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RP - O CASAMENTO DE BETO LAGE - PARTE 4


                         O CASAMENTO DE BETO LAGE
                                           PARTE IV

                                    Beto se cala. Humberto Lage olha para o filho, vendo a situação piorar, e para o carro uma esquina antes de chegar perto da casa dela.
- Isso é verdade, Beto?
- Não sei, pai. Eu não vi nada obviamente. É a palavra dela contra a dele que não está nem aqui pra se defender. Só sei que, se eu fosse você, Janete, deixaria o Wagner em paz. Fica na sua e esquece isso. Você só vai estragar sua vida.
- Esquecer? Como é que se esquece de uma coisa dessas, Beto? Ele vai ter que se casar comigo. E vai se casar... nem que seja no inferno!
   Beto e o pai se olham.
- Vocês jovens são todos uns malucos, sabia? - diz Humberto. – Ainda bem que você já está casado.
   Humberto leva o carro até a frente da casa de Janete e entra com a moça na intenção de explicar a sua avó que a trouxe em casa porque ela se sentiu mal, mas logo que coloca o pé para dentro da porta, Janete começa de novo a chorar e fazer escândalo. Abraça-se com a avó. Dona Joana se assusta ao ver a neta naquele estado.
- O que foi que houve, filha?
  Humberto vai abrir a boca para se explicar, mas a moça se antecipa.
- O Wagner me bateu, vovó!
   Dona Joana afasta a neta de si surpresa e a olha nos olhos, afastando os cabelos de seus olhos.
- Ele fez o quê?
- D. Joana, ele não fez nada disso... Nós podemos explicar...
- Vocês não têm nada a ver com isso, diz Janete. – Podem ir embora. Obrigada por terem me trazido. Desculpe por eu ter estragado sua festa de casamento, Beto. Eu não queria fazer isso...
- Bem, se é assim... diz Humberto. – Eu tenho convidados esperando por mim na minha casa. Você vai ficar, filho?
- Vou, diz o rapaz, olhando sério para Janete.
- Vai com ele, Beto, diz ela. – É seu casamento.
- Eu já estou casado. A festa é pros convidados. Eu ainda tenho que conversar com a sua avó.
  Humberto pede licença e sai.
- O que aconteceu, Beto? - Joana pergunta ainda abraçada à neta.
- Na verdade eu não vi muita coisa, dona Joana, mas qualquer coisa que a sua neta diga a respeito do Wagner, bem... a culpa não é só dele.
- Vá embora, Beto, Janete pede.
- Fique quieta! - dona Joana diz, enérgica.
    Janete se cala e se afasta da avó.
- Vá para o seu quarto e só saia de lá quando eu mandar.
   A moça obedece, mas lança um olhar zangado para Beto antes de sair da sala.
- Sente-se, filho.
- Não precisa, dona Joana. Eu só queria dizer que... o Wagner não fez nada do que...
- Essa menina não tem mais jeito, filho. Persegue esse rapaz como se ele fosse o único homem da face da terra. Eu não sei mais o que fazer.
- Eu conheço os dois há muito tempo, a senhora sabe. Tenho certeza de que o Wagner nunca teve intenção de fato de enganar a Janete. Ela que colocou na cabeça que eles eram namorados, mas ele nunca confirmou isso pra ela. Como ele era livre, deixou ela pensar assim. Ele é homem, a senhora sabe como é isso...
- Sei... Ela disse que ele... fez mal a ela. Você sabe de alguma coisa a respeito?
   Beto se cala inicialmente, mas responde:
- Não sei, dona Joana. Isso é uma coisa muito delicada pra eu afirmar ou negar. A senhora vai ter que perguntar isso diretamente pra ele. Só sei que agora ele está apaixonado de verdade por outra garota. A Janete não se conforma com isso. Ela foi ao meu casamento na intenção mesmo que provocá-lo e conseguiu. Eles discutiram lá...
- E ele bateu mesmo nela como ela disse?
- Também não sei. Eu não vi nada, mas também não vejo o Wagner fazendo isso. Não vejo essa atitude em ninguém da família Valle. A senhora também conhece a família toda...
- Tem acontecido muita coisa estranha com essa família. Só o fato do doutor Cláudio ter saído da cidade como saiu, depois de ter engravidado a filha do doutor Jairo Telles... Parece fim de mundo.
- É, mas tem muita coisa nesse mundo que a gente não pode explicar. Eu só posso falar do que eu vejo perto de mim. O Wagner é um moleque de vez em quando, mas ele gostava minimamente da Janete, mas só como amiga.
   Joana fica pensativa por um momento.
- Vamos esquecer isso tudo. Eu já não confio em muita coisa que a minha neta diz. Apesar de ter minhas restrições a respeito desse menino Wagner, não tenho intenção de entrar em atrito com o pai e a madrasta dele. Eu gosto da dona Magda e das filhas dela. Aliás... eu não quero entrar em atrito com ninguém. Já não tenho mais idade pra isso. Volte para a sua festa, filho. Eu me entendo com minha neta.
- Eu sinto muito pelo que aconteceu... sinceramente.
- Não mais do que eu. Parabéns pelo casamento. Beije sua mulher por mim.
- Obrigado, dona Joana.
   Depois que Beto vai embora, Joana entra no quarto da neta. Ela havia ouvido toda conversa por trás da porta.


               RETORNO AO PARAÍSO – O CASAMENTO DE BETO LAGE
                                                  PARTE 4

                             OBRIGADA POR SONHAR COMIGO!
                                              BOA TARDE!
                             DEUS NOS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Velucy
Enviado por Velucy em 09/06/2018
Código do texto: T6359721
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Velucy
São Paulo - São Paulo - Brasil
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