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LUZ E ESCURIDÃO Cap2

A chegada
Os reis não sabiam mais o que fazer, a morte já era certa tudo que eles podiam fazer era clamar aos deuses para ter misericórdia de suas vidas. Foi aí então que no meio daquela infinita sombra de incertezas apareceu-lhes um homem estranho vestido em uma capa maltrapilha dava para ver que ele já tinha uma certa idade, em seu olhar dava para ver confiança e esperança coisa que os reis já não sentiam depois das noites de terror que viveram.
O homem se aproximou dos dois reis fez uma reverencia e disse:
- Me chamo Lucian – apresentou-se o homem misterioso – escutei o que aconteceu com o exército de vocês e sinto muito, porém trago boas novas, eu posso resolver o problema que existe entre vocês e seu vizinho ali.
- E quem você é para achar que pode acabar com essa escuridão que dizimou milhares de soldados valentes? – perguntou o rei do Sul
- Então é assim que o chamam - murmurou Lucian com voz embargada-Vossa majestade não quero ser descortês, mas era de se esperar que nenhum daqueles soldados voltariam com vida, como é que vocês mandam simples humanos para resolver  problemas relacionados a magia.
- Então você sabe com o que está lhe dando jovem, por acaso é feiticeiro?
- Sim, meu senhor, sou feiticeiro, e tenho a solução para os seus problemas só preciso de cinco soldados, acho que ainda existe alguns por aqui não?
- Está querendo que nós acreditemos que apenas cinco soldados conseguiram acabar com essa escuridão que matou milhares.
- Não zombe da magia majestade, lembre-se que a magia é a única coisa que pode salvar o reino medíocre de vocês.
- Como ousa insultar meu reino?
- E como você ousa duvidar da minha magia? – então estamos quites majestade? Espero que sim!
- Como queira feiticeiro. – Tragam aqui os cinco escolhidos para ajudar o nosso convidado.
Seguiram então os cinco soldados até uma sala reservada do castelo para encontrar Lucian. Ao chegar lá Lucian estava em pé olhando através de uma pequena janela que ficava acima de suas cabeças, e falou: estão vendo o céu, veem como ele está agora? Pois bem, memorizem bem essa imagem pois vocês vão precisar de boas memórias, enfim pode ser a última vez que vejam a luz do dia.
Os jovens soldados se entreolhavam com feições de apreensão e medo, já não tinham a certeza de que um dia eles se reencontraram novamente, na sala em que se encontravam espalhou-se um silêncio ensurdecedor, quase não se ouviam os pássaros, quando então Lucian os indagou novamente:
- Vocês têm fé?
- Como assim, senhor? Fé em que?
- Fé é fé jovem Lexsine.
- Como sabe o meu nome senhor?
- Eu sei o nome dos cinco, Lexsine o primeiro, o segundo Gregório, o terceiro Azzill, o quarto Pérceu, e o quinto Leviatã. Vocês meus queridos jovens fazem parte de uma profecia, mas a profecia não acabará com vocês ela se perpetuará até o dia em que eu terei que dar a minha vida pela dos seus sucessores.
- Mas como é possível estarmos em uma profecia se nós nos conhecemos hoje? – indagou Pérceu.
- Para mim isso tudo não passa de uma loucura insana que nos levará direto a morte! – exclamou Azzill.
- Companheiros nós estamos juntos nessa, é nosso dever ajudar a salvar o reino custe o que custar! – interferiu o mais jovem Gregório.
- E por acaso você já esteve num campo de batalha pirralho? Cuidado para não se borrar todinho quando estiver de frente com a morte certa. – disse Pérceu
Começou entre os quatro uma discussão que parecia não ter fim, quando uma peça que ainda não se mostrou apagou a discussão com suas palavras esse alguém era Leviatã ele não era mais velho que Gregório, mas já tinha sofrido o bastante para se abater por algumas circunstâncias e gritou dizendo:
- Chega... já basta de tanta discussão, por acaso vocês não sabem que todos estamos apavorados, muitos não demonstram, mas por dentro não passam de bichinhos assustados, vocês quatro estão aqui para tentar salvar quem vocês amam, mas não sabem quão hipócritas vocês são, vocês pensam apenas no seu bem estar e não se importam com as pessoas a sua volta, vejam vocês que patético, vocês não sabem nem quais pessoas fora de seu convívio social está sofrendo pela perda de entes queridos, enquanto isso vocês estão ai discutindo besteiras sobre uma profecia que não vais ser concretizada sem ter sacrifício, vocês não sabem quão patéticos vocês são.
Lucian então resolveu pronunciar-se sobre tudo o que estava havendo naquele lugar.
- Silêncio por favor! Acho que vocês já tiveram tempo o suficiente para se conhecer e conversar. Já é hora de agir não há mais tempo que perder, as trevas de Obscurium, já está a bater nas portas do reino de vocês....
- Perdão senhor, mas, quem é Obscurium? – perguntou Lexsine.
- Obscurium meus jovens é o mal por trás da escuridão.
- Como assim? Eu não entendo como uma pessoa pode estar por trás dessa coisa, se é que pode se chamar assim! – falou Pérceu
- A essa altura eu não procuro entender mais nada meu amigo. – respondeu Gregório.
- Deixem-me contar-lhe uma velha história meus jovens guerreiros...

continua.....
ERSA
Enviado por ERSA em 08/09/2020
Reeditado em 08/09/2020
Código do texto: T7058392
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
ERSA
Rosário do Catete - Sergipe - Brasil, 20 anos
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