6ª feira da Semana santa

Isaías52,13—53,12; Sl30; Heb4,14-16;5,7-9;Jo18,1.19-42

 

Terminado o longo discurso começa de novo a ação que desta vez é a paixão. O primeiro gesto é “sair”, e é a última saída pessoal daquele que saiu do Pai.

 O primeiro episódio é a prisão no horto. O segundo episódio é o interrogatório. Traz encaixada outra cena, para produzir efeito de simultaneidade e de forte contraste. Enquanto Jesus se refere ao seu ensinamento público, Pedro nega ser seu discípulo, com a fórmula  significativa e reiterada”não o sou”.

Não há acusações, mas apenas perguntas sobre pontos que podiam ser perigosos no terreno político e no religioso, particularmente considerando fatos recentes. A resposta de Jesus apela ao caráter público do seu ensinamento: um conspirador não atua à luz do dia.

Acossado pela perguntas Pedro nega três vezes ser discípulo de Jesus antes que o galo cante e assim se cumpre a predição de Jesus.

Pilatos busca uma escapatória que ponha em apuros os judeus e os faça desistir do intento. Pretende indultar um inocente depois da declaração que não é culpado; propõe trocar Jesus por Barrabás, um salteador preso O povo instigado pelas autoridades exige a norte de Jesus e grita “Crucifica-o, crucifica-o”.

Jesus é proclamado inocente, várias vezes É o Servo Sofredor açoitado e escarnecido (quarto cântico do Servo: Paixão e glória) e enfim condenado à morte.

Jesus Sumo-Sacerdote passou pelas mesmas provações que nós homens condenados(2ªleitura): carrega a cruz, cai três vezes, é ajudado pelo Simão cirineu para chegar ao local da crucificação com vida.. E crucificado entre dois ladrões. Jesus na cruz é o rei que começa a distribuir dons: sua túnica e vestes, um filho para uma mãe (João) e uma mãe para um filho(Maria-sua mãe), seu alento ou vida ou espírito, seu sangue e água.

O Filho cumpriu o encargo designado pelo Pai. Sua morte é  entrega do seu último alento, com ele sua vida, com ela o Espírito.Seu último grito é de triunfo.

Enquanto esteve suspenso na cruz antes de morrer disse “Em vossas mãos entrego meu espírito”.Antes perdoou a todos dizendo:”Pai, perdoai-lhes por que não Sabem o que fazem “

Quebrar as pernas tinha por finalidade acelerar a morte. Mas para que o golpe da lança? Para certificar-se da morte, pensam alguns A morte certa . Da morte brota a vida e cumpriu-se a Escritura.

Jesus é o cordeiro da nova páscoa. O Cadáver de Jesus não é jogado à vala comum dos sentenciados nem abandonado às feras, mas recebe honrosa sepultura num sepulcro novo. Pelas mãos de José Nicodemos a Igreja começa a honrar a morte de Jesus.

Jesus nessa primeira vinda não veio para julgar, mas para salvar.

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