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Um viajante das estrelas

Há tantos milênios que a mente humana jamais poderá alcançar, eu vi um orbe inteiro, de uma estrela gigante e distante, perder-se porque seus habitantes deixaram-se guiar pelo belicismo, pela ganância e por toda a gama de baixezas do instinto.

Destruído meu planeta, segui com meus irmãos exilados para este ainda pueril planeta em formação civilizatória. Viemos para purgar nossas culpas e ajudar na evolução de nosso novo lar, que nos foi oferecido pelo criador de tudo.

Houve irmãos que, graças à elevada evolução espiritual, ganharam a oportunidade de viver em orbes mais evoluídos. Também houve aqueles que, por amor, aceitaram a árdua missão de reconstruir nosso antigo lar. Lar ao qual ainda não me foi dada a oportunidade de retorno.

Quando chegamos no jovem planeta Terra, este contava com duas dimensões bem distintas: a terceira, muito primitiva, cujos habitantes ainda davam os primeiros passos evolutivos; e a quarta, onde moravam humanos altamente evoluídos e que aqui chegaram também de outros lugares do Universo infinito de nosso Grande Criador. Este era o verdadeiro paraíso terrestre.

Esta civilização que habitava a faixa vibratória elevada da Terra, alcançara um progresso tecnológico, científico, ético e moral tão grande, que aquilo que há de mais moderno na atualidade é extremamente obsoleto.

Dividimo-nos nós, os exilados, em dois grandes grupos. Os que carregavam o coração cheio de ódio e vingança, reencarnaram no mundo primitivo para, através da privação, pudessem fazer o resgate de seu carma. O outro grupo, devido à benevolência divina e em razão de certa evolução moral, reencarnou na dimensão mais elevada do planeta. Eu estava nesse grupo que fora abençoado.
Tínhamos tudo para cumprir, através do amor, a missão que nos foi dada. Porém, em poucos séculos após nossa chegada, as falhas éticas e morais que estavam escondidas em nosso DNA e em nossa inconsciência, vieram à tona e acabamos por contribuir de forma decisiva para a queda definitiva e irrevogável da Grande Ilha. Entregamo-nos novamente ao ego e à arrogância desenfreados, aos desejos orgíacos da carne e à ambição pelo poder em todas as esferas da vida humana.

Eu vi a Grande Ilha ruir e pouco fiz para salvá-la. Ceguei-me pelas vicissitudes. Já vim à Terra várias vezes e voltarei sempre que me for permitido para concluir a missão de ajudar este orbe a evoluir. O Criador sempre nos dá a oportunidade do recomeço.

O que eu quero com esta mensagem? Simples! Tudo, absolutamente tudo que ocorre na realidade atual, eu já presenciei em épocas bem anteriores à de hoje. Peço que se mantenham calmos diante das negatividades emanadas. Espalhem e pratiquem o Amor, o Perdão, a Caridade e a Humildade. Lutem para mudar a realidade futura, resignem-se como que não pode ser mudado e não se iludam com ideias de ódio e facilidades miraculosas.

Ainda acontecerão muitas coisas no nível global, físico e extrafísico, mas mantenham-se confiantes e não deixem de se cuidar para que possam cuidar e ajudar os que mais precisam. Tudo é um ciclo e essas coisas que estão acontecendo, alguma hora vão parar e a vida será melhor para todos os que se mantiverem no caminho da Luz. Por fim, nunca se esqueçam que a vida é infinita, mas o invólucro que a contém não é eterno. Cuidem mais de suas almas, mentes e corações. O resto é passageiro.

Um viajante das estrelas
By Cícero Carlos Lopes – 14-04-19

18-04-2019
Cícero Carlos Lopes
Enviado por Cícero Carlos Lopes em 18/04/2019
Código do texto: T6626663
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Sobre o autor
Cícero Carlos Lopes
Ferraz de Vasconcelos - São Paulo - Brasil, 43 anos
364 textos (5982 leituras)
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