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Monday, February 12, 2007 10:27 PM
Testemunho de uma abortada
http://sol.sapo.pt/blogs/ppaul2005/default.aspx

Giana Jessen, sobrevivente de um aborto  Se o aborto é um direito das mulheres quais são os meus direitos ?
Não existiam protestos feministas a protestar contra o facto dos meus direitos estarem a ser violados no dia em que a minha mãe me abortou
/........./
A minha Mãe biológica há 28 anos atrás estava convencida de que tinha direito a escolher , de que tinha direito a uma escolha que só a afectaria a ela.
Porém em cada dia da minha vida eu carrego as consequências da sua escolha.
A minha mãe biológica estava grávida de sete meses e meio quando decidiu abortar-me.
Não sei porque é que ela tomou essa decisão.Estávamos em 1977.
Ela e o meu Pai biológico tinham 17 anos na altura e não estavam casados.
Ela decidiu abortar numa clinica de Los Angeles e realizou um aborto salino.
Uma solução com sal é injectada no ventre materno e o bébé bebe-a e ficando queimado por dentro e por fora.
Nesse tipo de aborto o bebê é expelido morto em 24 horas, mas eu sobrevivi.
O Aborcionista não estava de serviço quando eu vim ao mundo porque se isso tivesse acontecido ele tinha-me estrangulado, algo que era considerado perfeitamente legal até 2002.
/..../
A única pessoa preocupada comigo foi a enfermeira . Ela chamou uma ambulância e fui transportada para o hospital.
Fui colocada numa incubadora. Não se esperava que eu sobrevivesse.
Porém sobrevivi.
Devido a ter estado 18 horas sem hoxigênio sendo queimada viva no ventre da minha mãe fiquei com problemas .
Não me conseguia mover por mim mesma e os médicos afirmavam que eu iria viver num estado vegetativo o resto da vida.
A minha mãe adoptiva- Penny - decidiu que não obstante aquilo que os médicos afirmavam ela tentaria recuperar-me.
Com 3 anos e meio comecei a conseguir andar. Foi quando a filha de Penny me adoptou.
Tenho 28 anos e trabalho como musica em Nashville, Tennesse.
Ainda coxeio e por vezes caio, mas já participei numa maratona e irei participar para o ano numa maratona, em Londres, para jovens deficientes.
A minha mãe adoptiva falou-me do meu passado.
Sempre senti que havia algo que faltava contar. Perguntava-lhe muitas vezes porque tinha problemas e ela respondia-me que eu havia nascido prematura.
Aos 12 anos perguntei-lhe de novo e ela disse-me o que havia acontecido.
Eu respondi que tinha este problema devido a um facto interessante.
A minha mãe adoptiva disse-me que eu em vez de ficar amargurada deveria alegrar-me por ter sobrevivido.
Quando eu tinha 17 anos a minha mãe adoptiva encontrou-se com a minha mãe biológica e disse-lhe que eu a perdoava.
Sou cristã. Acredito que a revolta nos pode consumir a vida.
A minha mãe adoptiva amou-me tanto que eu não sinto necessidade de me encontrar com a minha mãe biológica.
Não sei muito do que se passou no encontro entre elas. Só sei que a minha mãe biológica não pediu perdão e fez outro aborto depois do meu.
Comecei a falar contra o aborto quando tinha 14 anos e na terça Feira falarei na câmara dos comuns.
Eu penso que é importante mostrar o que aconteceu comigo não só para mostrar a verdade do aborto, mas também para mostrar as potencialidades que cada um de nós tem dentro de si.
Não creio que o assassínio seja um direito . Sou completamente contra o aborto, seja em que circunstancia for mesmo em casos de violação.
Embora a violação seja um crime horroroso não deve ser a criança a pagar por esse crime.
De facto encontrei-me com pessoas produto de violações e elas estão gratas por estar vivas.
Se o aborto é um direito das mulheres quais são os meus direitos ?
Não existiam protestos feministas contra o facto dos meus direitos estarem a ser violados no dia em que fui queimada viva .
Todos os dias agradeço a Deus.
Não me considero um monte de células nem nenhum dos nomes que se costumam dar ao que a mulher carrega no seu ventre.
/..../
Hoje um bebê é um bebê quando isso convém.
Mas quando não convêm , quando não chega no momento certo é chamado de um monte de células.
Um bébé é chamado de Bébé quando um aborto não provocado ocorre aos 2 , 3 ou 4 meses.
Um bébé é chamado de monte de células quando um aborto ocorre aos 2, 3 , ou 4 meses.
Eu não vejo diferença entre os 2 .
Acredito que sou prova viva de que o aborto é o assassínio de um ser humano.
A minha Mãe biológica hà 28 anos atrás estava convencida de que tinha direito a escolher, de que tinha direito a uma escolha que só a afectaria a ela.
Porém em cada dia da minha vida eu carrego as consequências da sua escolha.
Embora eu nada tenha contra ela acho importante as pessoas reflectirem antes de tomarem determinadas decisões. 

POSTADO POR ZILDA SANTIAGO
RECEBI DO SITE BRASILSEMABORTO
 
 
zilda santiago
Enviado por zilda santiago em 17/09/2007
Código do texto: T656523
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Sobre a autora
zilda santiago
Carpina - Pernambuco - Brasil
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