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Tardes Grises

Nunca escrevi teu nome na areia de alguma praia
Nunca desenhei corações
E as cartas que escrevi, boa parte eram coisas de Camões
Originais mesmo so minha letra e alguns chavões

Não eram pra você aquelas canções daquele violão
Mas pro medo do céu das tardes grises
Minhas crises, meus teatros
Teus reclames, meus retratos
Tudo agora faz algum sentido?

Odiava aqueles filmes, subentende-se
Nunca fui romântico
Ao menos eu fingi que tentava fingir que tentava
Tentar ser do jeito que você queria

No entanto teu mundo continuava a girar ao teu redor
E eu desorbitado me encontrava tentando me encontrar
Escondido numa terra dos nuncas
Onde estou
Tudo agora faz sentido
Antes uma tarde gris que o nunca mais


Éverton Vidal Azevedo
05/junho/2007
Éverton Vidal Azevedo
Enviado por Éverton Vidal Azevedo em 22/11/2007
Código do texto: T748120

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Sobre o autor
Éverton Vidal Azevedo
Bolívia, 34 anos
40 textos (2358 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 15/12/17 10:51)
Éverton Vidal Azevedo