Isso também passa...
 
Aprendi com a vida que as águas podem ser turbulentas, a brisa pode transforma-se em furacão, o fogo que aquece pode destruir. Aprendi que quando pensamos encontrar a estabilidade, sofremos abalos para que nosso orgulho não seja a nossa maior virtude. Aprendi que, vez ou outra, é a tristeza quem bate à porta e, muitas das vezes, como persona não grata, demora demasiadamente a partir. Aprendi que lágrimas podem lubrificar os olhos, dores podem nos servir de aprendizado, momentos de aflição e medo são tão comuns e até maiores que as alegrias, porque são neles que nos voltamos a Deus. Aprendi que a fé é o que nos sobra quando tudo mais nos falta, que a solidão, por vezes, inevitável, também é necessária. Que companheiros são muitos, mas, que amigos, aqueles que nos oferecem a mão e o coração para caminhar ao nosso lado, quando nos encontramos no mais profundo abismo são tão raros, que não somente devem ser “guardados do lado esquerdo do peito”, como também precisam ser valorizados eternamente. Aprendi que não basta orar quando tudo parece ruir, reerguer é uma questão de atitude, tão nossa quanto à vontade Divina de reconstrução. A fé verdadeira remove montanhas, não aguarda eternamente a intervenção do que quer seja para empreender novos caminhos. Aprendi que Jesus, na mais pura e verdadeira doação de amor, ensinou-nos que todo caminho árduo é sinônimo de redenção. Aprendi... Apreendi... E senti que “isso” também passa... O que realmente permanece é a fé raciocinada, tranquila e verdadeira que sustenta, ampara e mantém aquele que crê.