Homilia do Domingo de Páscoa (Jo 20,1-9)(31/3/24)

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1. Caríssimos irmãos e irmãs, a Igreja hoje celebra solenemente a Ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus vivo. Ora, para nós essa se constitui a maior de todas as graças tendo em vista que a morte se apresentava como que invencível, uma vez que já nascemos morrendo e quando morremos só ficam as lembranças que, na verdade, se apagam com o tempo. 

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2. Todavia, nesse dia em que solenemente celebramos a Ressurreição do Senhor Jesus, a sua morte de cruz é o sinal de que Deus é invencível ainda que aos olhos daqueles que o crucificaram pareça morto. No entanto, como Ele havia anunciado: "O Pai me ama, porque dou a minha vida para a retomar. Ninguém a tira de mim, mas eu a dou de mim mesmo e tenho o poder de a dar, como tenho o poder de a reassumir. Tal é a ordem que recebi de meu Pai." (Jo 10,17-18).

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3. No Evangelho de hoje Maria Madalena vai ao túmulo do Senhor ainda de madrugada, mas não o encontra, por isso, vai correndo ao encontro dos Apóstolos e lhes diz: “Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram”. (Jo 20,2b). "De fato, eles ainda não tinham compreendido a Escritura, segundo a qual Cristo devia ressuscitar dos mortos." (Jo 20,9).

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4. Com efeito, a ressurreição do Senhor Jesus, é para nós o primeiro dia da nossa eternidade, uma vez que o Senhor nos faz ressuscitar com Ele para a vida eterna mesmo que estejamos ainda no tempo. E isso se dá mediante o nosso batismo que significa morrer e ressuscitar com Cristo.

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5. Bem como nos ensina São Paulo: "Ou ignorais que todos os que fomos batizados em Jesus Cristo, fomos batizados na sua morte? Fomos, pois, sepultados com ele na sua morte pelo batismo para que, como Cristo ressurgiu dos mortos pela glória do Pai, assim nós também vivamos uma vida nova." (Rm 6,3-4).

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6. E disse ele ainda: "Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim. A minha vida presente, na carne, eu a vivo na fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim." (Gl 2,20). Perguntemo-nos, então: como conviver com o Senhor ressuscitado e testemunha-lo?

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7. De fato, comungar Jesus ressuscitado presente realmente na Santa Eucaristia é ser um só como Ele em todos os sentidos da nossa vida, por isso, tudo o que é do Senhor é também nosso; pois, não viver essa dimensão da nossa fé, é permanecer ainda na morte, é não ressuscitar com Ele. 

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8. Portanto, caríssimos, viver a fé na ressurreição e conviver com Cristo ressuscitado para testemunha-lo, é sem dúvida alguma a nossa missão neste mundo; sem isso não compreendemos que Ele está vivo no meio de nós e caminha conosco para fazermos em tudo a vontade do Pai.

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Uma Santa e Feliz Páscoa do Senhor Jesus para todos.

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Paz e Bem!

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Frei Fernando Maria OFMConv.