Soneto do amigo (Vinicius de Moraes)...

))Obrigado a todos os amigos pelas felicitações((

Enfim, depois de tanto erro passado

Tantas retaliações, tanto perigo

Eis que ressurge noutro o velho amigo

Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado

Com olhos que contêm o olhar antigo

Sempre comigo um pouco atribulado

E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano

Sabendo se mover e comover

E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica

Que só se vai ao ver outro nascer

E o espelho de minha alma multiplica...

Vinicius de Moraes

MIRAH
Enviado por MIRAH em 31/10/2010
Reeditado em 04/11/2010
Código do texto: T2589261