O AMOR E DEUS

O que é o amor?

Ele tem cor? Tem sabor?

É insípido?

Onde ele está?

Por onde ele anda?

Você já se fez ou fez essas perguntas a alguém?

O caminho para se entender o amor está relacionado com nosso cotidiano. Várias definições de amor são encontradas ou definidas. Temos o amor materno, o filial, o platônico, o fazer sexo, ao qual alguns denominam de fazer amor, o amor conjugal, o amor pela natureza e o amor pela vida. O que não discernimos, porém é que o amor é somente um. Quando se sabe amar não há distinção entre pessoas, coisas, circunstâncias ou lugares. Amamos qualquer um, em qualquer situação, em qualquer momento e em qualquer lugar.

Amor é o sentimento que Deus nutre por nós. Nós é que temos a necessidade latente e premente de aprendermos a amar. Ao assimilarmos essa lição dispararemos Universo afora e sairemos de nosso enclausuramento, rumo ao infinito para auxiliarmos na colaboração das criações divinas, onde deixaremos de ser meros instrumentos das circunstâncias para sermos artífices de Deus.

No Evangelho de Marcos, capítulo 3, versículos de 31 a 35 , encontramos a seguinte narrativa sobre Jesus: E entrou em casa; e mais uma vez a multidão afluiu de tal modo que nem sequer podiam comer pão. Quando seus parentes souberam disso, saíram para segurá-lo, porque, diziam, "está fora de si".

Chegaram sua mãe e seus irmãos; e ficando do lado de fora, mandaram chamá-lo. E muita gente estava sentada ao redor dele e disseram-lhe: "Olha, tua mãe e teus irmãos [e tuas irmãs] estão lá fora e te procuram".

Ele perguntou-lhes, dizendo: "Quem é minha mãe ou meus irmãos"?

E olhando em torno para os que estavam sentados em roda, disse: "Eis minha mãe e meus irmãos; pois quem fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, irmã e mãe".

Quando falaram a Jesus, dizendo-lhe que sua mãe e seus irmãos o aguardavam lá fora e Ele lhes responde “Minha mãe e meus irmãos são todos aqueles que fazem a vontade do pai”, Jesus veio nos dizer que para alguém ser de sua família teria que comungar de sua filosofia, do seu mesmo jeito de ser. Eram, então, os espíritos perfeitos que ali se encontravam junto dele cooperando e também aqueles que dele necessitava.

Família, na realidade, não tem só a ver em ser do mesmo sangue, mas sim em se ter os mesmos princípios e sentimentos. A família de Jesus era aquela composta por aqueles que eram como Ele. Com isso, ele não desprezou sua família, mas explicou que os membros de uma família reúnem-se por afinidades de ideais e vibrações.

Ao analisarmos o Cristo, entendemos que o mesmo amor que Jesus nutria por sua família era o mesmo que ele tinha por todos nós, sem predileção. Não é porque é filho, pai ou mãe que teriam prioridade diante dele. O que Ele fazia era entender e atender aqueles que o procuravam, fornecendo-lhe subsídios para a reavaliação de conceitos, a reconstrução de propósitos e reestruturação de atos. O que deve se observar é a necessidade de quem precisa de amparo, independentemente de quem seja. Por isso, se colocamos nossa família acima de qualquer coisa não amamos, porque o egoísmo e o protecionismo optam por aqueles que consideramos necessitados e não aqueles que estão necessitados.

Se quero a melhor escola para meu filho, antes de todos, não estou amando.

Se a vaga de trabalho, na faculdade, no colégio for só para aquele que faz parte direta de nossas vidas, sem pensar na necessidade do outro, não estamos amando.

Agora, diga-me, você já amou alguém?

O amor que Jesus e Deus têm por nós é incondicional. É o amor Universal...

Nós muitas vezes falamos que amamos, mas esse sentimento está subordinado a algumas vantagens ou interesses secundários. Falar que ama Deus é uma responsabilidade grandiosa, pois a partir do momento que o que nos importa é termos nossos desejos atendidos, e subordinamos Deus às nossas vontades e caprichos, estamos querendo transformá-lo em o gênio da lâmpada. Amar a Deus não é tão simples como falar. Às vezes, fazemos um plano, mas Deus tem outro. Outras vezes, Deus faz um plano, mas nós fazemos outro...

Quando amamos a Deus, amamos também nossos irmãos, pois são filhos dele. Quando amamos nossos irmãos, protegemos suas vidas. Quando amamos nossos irmãos, amamos também a nós, e não fazemos mal nenhum a quaisquer filhos de Deus, já que fazendo mal a eles estaremos o fazendo a nós, e assim não estamos nos amando. E começamos a amar primeiramente, nós, depois nossos irmãos e depois Deus, pois, sem amar o próximo e a mim que vejo, como poderei afirmar que amo a Deus, a quem não posso ver?

Para entendermos Deus é necessário amar. É por isto que João Evangelista, em I João 4. 20, nos alertou, “Se alguém diz eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?”

Como posso dizer que amo a Deus, o qual não vejo, se não consigo amar meu próximo, o meu semelhante, o qual vejo, ouço e sinto?

O amor não é bajulação, é compreensão;

É vida, nunca morte.

É certeza, nunca desconfiança.

É paz, nunca guerra.

É honestidade, nunca corrupção.

É saúde, nunca doença.

É luz, nunca escuridão.

É bondade; jamais maldade.

É silêncio, jamais tumulto.

É serenidade, jamais desespero.

É perdão, jamais ódio.

É auxílio, jamais usurpação.

É coragem, nunca medo.

É trabalho, nunca ociosidade.

É temperança, nunca disparate.

É coerência, nunca controvérsia.

É conquista, nunca brinde.

É experiência, jamais inatividade.

É união, jamais separação.

É amizade, jamais brigas.

É companheirismo, jamais falsidade.

É incentivo, jamais depreciação.

É beleza, jamais horrores.

É continuidade, jamais um fim...

Diante disso, alguém poderá perguntar se o amor é uma palavra que está esperando por uma tradução. Não, o amor não é uma palavra que não tem tradução, ele é a tradução da essência de todas as palavras, gestos e bons sentimentos que movem o Universo.

João, o Evangelista, em I João, Capítulo 4, versículo 16, diz também que Deus é amor.

O amor, então, é Deus, e é também a presença do criador em e entre todas as criaturas. Deus é amor, amor é Deus, e nós somos seus filhos amados, e é pelo amor de Deus que nos encontramos aqui.

Deus... É apenas um nome, é apenas amor; simplesmente amor.