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Paranoia

                   Escrevo sobre o berro do meu silêncio, motivo d' eu dedicar esse conto a paranoia prescrita em cada medicamento receitado para conter os bichos que vagam na madrugada dentro das quatro paredes escuras de meu zoológico prisional. Em síntese, dedico este conto a minha essência.

Naturalidade

                   Havia chiclete mascado na fruta amarelinha, biquei e os bicos colaram um no outro; pura sorte, pois poderia ser cerol cortante.

      Tinha acabado de fugir das pedras jogadas por estilingues impiedosos. Estou vivo, com as cordas vocais fazendo arruaça; e é o que importa. Encaro com naturalidade essas coisas de cidade grande.


Sermão Desnecessário

                     Preocupada com o horário que passava das 5h da manhã, sua mãe, evangélica fervorosa foi ao quarto e a encontrou dedilhando a tela do celular e respondendo as mensagens. Irritada, falou em alros brados: "em vez de ler a bíblia e a bula da pílula do dia seguinte para se prevenir da maldição do iníquo, fica fuçando essa porcaria a noite inteira".
          Incontinenti, a filha puxou da bolsa o remédio e jogou na cara da mãe: " essa velha rabugenta não sabe o que fala". - rosnou entre os dentes.
- vou voltar para pegar a bula que joguei no caminho. - vociferando, completou. Pedindo mil desculpas pela descompostura precipitada, a mãe retornou ao seu aposento aliviada pela sabedoria e discernimento da filha adolescente. Como recompensa, aumentaria sua mesada; com isto, traria à tona a paz e a harmonia, atributos tão habitual entre os habitantes daquele lar.
- Louvado seja o Senhor, o nosso mestre de luz. Que Deus Pai Poderoso ilumine, continue dando sabedoria à minha filha e nos guie, sempre! Amém!

Série Pequeno Conto que conta Grandes Lições
 
Mutável Gambiarreiro
Enviado por Mutável Gambiarreiro em 22/09/2018
Reeditado em 05/10/2018
Código do texto: T6456411
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Mutável Gambiarreiro
Jegue é - Tovuz - Azerbaijão
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