JUSTIFICAÇÃO EM CRISTO

JUSTIFICAÇÃO

(SOMOS JUSTIFICADOS)

Pedro André

Versículo para memorizar: Romanos 8.30 e 2 Coríntios 5.21é

Aprendemos já, que Adão ao pecar, a lei da semeadura para o pecado foi decretada,ou seja: “porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Genesis 2.17). Quando Adão e Eva pecaram, tornaram-se réus da punição eterna e da separação de Deus. Do mesmo modo quando os seres humanos pecam diariamente, eles se tornam cada vez mais sujeitos à ira de Deus e à punição eterna, pois: “o salário do pecado é a morte” (Romanos 6.23). Assim, quando as pessoas pecam, a justiça divina requer que elas sejam eternamente separadas de Deus. Isto aconteceu até mesmo com os anjos que pecaram: “Pois Deus não poupou os anjos que pecaram, mas o lançou no inferno, prendendo-os em abismo tenebrosos a fim de serem reservados para o juízo” (2Pedro 2.4). Desta forma, o pagamento para o pecado é a morte, e Deus por ser justo não poderia apenas ignorar este contexto sem cobrar uma dívida, alguém deveria justificar o ocorrido e o preço deveria ser pago. “Contudo, a Bíblia é categórica ao afirmar que não há um justo sequer, como está escrito:” Não há um justo, nem um sequer. “Não há ninguém que entenda; Não há ninguém que busque a Deus” (Romanos 3.10-11).

Logo, vimos que com a desobediência de Adão o pecado entrou no mundo, a raça humana herdou a corrupção do pecado e, conseqüentemente, o ser humano é injusto desde seu nascimento (Salmos 51.5; Gênesis 8.21). Assim, o humano é incapaz de agradar a Deus e fazer sua vontade (Romanos 8.7-9). Além do mais, vimos também que o pecado atrai a ira de Deus, e sua ira requer juízo e a justificação impede que esse juízo seja executado. Assim como o pecado de Adão foi imputado à humanidade, a justiça de Cristo é imputada ao homem. Neste sentido, entende-se que a justificação é necessária porque o homem/mulher é incapaz de adquirir sua própria justiça, pois são injustos por natureza.

Com tudo isto, podemos definir a palavra “justificar” não apenas como um mero preceito legal humano, pois é mais amplo, pois se trata de uma pessoa declarada justa não somente perante os homens, mas ante o tribunal de Deus, com base na justiça de Cristo. Então, a justificação tem como base a justiça de Cristo. Sendo o homem incapaz de se auto-justificar, Deus o justifica. Surge então a questão: como Deus, sendo absolutamente justo, pode justificar o homem injusto e pecador? Paulo responde e deixa claro que Cristo se fez justiça por nós (Romanos 3.24-26; 4.5; 1Corintios1. 30). Portanto, Deus não é injusto ao justificar o injusto, pois o fundamento é a justiça de Cristo e Deus considera a justiça dEle pertencente ao homem.

I. FOMOS JUSTIFICADOS POR CRISTO

Jesus Cristo é o representante de todos os que crêem nEle, Ele obedeceu a Deus perfeitamente e Deus considerou-nos Justos. Deus vê a raça de Cristãos, redimidos por Cristo como um todo, uma unidade que é representada por Cristo como Cabeça de Seu povo. Podemos ler ainda em Jeremias 9.24: “... eu sou o Senhor e ajo com lealdade, com justiça e com retidão sobre a terra, pois é dessas coisas que me agrado”.

O apóstolo Paulo entendeu que, se Cristo não tivesse vindo para pagar a penalidade pelos pecados, Deus não poderia ter manifestado a sua justiça. Desta forma, quando Deus enviou Cristo para morrer e pagar a penalidade por nossos pecados, ELE mostrou como é Justo e fez a provisão para a punição dos pecados cometidos no decorrer dos séculos transferindo a penalidade a Jesus Cristo na cruz do calvário. Por isto Paulo falou em Romanos 3.24-26

“Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus. Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus; Para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus”.

Leia e reflita nos dois momentos, um no Antigo Testamento e outro no Novo Testamento:

Genesis 2.17 “Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás”.

EFÉSIOS 2:1-6

“E VOS vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência. Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também. Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou,estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus.”

Paulo afirma que é somente pela fé. Não é por intermédio de obras. De outro lado, deve-se ter muita diligência para não cair no erro de ter a fé como fonte ou fundamento da justificação, pois a fé em si mesma não justifica, é apenas um receptor. A fonte da justificação é Deus e Sua justiça e o fundamento é a cruz de Cristo. O homem não é justificado por causa de sua fé, pois, se assim for, a fé deixa de ser um meio para ser uma obra meritória. A justiça de Cristo é suficientemente perfeita e exclui qualquer complemento.

II. A JUSTIFICAÇÃO É A CERTEZA JURIDICA DE NOSSA SALVAÇÃO

O sacrifício da Cruz de Cristo significou e significa o resgate de muitos para a salvação eterna, porém, como Deus enunciou uma condenação penal para o pecado (a morte) existem de fato aspectos judiciais em nossa salvação. Assim, para sermos adotados, regenerados e salvos, é necessário que também sejamos declarados justos e absolvidos em Cristo. Deus é plenamente justo e, um dia irá julgar todos os moradores da terra, “justos e injustos”, naquele momento de terrível sofrimento para muitos, vários seres serão condenados (humanos e anjos) à morte eterna, e até poderiam questionar porque Deus tenha sido injusto em nos salvar, afina todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus. Daí vem à necessidade da nossa justificação, pois assim estamos isentos da condenação eterna. Desta forma podemos compreender a justificação de uma forma mais ampla, pois legalmente diante de Deus somos justos, ou seja, fomos absolvidos por Deus dos pecados através do sacrifício de Cristo. Neste sentido afirma Wayne Gruden: “Justificação é um ato instantâneo e legal da parte de Deus pelo qual Ele considera nossos pecados perdoados e a justiça de Cristo pertencente a nós nos declara justos diante DELE”.

Como já mencionado anteriormente, a justificação é um termo legal que fica extremamente evidente quando contratamos justificação e condenação. Paulo disse: “Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes, quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós” (Romanos 8.33-34).

Ora, se um condenado (a) é uma pessoa culpada, evidentemente a justificação é declarar alguém sem culpa alguma. Porém, não confunda justificação e regeneração, pois como já visto nas aulas anteriores, a regeneração é uma ator secreto de Deus no qual ele transforma nosso interior, e justificação é uma declaração legal que Deus emite a nosso respeito. John Murray faz a seguinte distinção: “Regeneração é uma ato de Deus em nós; justificação é um julgamento de Deus com relação a nós. A distinção é como a que se faria entre o ato de um cirurgião e o ato de um juiz. O cirurgião,quando remove um câncer interno,faz alguma coisa em nós. Isso não é o que o juiz faz; ele estabelece um veredicto com relação ao nosso estado judicial. Se formos inocentes, ele declara nossa inocência”. Algumas pessoas têm dificuldade em entender o valor desta justificação. Muitos consideram que somos considerados justos apenas no momento da conversão e, que depois passamos a depender de nossas boas obras para nos mantermos justos diante de Deus. Por isso, é fundamental a não confusão entre regeneração e justificação. Adão que foi o representante da humanidade pecou, e toda a sua culpa foi depositada as gerações vindouras (nós). Quando Cristo sofreu e morreu por esta culpa, nossas culpas e pecados foram depositados sobre Ele, e Cristo pagou a penalidade por nós. E assim, é de suma importância entender que Deus nos declara justos, não por nossa vida “justa” ou “santa”, mas com base na perfeita justiça de Cristo, que Deus a considera nossa.

III. JUSTIFICAÇÃO,A JURIDICIDADE DE NOSSA SALVAÇÃO

Pela justificação,quando pecamos,Deus nos olha através de Cristo. O acusador nos aponta diariamente, mas Deus aos nos olhar, ver Jesus e seu sacrifico na cruz e, fica explicito o que diz em Romanos 8.33, “Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica”. Nesta Justificação,Deus,embasado unicamente na justiça de Cristo,declara que não somos mais seus inimigos em rebelião,e sim filhos amados e perdoados. Porém,isto não signfica que o pecado perdeu em nossas vidas seu poder destrutivo, ou então, que deixarão de nos entristecer e que não poderão jamais nos afastar temporariamente da presença do Pai mas,o pecado não possui o poder determinante em nossa justificação que é irrevogável. Daí que vem a importância da santificação que através do processo nos torna crescente,e progressivo em nossas obras de justiça para a glorificação de Deus.

Através da justificação,Deus nos garante uma salvação jurídica e nos livra de toda e qualquer acusação do adversário, e também de nossas consciência que em muitos casos quer nos acusar de determinados erros,como se tivéssemos que ser castigados a cada erro cometido. Desta forma,aprendemos então que a justificação realmente é uma das mais importantes doutrinas da salvação, pois sem ela não haveria salvação. Tanto o arrependimento como a fé, o perdão e a regeneração conduzem à justificação. O perdão apaga os pecados, mas não pode desfazer o mal que eles causaram. Por isso, Deus tem a justificação para cobrir todos esses males. A justificação é uma necessidade para que o crente tenha certeza absoluta de que está salvo, seguro, aceito por Deus e para criar uma relação de Pai para filho e filho para Pai entre o crente e Deus. A salvação e a justificação são só pela graça mediante a fé e só por Jesus

APÓS TUDO ISTO REFLITA E RESPONDA:

QUAL A FINALIDADE DA JUSTIFICAÇÃO? O QUE É SER DE FATO JUSTIFICADO? VOCÊ É JUSTIFICADO POR CRISTO?

PEDRO ANDRÉ ALMEIDA
Enviado por PEDRO ANDRÉ ALMEIDA em 04/07/2012
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