Comentário da Liturgia da Festa de Corpus Christi 


     Na primeira leitura Melquisedec, sacerdote do Deus Altíssimo ofereceu pão e vinho após abençoar Abrão. Ele tornou-se símbolo do Messias, rei e sacerdote. 
     O salmo 109, 4, salmo de Davi ao Messias, Rei e Sacerdote diz: O senhor jurou e não se arrependerá: ”Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque”. São Paulo na carta aos Hebreus7, 1-3 diz que seu nome indica “rei da justiça” e “rei da Paz” e acrescenta que sem pai sem mãe, sem genealogia, a sua vida não tem começo nem fim; comparável sob todos os pontos ao Filho de Deus, permanece sacerdote para sempre. 
     Na 2ª leitura (ICor 11,23-36) São Paulo narra a instituição da Eucaristia por ocasião da ceia com os apóstolos, um pouco antes de ser entregue para o sacrifício na cruz.Sacramento que era chamado pelos antigos de fração do pão. Ele disse fazei isto em minha memória até que eu volte. E a Igreja cumpre o seu mandato ao longo dos tempos na esperança da sua volta, na parusia, ou seja no retorno do senhor. 
     Os sacerdotes atualizam diariamente no mundo inteiro este sacrifício na Santa Missa com a transubstanciação. Como Jesus eles tomam o pão, dão graças e dizem: Isto é o meu corpo, tomai e comei, e em seguida o cálice e dizem isto é meu sangue, tomai e bebei. Todo aquele que recebe a Eucaristia recebe a vida sobrenatural. 
     É Jesus que, como anfitrião amoroso, acolhe seu povo e se doa, no banquete eucarístico, como alimento, no milagre do amor. 
     O diálogo entre Jesus e os discípulos nos primeiros versículos do texto do Evangelho de Lucas para hoje (9, 11-17) nos mostra a impotência humana e o poder de Jesus. A solução para eles era despedir o povo faminto, afastando-o de Jesus. 
     A ação de Jesus multiplicando os pães depois de abençoá-los é prenuncio da Eucaristia. E com sua maneira de agir permitiu que o povo se organizasse sob a orientação dos discípulos como comensais de um banquete, recebessem a bênção como transmissão de fecundidade e recebessem a lição da partilha. Quando se fraciona o pão ele se multiplica, sacia a fome de todos e ainda sobra .É o milagre do amor. 
     Por amor Jesus quis permanecer entre nós, nos alimentando, nos fortalecendo na caminhada diária. 
     Jesus na sua humildade se fez pequeno, se esconde no pão e nos aguarda no sacrário, símbolo do ventre de Maria, onde repousa como durante os 9 meses de gestação.



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