BALAS E BALADAS

A noite me chama, o meu disparo é dela

Pega fogo na cama, o teu perfume é meu

Mora em meu pensamento mais pueril

Viciados nos abraços e enlaces

Entre brigas, beijos e embates

Ela é raiz enquanto estou a mil

Reza a lenda que pro lobo há bala de prata

Reza o terço, abre o quarto está vazio

Lá fora entre bêbados e cães vira-lata

Vira a noite, o som, a sombra, o sombrio

Inquieto sigo o instinto dos meus pulsos

Entre sonho, o fracasso e o impulso

Meu combustível é meu coração partido

Minha tristeza queima feito combustão

Sou invisível, enquanto busco meu lugar

Só que essa noite vou me perder pra te encontrar

O outro dia sempre traz a calmaria

E a incerteza de que tudo foi em vão

Mas a beleza de jogar com o perigo

De despesrtar e ver as roupas pelo chão

A noite me convida, é tão quente lá fora

Mas, já não sei se isso é tão bom assim

Bom pra ela, talvez melhor pra mim

Acaricio a lâmina, mas, ainda não é hora

Guardo sempre a melhor garrafa para o fim

Mas talvez isso também não seja tão bom assim.

Saulo Reis
Enviado por Saulo Reis em 19/09/2018
Reeditado em 21/11/2018
Código do texto: T6453223
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