EU E MEUS LEITORES - Parte 16

Queridos amigos, obrigado pela frequência dos emails, pelo carinho de sempre e pelo apoio reiterado. Como várias vezes já fiz ao longo de minha estada no Recanto, em respeito a todos vocês e atendendo aos vários amigos que me pedem essa atenção, eis aqui mais uma seção de perguntas e respostas. Lembrando sempre que as perguntas devem ter conteúdo construtivo e que a identificação é necessária. No mais, apenas meu muito obrigado e vamos em frente...

1. Marinês Lemos, Nova frigurgo (RJ), pergunta:

Reinaldo, tenho uma grande curiosidade sobre o seu repertório de poesias. Gostaria de saber em que estilo literário voce as classifica, em que escola voce se encaixa e como faz para memorizar tanto material?

R - Querida Marinês, grato pela pergunta, que por sinal é bastante relevante. Eu serei absolutamente honesto com voce. Eu não sou adepto de nenhum estilo específico e nem pertenço a escola alguma da literatura clássica. Deixo isso para os grandes nomes dessa arte, dentre os quais aqui mesmo no Recanto voce poderá achar inúmeros. Obviamente eu tenho um estilo próprio de compor, o que é inerente a qualquer pessoa que escreve de forma sistematizada, mas isso flui com muita naturalidade e liberdade, de sorte que não me preocupo com enquadramentos técnicos. Quanto à questão de memorizar meus textos, essa é a parte mais fácil, pois eu não memorizo nenhum deles (risos). Muito obrigado querida e fique com Deus.

2. Suely Guedes, Feira de Santana (BA), pergunta:

Reinaldo eu te acho um poeta incrível. Porque tu consegues ser meio sedutor, quase erótico e ao mesmo tempo leve, amoroso, puro e inocente. Eu leio tuas poesias como se elas fossem um filme e quando termino costumo suspirar de emoção. Quero saber se voce faz isso de propósito ou se é um estilo teu que flui naturalmente.

R - Olá Suely, muito obrigado pelas considerações iniciais e a forma carinhosa com que se refere ao meu trabalho. Posso dizer que uma das boas notícias que dizem respeito ao que eu escrevo é que nada tem uma origem pré-estabelecida, ou seja, eu não escrevo para gerar efeitos quaisquer; eu apenas escrevo. Talvez por isso e justamente por isso é que as reações se mostrem tão diversificadas. Obrigado meu anjo.

03 - Mário Antunes, Betim (MG), pergunta:

Poeta RR, eu acompanho seu trabalho e considero voce muito inteligente e legal a forma como sempre fala de amor, mas tenho uma crítica a fazer e gostaria que voce dissesse algo a respeito. Você trata sobre o amor das formas mais variadas e diferentes, mas nunca fala sobre o amor homossexual em suas poesias. Como ativista gay me sinto desprestigiado, pois sempre voce só aborda a relação homem-mulher. Você tem algo contra o homossexualismo, seria homofóbico ou apenas despreza a existência dos gays? Será que não é dever da poesia abraçar todas as formas de amor sincero que existem?

R - Olá Mário. Ter meu trabalho lido por você é uma honra e antes de tudo lhe agradeço por isso. Eu não tenho absolutamente nada contra a pessoa homossexual, seja ela quem for e aqui mesmo no Recanto há alguns que me prestigiam, com os quais interajo da mesma forma e munido de igual sentimento de respeito. Minha poesia não aborda amor homossexual, assim como não aborda amor entre gordos, anões, negros, asiáticos, deficientes físicos, idosos e quaisquer outras categorias, que igualmente poderiam se afirmar aqui marginalizadas por mim. É tudo, porém, uma questão de foco e meu foco primordial é a temática amor, em seu âmbito universal, aplicável a todo e qual quer ser humano que vivencie o que está sendo exposto ou proposto em minhas linhas. Talvez sua queixa real seja pena inexistência de uma vertente homossexual em minha obra ou mesmo algum trabalho direcionado para esse tema. Quanto a isso, esteja certo de que jamais o farei. O homossexual é um ser humano, digno do meu respeito, como já falei. O homossexualismo, porém, é uma ideologia com o fim óbvio de impor sua "visão de mundo" e com a qual não sou obrigado a concordar. Se dentro de um contexto democrático, tem sido bandeira dos ativistas a idéia de que deva haver tolerância para com os homossexuais e seu estilo de vida, a mesma premissa cabe ao mesmos no que tange a aceitarem os posicionamentos contrários. Alguns extremistas chamariam isso de homofobia, mas eu apenas chamo de soberano direito de pautar minha consciência com base naquilo que creio. Muito obrigado.

04 - Adélia Martins, Araçatuba(SP), pergunta:

Poeta, você sempre fala em amor eterno. Eu já li um monte de textos publicados por você que falam isso. Será que isso não é pura ilusão de poeta? Eu mesma já amei muitas vezes e conheço milhões de amigas que me dizem o mesmo. Como é possível acreditar nessa sua insistência de que o amor nunca acaba?

R - Querida Adélia. As minhas convicções não são pautadas pelo exemplo de vida observado nas grandes massas. O comportamento das maiorias, assim como suas produções mentais, em geral, devem-se a uma postura industrializada do "quero ser igual a todo mundo", coisa que, graças a Deus, nunca me contaminou, nem mesmo durante minha adolescência, onde eu já tinha como meta a postura de ser quem sou, ainda que isso me colocasse como um "alienígena" diante dos meus contemporâneos. O amor é o tema mais recorrente da humanidade, mas também o menos experimentado e me perdoe a aparente arrogância, mas quem fala que já teve muitos amores sinaliza para o fato de quem jamais amou de verdade. Muitos nascem, crescem e morrem sem nunca ter amado de verdade. Mas aqueles que se deparam com o verdadeiro amor, levam-no para o cemitério, pois a imortalidade do amor é a mais sublime e incontestável verdade de todo o universo. Obrigado.

05 - Florisvan Andrade, Sorocaba(SP), pergunta:

Reinaldo, vou citar os nomes de cinco ideologias aqui e quero que voce defina todas elas com uma frase. É uma curiosidade minha sobre voce ok.

* Machismo:

Entendo como uma suposta crença na proeminência masculina sobre a mulher, desconsiderando-a e desqualificando-a, e que, por isso mesmo, merece meu repúdio.

* Feminismo:

É a versão lésbica do Machismo, seu insano contra-ataque e não menos repugnante.

* Consumismo:

A maior doença sociológica dos últimos séculos e a mais bem articulada

conspiração empresarial de todas as épocas.

* O Liberalismo Amoroso:

Penso que possa conduzir o indivíduo a tudo, menos ao amor

* O Materialismo:

Uma praga para a alma, pois todo apego fundamentalista aos bens terrenos na perda dos bens espirituais

Obrigado Flrisvan por me conceder a oportunidade de discorrer acerca de temas tão relevantes e fique sempre a vontade. Obrigado a todos que mandam suas perguntas, que me lêem todos os dias e que me apoiam nessa carreira. Sem vocês, nada disso seria possível. Um forte abraço e até a próxima.

Reinaldo Ribeiro
Enviado por Reinaldo Ribeiro em 03/07/2011
Reeditado em 03/07/2011
Código do texto: T3072213
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