2 REIS 4: DUAS COISAS// FALE A DEUS// FECHE A PORTA// TENHA VASILHAS// COMUNHÃO COM OS IRMÃOS// CONFIE// NÃO SE DETENHA// ORE// CONHECIMENTO DE DEUS// OUÇA A VOZ DE DEUS E CREIA

"E uma mulher, das mulheres dos filhos dos profetas, clamou a Eliseu, dizendo: Meu marido, teu servo, morreu; e tu sabes que o teu servo temia ao SENHOR; e veio o credor, para levar os meus dois filhos para serem servos" (2 Rs 4:1)

Irmãos, o servo temia a Deus e essa foi uma prerrogativa importante para que a mulher tivesse coragem de buscar Eliseu.

Quando estamos vivendo em pecado, ficamos com vergonha de ir à presença de Deus, ficamos com medo das consequências do nosso erro e, além disso, o inimigo vai trabalhando para que nem queiramos mais estar na presença do Senhor. Dessa forma, não pedimos mais perdão a Ele, não temos mais comunhão e nossa situação vai ficando pior. É o caso, por exemplo, da pessoa que já nem consegue mais orar. Se estamos no pecado, arrependamo-nos e busquemos a Deus, mudando de vida. Dessa maneira, estaremos em comunhão com o Senhor e nos achegaremos confiadamente ao trono da graça, como a Palavra diz: "Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno" (HB 4:16).

Outra coisa a observar é que o fato do marido da viúva servir ao Senhor também trouxe acesso à bênção. É bom deixar bem entendido: não devemos viver na dependência da fé dos outros para sermos abençoados, mas sermos abençoados pela nossa relação pessoal com o Altíssimo. Contudo, é muito provavelmente essa senhora também servisse a Deus. O fato é que servir a Deus nos dá acesso à bênção e ao socorro divino no momento de dificuldade.

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"E Eliseu lhe disse: Que te hei de fazer? Dize-me que é o que tens em casa. E ela disse: Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite" (2 Rs 4:2)

Assim como Eliseu quis saber o que poderia fazer pela mulher, Deus também espera que O busquemos e digamos a Ele o que queremos que Ele nos faça e de que precisamos.

Apesar de, nesse contexto, o azeite a que o texto se refere ser o convencional, o azeite, geralmente, representa o Espírito Santo. Se, em uma batalha, temos a Trindade conosco (Pai, Filho e Espírito Santo), não precisamos e nem devemos nos preocupar, pois temos tudo de que precisamos para vencer.

Vemos também que a mulher tomou uma iniciativa: buscou ao profeta. Irmãos, se não buscarmos a Deus não teremos ajuda, pois a Palavra diz que o que pede, recebe, e o que busca, encontra (MT 7:8), ou seja: não dá para receber sem pedir ou encontrar sem buscar.

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"Então disse ele: Vai, pede emprestadas, de todos os teus vizinhos, vasilhas vazias, não poucas. Então entra, e fecha a porta sobre ti, e sobre teus filhos, e deita o azeite em todas aquelas vasilhas, e põe à parte a que estiver cheia" (2 Rs 4:3-4)

A mulher deveria fechar a porta atrás de si ao cumprir o que o profeta estava mandando. Muitas vezes devemos fazer isso também. Irmãos, não devemos dar atenção ao que as pessoas nos falam e que são contrárias à Palavra que Deus nos deu. Há pessoas que são campeãs em querer abalar a fé dos outros, semeando a dúvida e o desânimo com pensamentos negativos e esse tipo de gente poderia dizer que a direção do profeta era estranha e não adiantaria nada. Fechemos a porta atrás de nós e não prestemos atenção ao que as pessoas dizem, mas cumpramos com fé aquilo que o Senhor nos orientou a fazer.

Vemos também que a mulher não deveria pegar poucas vasilhas, mas muitas. O Senhor é poderoso para fazer mais do que pedimos ou pensamos (EF 3:20).

Além disso, a vasilha cheia deveria ser posta à parte, já que não podia mais receber azeite. Que nosso coração seja uma vasilha onde sempre haja espaço para recebermos o Espírito Santo de Deus e aprendermos, em Nome de Jesus. Que estejamos vazios de nós e com espaço para sermos cheios do Senhor.

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"Partiu, pois, dele, e fechou a porta sobre si e sobre seus filhos; e eles lhe traziam as vasilhas, e ela as enchia. E sucedeu que, cheias que foram as vasilhas, disse a seu filho: Traze-me ainda uma vasilha. Porém ele lhe disse: Não há mais vasilha alguma. Então o azeite parou" (2 Rs 4:5-6)

A mulher cumpriu aquilo que o Senhor havia mandado por intermédio de Eliseu. Quando cumprimos aquilo que o Senhor nos orienta, com fé, somos abençoados.

O azeite parou quando pararem as vasilhas. Já falei anteriormente que o azeite representa o Espírito Santo. Irmãos, enquanto tivermos vasilhas, o Espírito Santo nos encherá, ou seja: enquanto buscarmos por Ele e quisermos sermos cheios da Sua unção, Ele nos encherá. Busquemos a Sua presença cada vez mais e que nunca achemos que já sabemos demais, mas sim que tenhamos sempre vasilhas prontas em nosso coração.

Somente a família participou daquele momento da ação poderosa do Senhor. Irmãos, aprendamos que haverá momentos mais reservados, dos quais somente a família e aqueles mais chegados participam, assim como há momentos onde o nosso assunto é exclusivamente entre nós e Deus. Paremos de sair por aí contando tudo para todo mundo, pois isso pode até mesmo atrapalhar a bênção do Senhor. Esperemos para dar o testemunho depois de recebermos a bênção.

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"Então veio ela, e o fez saber ao homem de Deus; e disse ele: Vai, vende o azeite, e paga a tua dívida; e tu e teus filhos vivei do resto" (2 Rs 4:7)

Vemos aqui duas coisas importantes. A primeira é que a mulher foi dizer ao profeta o que havia acontecido. Precisamos sempre dar o testemunho das bênçãos que o Senhor nos dá, devemos sempre dar o testemunho das operações de Deus em nossa vida. Quando falo em testemunho, não falo apenas de dizer à Igreja, durante um culto, mas também de dizer a todos que pudermos e onde estivermos, seja um cabeleireiro, seja em uma fila de banco. Isso nos leva à segunda coisa importante.

Se a mulher não tivesse ido falar ao profeta o que havia acontecido, não teria ouvido o resto da instrução: ela deveria vender o azeite. Quando não contamos as bênçãos, quando nos envergonhamos do Senhor, abrimos brechas para que o diabo volte, já que não glorificamos ao Nome do Senhor pela obra que Ele fez.

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"Sucedeu também um dia que, indo Eliseu a Suném, havia ali uma mulher importante, a qual o reteve para comer pão; e sucedeu que todas as vezes que passava por ali entrava para comer pão. E ela disse a seu marido: Eis que tenho observado que este que sempre passa por nós é um santo homem de Deus" (2 Rs 4:8-9)

A mulher reconheceu Eliseu como santo homem de Deus. No mínimo, ela o reconheceu como homem de Deus pela sua forma de agir e de falar. Como as pessoas têm nos reconhecido? As pessoas têm nos reconhecido como pessoas de Deus ou até mesmo se espantam quando descobrem que servimos a Deus, pois nossas atitudes são iguais às dos perdidos? Façamos um autoexame e, se for o caso, mudemos nossas atitudes, pois "cristão" significa "parecido com Cristo" e, se as pessoas não nos veem dessa forma é por que não estamos agindo como deveríamos.

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"Façamos-lhe, pois, um pequeno quarto junto ao muro, e ali lhe ponhamos uma cama, uma mesa, uma cadeira e um candeeiro; e há de ser que, vindo ele a nós, para ali se recolherá" (2 Rs 4:10)

É necessário buscar sempre ao Senhor e a presença de pessoas que O sirvam. A comunhão com Deus é importantíssima e também é essencial nossa comunhão com os demais filhos de Deus, visto que a própria Palavra nos orienta a não abandonarmos nossa congregação, mas ficarmos firmes e incentivarmos os outros a estarem firmes também ("Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia" - HB 10:25).

Se a comunhão com os demais filhos de Deus não fosse importante não estaria na Palavra.

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"Porque ele tinha falado a Geazi: Dize-lhe: Eis que tu nos tens tratado com todo o desvelo; que se há de fazer por ti? Haverá alguma coisa de que se fale por ti ao rei, ou ao capitão do exército? E disse ela: Eu habito no meio do meu povo" (2 Rs 4:13)

O fato de a mulher ter ajudado tanto despertou a gratidão de Eliseu. Sejamos sempre gratos a todos, principalmente ao nosso Deus por todas as Suas bênçãos. Porém, é importante lembrar: não façamos as coisas para os outros esperando receber algo em troca, mas façamos por amor e pelo amor em servir.

Além disso, a mulher é descrita na Bíblia como alguém importante. Não tenhamos dúvida: se estivermos mesmo empenhados em fazermos a vontade de Deus e servi-lO de todo coração, Ele levantará pessoas grandes e influentes para nos ajudar.

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"E ele disse: A este tempo determinado, segundo o tempo da vida, abraçarás um filho. E disse ela: Não, meu senhor, homem de Deus, não mintas à tua serva" (2 Rs 4:16)

A mulher sunamita não tinha um filho e seu marido já era velho. Desse modo vemos como a influência e o poder não são capazes de nos trazer a felicidade, mas somente a bênção do Senhor.

Eliseu disse à sunamita que, mesmo que parecesse impossível, ela teria um filho. Não achemos que o que Deus diz é demais para nós ou impossível de acontecer. Não duvidemos, nem fiquemos receosos, querendo saber como a bênção acontecerá. Confiemos nEle e deixemos que Ele faça a obra: "Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele o fará" (SL 37:5). A nossa parte é crer e obedecer. O resto é com o Senhor e Ele nunca falha ou deixa de cumprir algo que diz.

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"E concebeu a mulher, e deu à luz um filho, no tempo determinado, no ano seguinte, segundo Eliseu lhe dissera" (2 Rs 4:17)

A Palavra de Deus, por meio de Eliseu, cumpriu-se. Irmãos, o que Deus fala se cumpre, assim como se cumpre aquilo que falamos de acordo com Sua Palavra. Aquilo que falamos, de acordo com a Palavra de Deus, o Senhor confirma.

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"E chamou a seu marido, e disse: Manda-me já um dos moços, e uma das jumentas, para que eu corra ao homem de Deus, e volte. E disse ele: Por que vais a ele hoje? Não é lua nova nem sábado. E ela disse: Tudo vai bem" (2 Rs 4:22-23)

Quando a sunamita foi falar ao seu marido, deixou seu filho morto dentro do quarto do homem de Deus, sendo que até ele morrer tinha ficado sentado sobre os seus joelhos. Nesses dois versículos temos algumas lições importantes. A mulher foi procurar a pessoa certa. Apesar da dor de ter perdido seu filho, de ela ter ficado horas em agonia com ele e de ele ter morrido em seu colo, ela não ficou se lamentando, chorando, gritando, mas foi procurar aquele que poderia ajudá-la: o homem de Deus. Hoje nós podemos ir diretamente à presença de Deus. Claro que a união de fé, através da oração e da comunhão com os irmãos, é importante, mas devemos nos apegar a Deus, pois É ele quem faz todas as coisas e, por mais que alguém concorde em oração conosco, é pela mão dEle que se opera o milagre.

Prestemos atenção à atitude dessa mulher: paremos de ficar nos lamentando e chorando pelos cantos, mas busquemos aquele que resolverá nosso problema: o Senhor. Não fiquemos buscando o socorro do mundo*, mas acheguemo-nos a Deus: "Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno" (HB 4:16).

*Não estou dizendo que não se deva buscar um médico, por exemplo. O que estou dizendo é que há muitas pessoas que colocam sua fé nos recursos humanos, quando sua fé deve estar no Senhor, pois somente Ele pode operar a cura e todas as outras maravilhas. O médico somente pode nos ajudar por que Jesus já morreu na cruz, levando nossas enfermidades (Is 53:4-5). O médico não cura: Ele é usado pelo Senhor para que Sua glória se manifeste e o milagre aconteça. O que nos curou verdadeiramente foi o sacrífico de Jesus na cruz do Calvário e todos devem ter isso bem claro em suas mentes.

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"Então albardou a jumenta, e disse ao seu servo: Guia e anda, e não te detenhas no caminhar, senão quando eu to disser" (2 Rs 4:24)

Outra coisa importante que devemos observar: não se deter no caminhar. Há pessoas que têm um objetivo, até mesmo uma promessa do Senhor, mas se detêm no caminho, parando a cada distração que o inimigo coloca em seu caminho, cedendo a cada tentação e se desesperando a cada dificuldade. Não nos detenhamos no caminhar. Fechemos a porta atrás de nós e não prestemos atenção aos obstáculos que o inimigo colocar à nossa frente, mas sigamos firmes para o nosso alvo.

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"Partiu ela, pois, e foi ao homem de Deus, ao monte Carmelo; e sucedeu que, vendo-a o homem de Deus de longe, disse a Geazi, seu servo: Eis aí a sunamita. Agora, pois, corre-lhe ao encontro e dize-lhe: Vai bem contigo? Vai bem com teu marido? Vai bem com teu filho? E ela disse: Vai bem" (2 Rs 4:25-26)

Alguns podem dizer que a sunamita mentiu, já que as coisas não iam bem. Contudo, a questão é que ela não tinha de ficar se lamentando para todo mundo, nem ficar contando seus problemas a todo mundo. O que ela tinha de fazer é ir direto àquele que a ajudaria.

Quando temos um problema, em vez de ficarmos espalhando para todos, busquemos ao Senhor e, se for o caso, peçamos que algum irmão em Cristo concorde conosco em oração, mas sem ficarmos nos lamentando e anunciando nosso sofrimento a todo mundo, uma vez que quando fazemos isso estamos glorificando o nome do diabo, exaltando sua capacidade de nos fazer sofrer. Aliás, para aquele que serve a Deus tudo sempre vai bem, pois mesmo em meio às dificuldades sabe que Deus não o desamparará e que ele vencerá a batalha, em Nome de Jesus, já que sobre todas as coisas somos mais que vencedores por Aquele que nos amou (RM 8:37).

Outra coisa importante: a fé da sunamita. Ora, ela não teria agido dessa maneira, tendo deixado o filho morto em casa e ido até o homem de Deus, se não achasse que algo aconteceria. Irmãos, ajamos com fé e tenhamos a certeza de que Deus responderá nossa oração e nos honrará. Porém, se agirmos por agir, com dúvida ou sem crermos que Deus realmente fará a parte dEle, nada acontecerá.

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"Chegando ela, pois, ao homem de Deus, ao monte, pegou nos seus pés; mas chegou Geazi para retirá-la; disse porém o homem de Deus: Deixa-a, porque a sua alma está triste de amargura, e o Senhor me encobriu, e não me manifestou" (2 Rs 4:27)

Eliseu reconheceu que a sunamita estava em amargura. Ora, se ele reconheceu, Deus também reconhece. Nunca achemos que Deus nos esqueceu ou que Ele não está vendo nosso sofrimento, pois Ele vê e Se compadece. A questão é que muitas vezes nos rebelamos, não O obedecemos, não O servimos, afastamo-nos dEle e, dessa forma, não damos as condições necessárias para o Pai agir em nosso favor.

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"E ele disse a Geazi: Cinge os teus lombos, toma o meu bordão na tua mão, e vai; se encontrares alguém não o saúdes, e se alguém te saudar, não lhe respondas; e põe o meu bordão sobre o rosto do menino" (2 Rs 4:29)

Mais uma vez vemos aqui a necessidade de não nos determos, ou seja, de não nos distrairmos, mas sim de ficarmos firmes na presença do Senhor e caminharmos firmemente em direção ao nosso alvo.

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"Porém disse a mãe do menino: Vive o Senhor, e vive a tua alma, que não te hei de deixar. Então ele se levantou, e a seguiu" (2 Rs 4:30)

A mulher não deixaria Eliseu, assim como Jacó não deixou que o anjo fosse embora antes de abençoá-lo (GN 32:26). Irmãos, há pessoas que perdem a bênção por desistirem, por não lutarem mais por aquilo que querem. Não desistamos, não abramos mão daquilo que Deus já disse ser nosso. O inimigo criará uma série de situações para nos fazer desistir, mostrando-nos uma série de dificuldades. Contudo, nada pode tirar a herança dos filhos de Deus. Creiamos em Deus e sejamos determinados em obedecê-lO e tomar posse de todas as nossas bênçãos, em Nome de Jesus.

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"E Geazi passou adiante deles, e pôs o bordão sobre o rosto do menino; porém não havia nele voz nem sentido; e voltou a encontrar-se com ele, e lhe trouxe aviso, dizendo: O menino não despertou" (2 Rs 4:31)

Irmãos, o bordão não fez com que o menino revivesse. Nos próximos versículos entenderemos o por que o menino não reviveu nesse momento.

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"E, chegando Eliseu àquela casa, eis que o menino jazia morto sobre a sua cama. Então entrou ele, e fechou a porta sobre eles ambos, e orou ao Senhor" (2 Rs 4:32-33)

Irmãos, vemos aqui que Eliseu foi ao menino e orou ao Senhor. Talvez Eliseu tivesse mandado Geazi antes para nos mostrar que muitas vezes não adianta nós mandarmos outras pessoas lutarem por nós, mas nós devemos entrar na batalha. Irmãos, Eliseu teve de ir ele mesmo ao menino. Entremos na batalha, em Nome do Senhor, e tenhamos certeza da vitória. Além disso, vemos uma atitude essencial: Eliseu orou. Precisamos entrar na batalha preparados e sempre clamarmos ao Senhor, pois a oração nos coloca em contato com o Senhor e a oração do justo é poderosa em seus efeitos (TG 5:16).

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"E subiu à cama e deitou-se sobre o menino, e, pondo a sua boca sobre a boca dele, e os seus olhos sobre os olhos dele, e as suas mãos sobre as mãos dele, se estendeu sobre ele; e a carne do menino aqueceu.

Depois desceu, e andou naquela casa de uma parte para a outra, e tornou a subir, e se estendeu sobre ele, então o menino espirrou sete vezes, e abriu os olhos" (2 Rs 4:34-35)

Vemos aqui que o procedimento mudou e Eliseu teve sua oração atendida. Muitas vezes o Senhor pode mandar que mudemos nosso posicionamento e nossa atitude com relação a determinadas coisas e, caso Ele mande, devemos ouvir e obedecer, pois essa será uma grande fonte de bênçãos.

Além disso, o cajado não fez com que o menino acordasse, mas a presença do servo de Deus, sim. Entendamos: o que fez o menino reviver não foi a presença de Eliseu, mas a unção que estava sobre ele e o agir de Deus em resposta à sua oração. Interessante lembrarmo-nos de que, quando Eliseu enviou a Geazi, esse último não orou.

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"Então chamou a Geazi, e disse: Chama esta sunamita. E chamou-a, e veio a ele. E disse ele: Toma o teu filho. E entrou ela, e se prostrou a seus pés, e se inclinou à terra; e tomou o seu filho e saiu" (2 Rs 4:36-37)

Irmãos, creio que Eliseu tenha ficado muito feliz em entregar o filho vivo à sunamita e ver sua alegria. Da mesma forma, Deus fica feliz em nos abençoar, em ver nossa alegria ao recebermos a bênção que tanto esperamos ou então em sermos surpreendidos com a bênção do Senhor.

Deixemos que Ele aja em nossa vida e nos abençoe, por que essa é a vontade dEle, inclusive por que nossa vitória glorifica o Seu Nome (JO 15:8).

Vemos também que Deus nã faz acepção de pessoas (RM 2:11). Ele já havia usado Elias para ressuscitar o filho de uma viúva e agora estava usando Eliseu para ressuscitar o filho da sunamita. Deus não faz diferença entre as pessoas: Deus usa todos aqueles que estão dispostos a servi-lO e a serem usados por Ele para abençoar os outros.

Assim como Elias, Eliseu estava dando fruto, sendo usado pelo Senhor para abençoar outras vidas e isso testifica que o Senhor está conosco: devemos sempre viver os sinais e as maravilhas do Senhor, a fim de que creiam que somente o Deus Todo-Poderoso pode realizar as obras que virem realizadas em nossa vida e através de nós. Lembremo-nos sempre de que, ao verem os milagres realizados através dos discípulos, muitos criam no Senhor. Como exemplo disso, temos o episódio em que Pedro foi usado por Deus para ressuscitar Dorcas: "Mas Pedro, fazendo sair a todos, pôs-se de joelhos e orou: e, voltando-se para o corpo, disse: Tabita, levanta-te. E ela abriu os olhos, e, vendo a Pedro, assentou-se. E ele, dando-lhe a mão, a levantou e, chamando os santos e as viúvas, apresentou-lha viva. E foi isto notório por toda a Jope, e muitos creram no Senhor" (AT 9:40-42). Muitos somente creem quando veem os milagres acontecendo e aquele que serve a Deus precisa testificar do poder do Senhor*. Lembremo-nos sempre de que quando somos abençoados não está em jogo somente nossa felicidade, mas o testemunho que esse milagre será aos olhos dos outros, fazendo com que muitos creiam que somente Deus poderia ter realizado aquela obra de um modo tão grandioso.

Além disso, vemos a gratidão da sunamita. Mais uma vez: sejamos gratos ao Senhor por Suas bênçãos derramadas sobre nós. Certa vez, Jesus curou dez leprosos, mas somente um deles voltou ao Senhor: "E um deles, vendo que estava são, voltou glorificando a Deus em alta voz; E caiu aos seus pés, com o rosto em terra, dando-lhe graças; e este era samaritano. E, respondendo Jesus, disse: Não foram dez os limpos? E onde estão os nove? Não houve quem voltasse para dar glória a Deus senão este estrangeiro?" (LC 17:15-18). Irmãos, sejamos sempre gratos e glorifiquemos ao Nome do Senhor pela bênção, pois ela servirá também como um grande testemunho que fará com que muita gente creia. Além disso, aquele que voltou ouviu do Senhor: "E disse-lhe: Levanta-te, e vai; a tua fé te salvou" (LC 17:19). Sejamos gratos a Deus. Sejamos como aquele leproso que voltou.

*Não entendamos errado. Jesus reprovou Tomé por não ter crido antes de ver (JO 20:29) por que Tomé conhecia a Jesus e sabia do Seu poder. Aqueles que já conhecem a Jesus não podem viver no "ver para crer", mas sim no "crer para ver". Devemos andar por fé e não por vista (II Co 5:7). Contudo, aqueles que não creem, que não servem a Deus, muitas vezes creem por verem a obra realizada na vida de alguém.

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"E, voltando Eliseu a Gilgal, havia fome naquela terra, e os filhos dos profetas estavam assentados na sua presença; e disse ao seu servo: Põe a panela grande ao lume, e faze um caldo de ervas para os filhos dos profetas." (2 Rs 4:38)

Mesmo em meio à fome, Deus proveu para que Eliseu e os que estavam com ele tivessem o que comer, assim como Deus supriu as necessidades de Elias em seu ministério, quando também houve um período de fome. Mais uma vez: Deus não faz acepção de pessoas (RM 2:11). Se Ele supriu as necessidades de Elias e de Eliseu, suprirá as nossas, mesmo em meio à dificuldade, em Nome de Jesus.

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"Então um deles saiu ao campo a apanhar ervas, e achou uma parra brava, e colheu dela enchendo a sua capa de colocíntidas; e veio, e as cortou na panela do caldo; porque não as conheciam" (2 Rs 4:39)

Irmãos, o motivo pelo qual essa erva venenosa foi cozida é bem claro: por que não as conheciam. Irmãos, Deus disse que Seu povo foi destruído por que faltou conhecimento (Os 4:6). Precisamos conhecer a Palavra do Senhor, conhecer aquilo que é certo e que é errado a fim de sabermos o que Deus desaprova e respondermos "não" às ofertas do diabo. Se não soubermos aquilo que Deus reprova, como recusaremos? Antes, aceitaremos, achando que está certo. E não achemos que podemos escolher viver acomodados, escolher viver sem conhecimento, pecando à vontade e depois dizer: "Ah, mas eu não sabia que estava errado". Deus conhece nosso coração e não terá quem agir dessa maneira como inocente.

Também precisamos estar sempre na presença do Senhor, cheios do Espírito Santo, a fim de reconhecermos as armadilhas do inimigo e fugirmos delas. Lembremo-nos de que o diabo se transfigura em anjo de luz (2 Co 11:14) e, se não estivermos cheios do Espírito Santo, não teremos discernimento para reconhecer as artimanhas do inimigo e cairemos nas armadilhas malignas.

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"Assim deram de comer para os homens. E sucedeu que, comendo eles daquele caldo, clamaram e disseram: Homem de Deus, há morte na panela. Não puderam comer. Porém ele disse: Trazei farinha. E deitou-a na panela, e disse: Dai de comer ao povo. E já não havia mal nenhum na panela" (2 Rs 4:40-41)

A ação da pessoa que colheu as parras bravas trouxe morte à panela da qual todos aqueles homens iriam comer. Cuidado, pois nossas atitudes podem trazer morte ou vida àqueles que estão ao nosso redor.

No momento em que perceberam que havia morte na panela, eles clamaram e disseram ao homem de Deus. Irmãos, quando percebermos que estamos em perigo, que o inimigo está nos tentando, que o inimigo está buscando nos tocar ou até mesmo que ele já se levantou contra nós, não percamos tempo: clamemos ao Senhor com fé, pois Ele enviará Seu socorro, assim como usou Eliseu para salvar aqueles homens.

Irmãos, aquele que anda com Deus recebe sabedoria do Senhor para se sair bem nas piores situações, sem que seja destruído pelo mal, e é usado por Ele para abençoar a vida de outros.

Aquele que anda com Deus é usado pelo Senhor para reverter morte em vida nos seus próprios caminhos e nos caminhos dos outros.

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"E um homem veio de Baal-Salisa, e trouxe ao homem de Deus pães das primícias, vinte pães de cevada, e espigas verdes na sua palha, e disse: Dá ao povo, para que coma. Porém seu servo disse: Como hei de pôr isto diante de cem homens? E disse ele: Dá ao povo, para que coma; porque assim diz o Senhor: Comerão, e sobejará" (2 Rs 4:42-43)

Irmãos, vemos aqui que Deus providencia para que as necessidades do Seu povo sejam supridas. Não fiquemos pensando: "Nossa, como isso acontecerá? Como Deus fará a obra?". Deixemos que Ele aja: assim como Ele fez com que aquela quantidade de comida desse para que todos comessem e ainda sobrou, Ele também não deixará que nada nos falte em nenhuma área, desde que creiamos e deixemos que Ele faça a obra.

Vemos outra coisa: as primícias. Sejamos fieis ao Senhor. Há pessoas que podem dizer: "Ah, mas a Palavra diz que mesmo que não somos fieis Ele é, por que não pode negar a Si mesmo*, então tudo bem". Irmãos, Deus reconhece que o homem é passível de erro, mas Ele espera que sejamos fieis a Ele em tudo, até por que, se O buscarmos, Ele nos dará condições de O servir e sermos fieis a Ele. Deus nunca nos mandou fazer algo para o qual Ele não nos capacitasse e, se Ele espera que sejamos fieis a Ele, mesmo sabendo que somos passíveis de erro, Ele nos capacita para não erramos. No caso das primícias, não me refiro somente à parte material, mas também às primícias da nossa adoração, da nossa obediência, do nosso louvor, etc. O Senhor deve estar sempre em primeiro lugar em nossa vida.

* "Se formos infiéis, ele permanece fiel; não pode negar-se a si mesmo" (2 Tm 2:13).

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"Então lhos pôs diante, e comeram e ainda sobrou, conforme a palavra do Senhor" (2 Rs 4:44)

Deus falou que todos comeriam e ainda sobraria e a Palavra que Ele disse se cumpriu. Não temamos e nem duvidemos: nenhuma das boas palavras que o Senhor disse falhou (Js 41:25). Se Ele prometeu algo, não há duvidas de que Ele cumprirá, se O servirmos, dando condições para que Ele opere. Contudo, as advertências do Senhor também se cumprem, caso a pessoa não se arrependa e mude. Portanto, se Ele lhe advertiu a respeito das consequências do seu pecado, arrependa-se, acerte-se com Deus e com quem for necessário e mude de atitude, se não as consequências realmente virão. Ouça a voz de Deus.

Paz a todos.

Caahzita
Enviado por Caahzita em 29/08/2013
Reeditado em 03/09/2013
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