Quem é Jesus para mim?

Texto Básico: Lucas 23.33 – 43

Introdução:

A sexta-feira da paixão, ou a chamada sexta-feira santa, é o dia que marca o julgamento, a condenação, o martírio, a morte e o sepultamento de Cristo.

É na sexta-feira da paixão que Jesus Cristo percorre a via sacra, que também é conhecida como a via dolorosa, o caminho pelo qual ele carrega a sua cruz até o Gólgota, onde é crucificado.

Depois de morto, seu corpo é descido da cruz e sepultado em uma gruta que é lacrada com uma grande pedra. Segundo a tradição da história cristã, a morte de Jesus é qualificada como Paixão, que metaforicamente, simboliza um ato de amor e de entrega.

Ele é o Cristo, o Messias prometido. Ele é o Rei dos reis. Ele morreu na cruz para nos salvar. Sabemos de tudo isso! Mas, será que temos dado a Jesus Cristo o lugar que ele merece em nossa vida? Quem é Jesus em minha vida? Vamos refletir nisso: Quem é Jesus para mim?

Precisamos, aprendendo com o texto bíblico, decidir qual lugar daremos a Jesus em nossas vidas.

O texto básico, mostra que Jesus Cristo era visto da mesma forma que muitos de nós o vemos em nossos dias. Como Jesus era visto naquela época?

1) Jesus era visto como o Messias Prometido – (35)

A primeira profecia sobre o Cristo está em Gênesis 3.15 quando Deus fala à serpente que viria aquele que iria “[pisar, ou] esmagar a sua cabeça...”; em Gálatas 3.16, vemos o seu cumprimento. Em Miquéias 5.2, temos a profecia sobre o local do nascimento do Messias; temos os chamados salmos messiânicos, do 107 a 150, que narram sobre o Messias, além de tantas outras passagens bíblicas.

Quantas vezes temos afirmado, e até evangelizado, usando as palavras de que o senhor Jesus Cristo é o Messias, o Prometido, que veio para mudar a sorte de seu povo.

Sim! Jesus Cristo veio ao mundo para trazer uma nova esperança para Israel. Mas, foi rejeitado. Os judeus não entenderam a missão de Cristo, por isso o rejeitaram. O Messias, para eles, iria livrá-los da opressão do governo romano. A visão israelita era de que o Messias os livraria do jugo da servidão; não precisariam mais se submeter a outro governante, pois o Messias os libertaria e iria estabelecer o seu reino na terra.

A visão do Prometido para os judeus estava tão equivocada quanto a visão daqueles que, nos dias de hoje, querem um Jesus para resolver os seus problemas e atender suas necessidades humanas. Vejamos o que disseram o povo, e as autoridades, que presenciava a crucificação de Cristo, no versículo 35: “Salvou os outros; a si mesmo se salve, se é de fato o Cristo de Deus, o escolhido”.

Quem é Jesus para mim? Se Jesus é para mim aquele que irá resolver e atender todas as minhas necessidades materiais, então eu também ainda não entendi a missão de Cristo e minha visão também está equivocada.

2) Jesus era visto como o Rei dos reis – (38)

Com já dissemos, para os judeus Jesus Cristo viria estabelecer um reino terreno. Como estavam enganados!

Até hoje, o povo luta para que Israel seja soberano na Palestina, porque para eles ali é o local do antigo Reino de Israel, a terra prometida por Deus; e Jerusalém é o local onde existia o Templo. Jesus era esperado como aquele que iria reinar sobre Israel.

Pilatos chega a perguntar ao mestre, como podemos ver no versículo 3: “És tu o Rei dos judeus?. Respondeu-lhe Jesus: Tu o dizes”

Na cruz de Cristo estava escrito INRI o acrônimo de Iesus Nazarenus Rex Iudaeorum, "Jesus Nazareno Rei dos Judeus"; com um tom de deboche e decepção dos que assistiam a crucificação, na cruz de Cristo estava escrito: “Este é o Rei dos Judeus”. Olhar para Jesus e vê-lo como um rei terreno, que conduz à satisfação terrena foi um tremendo equívoco dos que viveram na época de nosso mestre.

Quem é Jesus para mim? Se Jesus Cristo é para mim apenas um rei, através do qual possuirei todo ganho, ou lucro, ou benefícios nesta terra, então ainda não entendi a missão de Cristo e minha visão também está equivocada.

3) Jesus era visto como o Salvador – (39)

Assim como o ladrão que estava ao lado de Jesus Cristo, muitos estão querendo se safar de maus momentos.

Observe que aquele homem não tem nenhum pudor em colocar Jesus no mesmo nível que ele: “Salva-te a ti mesmo e a nós também”.

Aquele homem estava com sua visão prejudicada pelo ceticismo, onde em tese “não se pode ter certeza de nada”. Aquele homem também estava com sua visão equivocada.

Aquele crucificado, como muitos dos ali presentes, certamente ouviram falar que Jesus Cristo veio ao mundo para salvar a humanidade, como nos descreve a verdadeira missão do Filho de Deus, o evangelho de João 3.16,17: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele”. Porém, aqueles homens não entenderam a verdadeira missão de Jesus.

Muitos tinham Jesus como um solucionador de problemas momentâneos. Eram multidões que seguiam Jesus Cristo para terem sua fome saciada e depois iam embora com a barriga cheia; multidões que procuravam Jesus para serem curados e depois partiam com a saúde restaurada e nunca mais voltavam a procurá-lo; multidões de interesseiros que queriam resolver questões que os afligiam.

Aquele homem não queria morrer na cruz, apesar de saber que tinha recebido aquela sentença porque era uma ladrão, um facínora. Mas, ele não queria morrer. Queria, sim, resolver o seu problema. Daí, apela para que Jesus o livrasse; mas, não tinha convicção de quem era Jesus Cristo na realidade. Queria apenas safar-se.

Quem é Jesus para mim? Quando olho para Jesus e o vejo apenas como aquele que me salva de momentos difíceis e que tem que estar sempre pronto para isso, estou com a minha visão equivocada também!

Conclusão:

Devemos olhar para Cristo e vê-lo como o Senhor, assim como o outro homem que estava ao lado do mestre o viu: “Jesus, lembra-te de mim quando entrares no teu reino” (42).

Há, nestas palavras, um reconhecimento de poder e autoridade existente em Jesus. Aquele homem entendia a sua situação deplorável. Ele entendeu que precisava reconhecer o senhorio de Jesus Cristo para alcançar todos os benefícios que o senhor pode proporcionar.

Façamos como aquele homem na cruz. Reconheçamos que Cristo é o Senhor de nossas vidas e nos submetamos à sua bondade, generosidade e misericórdia.

Quem é Jesus para nós? Se olharmos para Jesus como o Senhor de nossas vidas, certamente o reconheceremos como o Messias Prometido, o Rei e o Salvador. E, com certeza, em nós se cumprirá a promessa de estarmos com Cristo no Paraíso.

Deus nos abençoe e nos dê o discernimento necessário para que reconheçamos Jesus Cristo como o Senhor de nossas vidas.

Graça e Paz!

PaPeL
Enviado por PaPeL em 22/04/2011
Código do texto: T2923979
Classificação de conteúdo: seguro
Copyright © 2011. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.