Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Pátrio Ninho

NA minha própria casa hei-me enforcado.
De amor do pátrio ninho comovido.
Esses, dispersas folhas reunindo,
à sarça as dei, que tinha a voz perdido.
De planta nua em seu espaço inteiro.
Da dor a selva a cerca dos seus ramos.
Como o fosso a tornei-a sanguinolenta.

No espaço de um três dedos.
Vir-me-hei a dupla sereia.
A conde, hei te estorpir fardos.
Bucólico da espécie ternura.
Ser-ia fácil se hão a três manhãs.
A caso há deveras ventura?
Não apenas cedo mas depressa.
Curri pro esconderijo.
Avassalador-me à sandalia.

No monte altar em dor ciente, eu vejo.
A casaca despersa por um desejo
As flores mortas pérfidas petólas.
A vontade ardente de uma alma.
Desejos maldidos de minha'lma

Como têm os animais.
Expressa com louvor a sua irracionalidade.
 
laboriosidade
Enviado por laboriosidade em 23/07/2007
Código do texto: T576673
Classificação de conteúdo: seguro


Comentários

Sobre o autor
laboriosidade
Carlos Chagas - Minas Gerais - Brasil, 34 anos
34 textos (2532 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 09/05/21 07:24)
laboriosidade