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    Que estilo telúrico, que criatividade bruta!   Finalmente, um louco!

    Destes textos tão intensos, confessionais, declaratórios, emerge uma força tal que, pelo conjunto, nos arrebata.   
 
    Poemas mais que reflexivos: vivos.  Pungentes, nus em palavras, desterros solitários. 
       
  Poemas irreais, viajantes, daí seu mistério lírico.  Chegam-nos como a luz de uma estrela, que se perpetua em viagem.
  
    Tua temática se aproxima da de Augusto dos Anjos, mas marcha independente, carregada de poemas-caixões, recheada de versos-vermes, completa de asco vivo, ritmada por angústias macabras. 
 
 Independente sim, porque moderna, atual, original: outras são as larvas, os tremores, as gargalhadas de dor que habitam em teus temas.

    Assim te achei, assim te deixo: em transe.
  
   Aos incontáveis poemas mimados, pairando nas almas brandas, opões teus versos de chumbo.  Obrigado. 


 
Enviado por Jô do Recanto das Letras em 15/10/2009
Reeditado em 24/07/2013
Código do texto: T1868463
Classificação de conteúdo: seguro