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OS DOIS FILHOS



Estou pensando na história,
Que Lucas certa tarde me contou,
Um pai tinha dois filhos,
Os quais ele muito amou.

Era uma família querida,
Possuía muitos bens eram de fé e coragem,
Pelo trabalho diário na vinha,
Pessoas tementes, dignos de homenagem.

Certo dia o filho mais novo,
Cheio de ansiedade anunciou,
Pai me dá a parte, aquela que me cabe,
Como herança, irei pra novas terras, cheio de esperança.

O pai que amava muito os seus filhos,
Não reclamou, dividiu os bens,
E a parte do filho, ele lhe entregou,
Com muita tristeza e dor.

Partiu para uma cidade distante,
Foi viver outras verdades,
Que ele julgava ser,
Uma vida de felicidade.

Muitas festas,
Orgias e mulheres,
Amigos e bebedeiras,
Todo dinheiro rolava de qualquer maneira.

Com essa vida desenfreada,
O rapaz fica puro, sem nada,
Sozinho, amargurado, horrível sensação,
Procura emprego, e pede que lhe estendam as mãos.


Foi tratar de uma manada de porcos,
Passou frio, passou fome, sente abandonado,
Até a lavagem dos suínos comeu,
Lembra de sua casa, dos empregados,
Chora ao recordar quando era pelo pai sustentado.


Para piorar, uma grande seca,
Naquela região aconteceu,
Aumenta a necessidade,
Sua recordação prevaleceu.

Voltarei para meu pai,
Pedirei perdão, serei delicado,
Vou ajoelhar aos seus pés,
Meu pai me aceita como um de seus empregados.

Enquanto ele pensava,
Parecia que seu pai lhe escutava,
Ainda bem de longe ele observou,
Que o pai vinha ao teu encontro.

Chegando, lhe abraçou,
A voz do rapaz se calou,
E o pai começa a chorar primeiro,
E o filho cai em si, sente o amor verdadeiro!
 
Ouve quando o pai disse aos empregados:
Meu filho estava morto, e agora vive,
Coloquem música, mate um novilho,
Veste-lhe túnica de seda e calça-lhe sandália.

Neste momento, da janela,
Avista o irmão mais velho,
Do trabalho ele chegava,
Percebeu quando ele indagava.

Para que essa música tão alta?
Churrascos e vinhos...
O que aconteceu?
Um dos empregados lhe respondeu:

Seu irmão voltou!
Uma grande festa,
Seu pai,
Para ele preparou.

Ah! Meu pai! Meu pai!
Acho que estou com ciúme,
De ti, nunca para mim preparou,
Pelo menos uma festinha, e eu muito que lhe sirvo.

Esse ai, que muito de seu dinheiro esbanjou,
Prepara-lhe uma festa, e um garrote matou,
Recebe com abraços e beijos;
Papai bem nos meus olhos fitou!

Filho, filho meu!
Tudo que tenho e seu,
E você estas sempre comigo,
Mas teu irmão tornou a viver,
Estava perdido.
Sabe filho agora posso morrer,
Vocês são para mim,
Os sentimentos mais lindos!






Alci Santos Vivas Amado
Enviado por Alci Santos Vivas Amado em 11/09/2007
Código do texto: T648303

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Sobre o autor
Alci Santos Vivas Amado
Mimoso do Sul - Espírito Santo - Brasil, 72 anos
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Alci Santos Vivas Amado