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Dona Conceicao

Meu livro de poesia é de cabeceira
que dobra e se desdobra pra ver comoção
eu já durmo na rua dos poetas mortos
que encontram suas metáforas debaixo do chão
eu vivo revirando o lixo da literatura
quebrando escrituras de norma cristalizada
de regras descumpridas por gente em metamorfose
que sabe qual versão da história deve ser contada

minha alma desafinou
meu violão desvirtuou
mas se ainda consigo cantar
é porque não esvaziou

Minha alma desafinou
Meu violão desvirtuou
Sei que foi preciso penar
Pra encantar
Quem não conhece essa dor

Nó preso na garganta não me deixou chorar
com gente convencida de que é normal
e mesmo que sigamos com os olhos d’água
nós que decidimos quem é imortal

Segue em pé quem tem boa história pra contar
Com tanta folha em branco ocupando essa cadeira
agradeço e digo à Dona Conceição
Que sua poesia tá em minha cabeceira

Minha alma desafinou
Meu violão desvirtuou
Se ainda consigo cantar
É porque não esvaziou
Minha alma desafinou
Desafiou meu coração
E agora enquanto um olha chora
O outro enxerga solução


- Samantha Jones
Samantha Jones
Enviado por Samantha Jones em 09/01/2019
Reeditado em 02/02/2019
Código do texto: T6546531
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Samantha Jones
Resende - Rio de Janeiro - Brasil, 21 anos
52 textos (596 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 24/06/19 20:30)
Samantha Jones