas.

- Isso só pode ser algum tipo de brincadeira, cara! Como é que logo você pode ser a melhor amiga da minha prima?

Ela ainda me olhava, entre o silêncio e a perplexidade. O cabelo cor de chocolate brilhava sob a luz da lua que entrava na janela da cozinha, fazendo um contraste perfeito com seus olhos verdes oliva.

Ela era de verdade.

Meu deus.

- Oi, Ander.

- Oi? Sério que tu quer me falar “oi”, Hassenback? – E como de praxe, sempre que eu ficava irritado o sotaque carioca ficava muito mais forte. Lana deu um passo, acuada. – Vai para o inferno tu e seu oi, garota!

Entrei no quarto, batendo a porta com muita força. O mundo não pode ser tão pequeno assim, cara! Existe um monte de Lana no mundo, porque a Alexia tem que ser amiga logo dessa Lana?

“É melhor nem tentar falar com ele agora, conheço o primo que eu tenho. Ele está muito bolado. Vamos para a social na casa da Ju, mais tarde nós voltamos e amanhã, quem sabe, vocês conversam.”

Lexi estava certa. Eu sabia que no momento ela não dava real importância ao que acontecia por estar meio alta e amanhã acordaria desesperada pedindo para me resolver com Lana.

Lana.

Ela está há alguns metros de mim e o cheiro da maldita ainda era possível de ser sentido. É como um veneno borrifado no ar. Bem coisa de escorpião mesmo, sou obrigado a concordar com as bobagens astrológicas que Lexi insiste em me fazer acreditar.

“Eu não posso acreditar que ela está no Rio de Janeiro, é a melhor amiga da minha prima, vai passar alguns dias aqui e vamos ser obrigados a conviver. Eu vou ter que ser maduro o bastante para agir como se Lana não tivesse feito o que me fez.”

Ouvi uma batida na porta e sabia que as duas tinham saído. Ótimo! Assim terei tempo para pôr as ideias em ordem.

Saí alguns minutos depois e aproveitei para tomar banho. Não sentia fome, mas me forcei a comer algo para não ficar enjoado devido a bebida. Sentei no sofá, tentei assistir TV, mas nada prendia a minha atenção.
 
“Lana está aqui e você aí, esperando algo acontecer.” – Uma voz áspera dizia no meu ouvido. “Você está esperando pelo o que?”

Eu não sabia o que esperava, mas sabia que algo teria que acontecer.

Às 3 de manhã fui acordado com o barulho da porta sendo aberta. Me mantive deitado e de olhos fechados, na espreita. Era Lana. Ela passou na ponta dos pés, tentando não me acordar. Nunca antes pulei do sofá tão rápido para encurralar alguém contra a parede.
Lana gritou quando a agarrei por trás jogando-a contra a porta do meu quarto. Tapei a sua boca na mesma hora e a empurrei para dentro. Por sorte, minha tia estava de plantão na clínica e voltaria só no dia seguinte. Lana se debateu, tentou me morder, até que paramos na minha cama. Bem devagar, afastei minha mão de seu rosto, mas mantive seus braços presos. É absurdo e muito injusto comigo ela ser linda assim.

- Pena que não tem como me bloquear ao vivo, não é, Hassenback? – Os olhos verdes oliva me encaravam com uma curiosa profundidade. – Achou que ia fugir de mim?

- Eu não sabia que vocês eram primos, Ander. Você não tem foto com ela no Facebook, não sou adivinha!

- Ah, cara! Tu acha que é só com isso que estou extremamente bolado? Sério que nada além disso passa pela sua cabeça?

- Não é possível que você tenha tanta mágoa de algo que ocorreu há 7 anos!

- Tu é uma desgraçada mentirosa, Hassenback! – Pulei da cama, com raiva. Ela estava fazendo eu me sentir um idiota rancoroso. – Que ódio de tu cara!

- MENTIROSA?

- É, tem outro nome para alguém que mente? - Ela saiu da cama e veio na minha direção. Pequena, valente e agressiva, começou a me estapear. Segurei ela pela cintura e novamente, para me defender, precisei empurrá-la contra a parede. – Por que tu tá me batendo? Tá maluca?

- TUDO O QUE EU FIZ FOI O MELHOR PRA MIM! ÉRAMOS DUAS CRIANÇAS QUE ACHAVAM SABER DEMAIS, ANDER! VOCÊ PODE ME ODIAR POR TER FEITO AS COISAS DA MINHA MANEIRA TORTA, MAS NUNCA, EM HIPÓTESE ALGUMA, ME CHAME DE MENTIROSA! EU SOU EGOISTA SIM, MAS O QUE VIVEMOS FOI MUITO REAL E VOCÊ SABE DISSO! – Ela me deu um empurrão, com muita raiva enquanto a primeira lágrima caía.

Eu apenas a observava em silêncio.

“Mantenha-se frio, ela é mentirosa e manipuladora”.

– Fala alguma coisa!

- Eu não acredito em uma palavra sua, Lana. Tudo o que ouço soa mentiroso e manipulador, cara. Tu está assim porque eu te encurralei para falar, pois se dependêssemos da sua boa vontade para conversarmos tu iria embora do Rio de Janeiro amanhã mesmo.

Ela sentou na minha cama com as mãos no rosto e começou a chorar. Por dentro eu queria desesperadamente abraça-la, senti-la, mas não movi um passo. Eu preciso ser orgulhoso como ela.

- Você é do jeito que eu imaginava, Ander. Na verdade, ainda é mais bonito e marrento. – Ela me olhou chorosa, os olhos parecendo duas bolas de gude. “Resista, seu idiota. Para de ser o idiota passional que ela sempre teve na mão”. – Eu sei que te magoei e sinto muito por isso. Só fiz o que achei melhor.

Ali, baixei minha guarda. Eu não tive como não fazer isso.

- Tu nunca me deu a chance de falar algo, Lana. Nem de dizer adeus, nem de implorar ou qualquer outra coisa. Tu se foi e eu só pude lidar com a culpa de sentir algo. É muito sufocante esse tipo de coisa. Agora não adianta tu me dizer nada. É como se fosse um retrocesso, sabe? – Ela assentiu, mas não parecia me ouvir. Levantou, suavemente e veio em minha direção. Esperei ela ter outra reação maluca e agressiva, mas na verdade, Lana me surpreendeu ao tocar na minha mão e entrelaçar meus dedos aos dela. E foi horrível constatar o quanto aquilo era especial. Era alguma coisa. Tinha alguma coisa ali naquele toque. Depois de quase 7 anos, ali estava Lana Hassenback me mostrando que fora de verdade o que tínhamos vivido.

- Sim, eu sei.

Naquela hora eu esqueci de tudo. Do quanto a odiava, do quanto ela tinha me magoado, de todas as noites insones por causa dela. Tudo aquilo era muito pouco perto do que eu senti por tê-la ali comigo. Agarrei Lana e selei nossos lábios desesperadamente. Ela tocou meu rosto, tão afoita quanto eu em fazer aquilo realmente acontecer. Caminhamos aos beijos para a minha cama, onde continuamos ali nos conhecendo como realmente precisávamos. O cheiro dela me deixava tão maluco, que precisei me controlar para não rasgar a sua roupa. Sentei na cama com Lana em meu colo.

- Eu ainda estou muito bolado contigo.

- E eu mereço isso.

- Mas nada disso parece tão importante agora.

- O que nós temos é muito maior e muito mais forte que tudo. – Concordei, sem nem pensar em relutar. Era verdade. – O que foi?

- Tu é muito linda, Lana. – Ela sorriu, passando a mão no meu rosto suavemente. – Eu ainda estou com dificuldade para acreditar que está aqui mesmo.

- Quer que eu te belisque?

- Não, eu só quero ficar contigo.

Ela deu aquela respirada funda, um tanto angustiada e depois beijou a minha testa, trilhando caminho pela bochecha. Eu capturei seu lábio e enfiei a mão em seu cabelo, voltando a beijá-la. O clima esquentou de uma forma tão particular e inevitável que só podia resultar em única coisa.

De início, Lana precisou me dar um tapa na cara – sério, literal mesmo – para me acordar para a nossa realidade. Depois de me colocar em terra firme, saiu do meu colo, parou na ponta da cama e se despiu lentamente. A cena, aos meus olhos, aconteceu em câmera lenta. O vestido deslizou pela pele sedosa e ela o jogou para o lado.

- É, eu tenho um escorpião na cintura.

- Eu nem reparei nisso. – Mentira, eu reparei sim, mas tentei não me prender a somente aquilo.

- Ah, é claro que não!

E nos olhamos por alguns minutos. Havia cumplicidade e conexão, como se pudéssemos conversar por horas e horas apenas com o olhar e não tinha nada de estranho naquilo. Se conversando tínhamos uma coisa que era muito nossa, no sexo, era em dobro. Eu a conheci de uma forma que jamais conheceria qualquer outra mulher antes e concluí que nunca amaria alguém como a amo.
Dormimos juntos na minha cama com os cabelos dela fazendo uma cortina no meu braço e o seu cheiro se misturando ao meu, trazendo uma confortável sensação de que eu estava no lugar certo e com a pessoa certa.
 
Pela manhã, acordei com Lana me dando beijinhos no pescoço.

- E aí, Hassenback!

- Bom dia, flamenguista. – Ela sorriu, sentando-se ao meu lado.

- Sabe... Nos meus sonhos mais eróticos tu transaria comigo nos meus lençóis do mengão.

- Que nojo! – Eu a puxei para um beijo. – A Lexi mandou mensagem, disse que chega na hora do almoço!

- Minha tia não chegou ainda. Pelo jeito o plantão na clínica foi difícil. Vou ter que cozinhar.

- Mentira que você sabe cozinhar! – Revirei os olhos com sua expressão de surpresa.

- Eu sei e muito bem por sinal. Minha tia me ensinou a cozinhar com 10 anos.

- Uau. Eu cozinho o básico do básico, mas é bem raro, porque almoço no trabalho também.

- É por isso que nós vamos casar, entendeu? Eu te completo.

Ela riu, levantando da cama na mesma hora. Era o sutil modo Lana de fugir desse tipo de assunto.

- Te espero na cozinha!
 
“Tu realmente é um idiota passional.” – Uma vozinha nada afetuosa dizia em meu ouvido. Como eu consigo demonstrar tanto por alguém que sequer demonstra reciprocidade? Beleza, não estou sendo totalmente justo. Ela se entregou totalmente na cama e eu sei disso, mas porque diabos tem tanta dificuldade em dizer o que sente por mim?

Saí do banheiro, reflexivo e segui até a cozinha. Encontrei Lana de costas, cortando algo, pelo cheiro que infestou na cozinha, era uma laranja. Ela vestia uma camiseta minha e nunca antes uma cena tão simples me deixou completamente excitado.

- Ver você assim me fez ter cada pensamento sujo... – Eu a agarrei por trás. Ela sorriu, soltando a faca na pia. Minhas mãos subiram para os seus seios, apertando-os levemente. – Eu não sei se vou conseguir me segurar.

- E se a sua tia chegar?

- Ela chega fazendo um auê, fica tranquila. – E escorreguei minha mão por sua calcinha, massageando-a levemente. Ela jogou a cabeça para trás e se contorcia a cada vez que eu aumentava o ritmo dos meus dedos. Me sentei na cadeira com ela no colo.

- Ander... - Ficamos alguns minutos ali, com Lana sobre o meu domínio. – Ah... – Depois duma tremida leve na perna, seu corpo relaxou. – Droga!

- E essa tremida na perna? – Perguntei no pé do seu ouvido. Ela apertou meu pulso, tentando se recompor.

- Não sei do que você está falando.

- Ah, não sabe? – Devolvi a pergunta, ela riu, sem jeito e escondeu o rosto no meu peito. – Eu gostei.

- Isso nunca tinha acontecido... – Confessou, no pé do meu ouvido deixando um beijo em meu pescoço.

Encaixei ela nas minhas pernas e a beijei, apaixonado. Para ser sincero, falar só de paixão parecia pouco. Eu a desejava de modo tão intenso, do tipo de coisa que fazia meu coração acelerar fortemente e me dava vontade de dizer isso para ela a todo instante. Se isso não é amor, talvez seja algum tipo de doença, sei lá!
 
Passamos o dia juntos no meu quarto. Não senti fome, não tive vontade de conversar com ninguém além dela. As vezes minha tia ou Lexi entravam no quarto perguntando se estávamos vivos e se queríamos comer.

- Eu estou bem. – Respondi, olhando para minha prima.

- Eu estou com fome! – Lana respondeu, sem timidez alguma. – Ok, eu sei que o taurino é você, mas estou faminta, sério!

Nós rimos e ela foi com a Alexia até a cozinha. Me deitei na cama, com um longo suspiro e olhei para o teto, pensativo. Se estou feliz por que algo não me parece resolvido?

- Nossa, que comida cheirosa a da sua tia. – Lana entrou no quarto segurando um prato que tinha feijão, arroz, batata frita e almondega. – Que saudade de comer arroz e feijão. – Ela sentou na ponta da cama. – Quer?

- Não, valeu!

- Mesmo? – Assenti. – Beleza. O que foi hein?

- Nada, por quê?

- Você está todo sério... E sem fome.

- Só estou pensando aqui o quanto tudo isso é bom.

- Eu também acho. Queria ficar mais tempo.

- E por que não fica?

- Eu não posso deixar minha vida em São Paulo, você sabe.

- É... – Suspirei novamente. – Eu sei.

Ela sorriu de canto e me olhou daquele jeito meio “não precisa ficar assim eu estou aqui” que por algum tempo foi reconfortante, mas depois me causou angustia. Não quero ficar sem a Lana. Não queria ter que lidar novamente com sua ausência, mas também não poderíamos ter algo a distância. Não tínhamos mais 16 anos.

- Ei... - Nem percebi quando Lana voltou da cozinha e pulou na cama, me abraçando apertado. – Não importa o que aconteça amanhã, nós temos o hoje. E no hoje eu estou aqui e sou sua. – Toquei seu rosto, afetuosamente. – Ai sério, você com essa cara de cachorro que caiu na mudança eu simplesmente não consigo fazer uma piada sarcástica contigo.

- Ah, é?

- É! Você é um idiota. Um idiota passional. – Brincou, me dando um selinho. – Daqueles que falariam algo bem romântico na hora do sexo para me deixar desconcertada, já que tenho um problema sério em lidar com demonstração de afeto.

- Tipo... – Eu encostei os lábios na orelha dela. – Falar que eu te amo? – Senti as unhas dela fincarem no meu braço. – Falar que sou completamente maluco por você?

- Para... – Beijei seu pescoço, dominando sua cintura carinhosamente. – Nossa, você pega pesado.

- Eu...?

- É, você! – Ela me deu um tapa sem muita força. – Que raiva!

Eu a provoquei por mais um tempo, até vê-la se entregar completamente. Era tão bom ver Lana sendo muito minha e não sempre tão de si mesma.

Por certo tempo não tive medo do que viria a seguir, não me preocupei com minhas angustias ou medos. Não me preocupei porquê ali erámos um do outro e nada mais importava.

E geralmente quando temos esse tipo de plenitude é que o dia seguinte vem como uma cruel e selvagem maré.
Tamiris Vitória
Enviado por Tamiris Vitória em 03/02/2020
Reeditado em 11/02/2020
Código do texto: T6856948
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Sobre a autora
Tamiris Vitória
São Paulo - São Paulo - Brasil, 25 anos
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Tamiris Vitória