Dormitando sobre mais um ano de Santa Claus

Bem acima dos meus sessenta anos,

Sentado, embaixo de um cinamomo,

Cabisbaixo... Comecei a fazer planos.

E com o peso da carcaça achei graça

Ao dormitar à mecânico em sua graxa.

Ou; planando ao devaneio de alvo anjo.

Como é bom sonhar sentindo amor e paz.

Envelheci e às vezes envileci e; fui rapaz.

Ao ser sobremaneira humano me arrependi,

Pelo que não fiz e até pelo que fiz. Ainda bem.

Infeliz deverá ser o inclemente; que nada sente!

O seu ultraje traz a dor na murcha flor e a semente.

Estupra, mata, machuca e diz fazer o bem ao inocente.

Como a um velho carpinteiro ao carpintejar no ano inteiro,

Quiçá, como o velho lobo do mar a marejar o meu olhar

Rumo Norte sem perder o norte, tampouco o prumo

Da boa sorte. Sortilégio ao puro amor enamorar.

Sonhar, voar, amar na vida, e amar na morte

Atrevida, havida na chegada da partida.

Assim parto eu, parte você querida.

Minha amada, e minha sorte.

À Lapônia de belo cristal,

À concreto celestial.

Decoração. Feliz Natal

De compaixão natural.

Ensolarada neve qual a gente entenderá em breve...

O Clarim da Paz

jbcampos
Enviado por jbcampos em 21/12/2011
Código do texto: T3399708
Copyright © 2011. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.