TEOFANIA

Imerso em suas reflexões, o agnóstico fazia interrogações,

Quem sou, de onde vim, que faço aqui, para onde eu vou?

A racionalidade, na sua inquietude pergunta, e quer saber,

Insiste nas suas profundas reflexões, com toda obstinação.

Afinal, qual o sentido desta existência efêmera e complexa?

Onde a humanidade se esgota na vã corrida atrás do vento,

Deixando pelo caminho esse rastro cruel da sua insanidade,

Na devastação da biodiversidade e também da própria vida.

Eis que, súbito, se lhe abrem todos os portais do Universo,

E ele contempla no seu grande Coração a Glória da sua Luz,

Dispostos em cruz ele viu vinte e quatro Príncipes Angélicos,

Os quatro Querubins guardam o Átrio do Santo dos Santos.

O esplendor do Arco-Íris envolve o glorioso Carrossel Divino,

Em cada braço da cruz, estão seus seis Príncipes Angélicos,

E eles ocupam todos os domicílios no comando das Legiões,

Deus tudo abraça, e todos lhe dão Graças; Ele é o Universo.

Tudo está n’Ele e Ele está em tudo, e d’Ele nada se esconde,

Ele é o Uno, onde o Pai, o Filho, e Espírito Santo são unidos,

Mas a solidão, por esse conhecimento será a sua companhia,

Para o “logos” da razão é um absurdo o “sophos” do Espírito.

E você? Você é energia, veio da energia e volta para a energia,

Logo depois de ser reciclado ou para a Luz ou para as Trevas,

“Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”

Agora lhe compete insistir nas reflexões, com toda obstinação.

Edgar Alexandroni
Enviado por Edgar Alexandroni em 29/09/2020
Reeditado em 10/10/2020
Código do texto: T7075417
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