Procuro alertar mães e avós com bebês ou crianças de colo, por se encontrarem no banco da frente ou mesmo no de trás, porém sem a cadeirinha ou o cinto. Faço isto nos sinais, nos estacionamentos, nos engarrafamentos... 
     
   E descrevo como morre uma criança sem esses apetrechos num acidente: espatifando-se contra o pára-brisas, que permanece intacto. E relato de mães que enlouquecem, de pais que emudecem à mesa e de avós que perdem a fala para sempre. E cito o Código de Trânsito Brasileiro (art. 167).
 
    Percebo o temor delas, “afinal pode ser um aviso, um alerta do destino”... As mães então quase choram. E prometem resolver o problema. Espero que sim.

  Já as avós sorriem realizadas, apertando os netinhos contra si, afirmando convictas a proteção, a "blindagem" dos bebês. Sublime gesto - porém nada prático...


(Detalhe: adapto a fala a cada família, usando em média 10 palavras teatrais; nada de discursos que quebrem a surpresa do pedido).


           Ilustração: 

Menina de 4 anos morre após mãe bater carro contra poste em Franca
                    (G1 - O portal de notícias da Globo)

 
Enviado por Jô do Recanto das Letras em 01/06/2013
Reeditado em 30/08/2013
Código do texto: T4320413
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