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Sobrevivência

A poesia não é o que sinto
pela manhã,
depois de uma noite de amor
ou após uma palavra de despedida
um adeus
um nunca mais.

Poesia é o que vejo todo tempo
quando no tempo de menino
no campinho da rua
na poça de lama tão rara.

Poeta é um ser que desaprendeu
a enxergar as coisas sem graça
para ver mais cor no lixo,
na traça
naquilo que desimporta aos homens
comuns
como o que se vende na praça.

Um poema tem tanto valor
que nenhum preço,
nenhuma cifra,
nenhuma editora, editor, comprador
pode um dia pagar com dinheiro.
Me dê um perfume de sol,
desses que se colhe perto do rio Corda,

Acorda, o rio é poesia
não porque o poeta diz
é, porque  poesia nasce do fundo da terra
ou do fundo do coração do homem.
Dos lençóis freáticos,
das artérias pulsantes,
do ser sem freios e forte
Quando encontra a própria sorte,
em dois versos sem métrica
no muro da cidade que dorme,
mas respira.

A poesia ainda é viva,
ainda vive o poeta.
Ainda há esperança,
ainda que tímida,
que pouca,
que rouca.
que droga!

A poesia é mais do que moda,
é a vida que esperar para nascer
das pedras pisadas pelo homem.
Ricardo Milhomem
Enviado por Ricardo Milhomem em 08/01/2018
Código do texto: T6220286
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Ricardo Milhomem
Barra do Corda - Maranhão - Brasil, 28 anos
17 textos (304 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 27/09/20 10:14)
Ricardo Milhomem