CEGUEIRA PROPOSITAL

Quem não conhece C.S. LEWIS, o famoso escritor britânico?

Talvez o que muitos não sabem é que ele era portador de uma “cegueira proposital”.

Ele mesmo chegou a este diagnóstico, mas só depois de experimentar o processo de cura.

Curado, sua visão sobre a realidade nunca mais foi a mesma.

Com a visão ampliada, suas ações e emoções se vestiram de novas cores.

Seus conhecidos se espantaram ao ver a profunda transformação na vida de Lewis.

Metade de sua vida, viveu nesta cegueira.

Na outra metade, empenhou-se para apontar o caminho da cura para muitos outros cegos.

Nas Crônicas de Nárnia, ele criou personagens e cenários ficcionais para revelar a existência real de um mundo que, por muitos anos, ele ignorou, propositalmente.

Na fase da cegueira, o intelectual Lewis desprezava manifestações de crença na existência e soberania de Deus. Para ele, tudo não passava de mais um entre tantos mitos. E, nesse território da criação de mitos, o professor de literatura era um expert.

Só superou a cegueira, quando iniciou uma leitura investigativa do Novo Testamento da Bíblia. Assim descobriu que todas as evidências literárias nesses escritos antigos derrubavam quaisquer argumentos que os taxassem como meras lendas.

Depois que superou sua enfermidade da alma, compreendeu que sempre quisera “enxergar a verdadeira vida”, mas, ao mesmo tempo, tinha receio de que a cegueira fosse a única realidade possível.

Outros mestres da literatura, entre eles o próprio J.R.R. Tolkien, foram peças chave que inspiraram Lewis a passar das trevas para a luz.

Na sua autobiografia intitulada “Surpreendido pela alegria”, Lewis narra a mudança mais profunda que experimentou, ao passar do ateísmo para o cristianismo.

Bem, o título deste seu livro fala por si só o que Lewis conquistou ao abrir mão da sua cegueira proposital.

(Principal fonte de pesquisa: “Deus em questão: C.S. Lewis e Freud debatem Deus, amor, sexo e o sentido da vida.” Autor do livro: Armand M. Nicholi (psiquiatra e psicanalista). Editora Ultimato, 2005)