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RP - RETORNO... - PARTE 16


                                          RETORNO...
                                           PARTE XVI

                                               Wagner se levanta da mesa.
- Se me dão licença...
- Aonde você vai? - Cláudio pergunta.
- Pra biblioteca. Vou ligar pra Londres.
- A essa hora? Devem estar todos dormindo lá.
- Não estão, ele diz, consultando o relógio de pulso. - Lá são... onze horas. A Linda deve estar acordada ainda. Preciso falar com a minha gata. Já venho.
   Mônica também se levanta.
- Se me dão licença, também... já vou me deitar.
- Vá, filha, diz Magda. - Você precisa descansar. O quarto de vocês já está pronto.
  Cláudio segura sua mão.
- Eu também já vou subir...
   Mônica o beija.
- Boa noite, dona Magda.
- Boa noite, filha, Magda diz.
   Depois que ela sobe, Magda olha para Cláudio e pergunta:
- Eu já sei mais ou menos a resposta, mas quero ouvir da sua boca. Essa menina é realmente o que você esperava?
   Cláudio sorri.
- Ela não é mais uma menina. Acho, às vezes, que ela nunca foi, Magda, mas... respondendo a sua pergunta: ela é mais... bem mais do que eu esperava e do que eu conheci. Sem dúvida nenhuma. Eu só tenho medo de não merecê-la e não ser o que ela merece.
- Não diga isso, filho. Se ela está com você é porque você também é o que ela quer. Não duvide disso. Por que você não vai descansar também? Você deve estar cansado.
- Estou... Beija meu pai por mim?
- Sem dúvida... Boa noite, filho.
   Ele se levanta e pega sua mão, beijando-a.
- Boa noite, Magda.
- Você não vai mais me chamar de mãe, não é? Agora você tem a sua...
   Ele sorri e beija seu rosto.
- O sentimento que eu tenho por ela está nascendo agora... o que eu tenho por você não vai  diminuir nunca. Boa noite... mãe.
   Magda sorri.
- Boa noite, filho.
   Cláudio sobe e entra em seu quarto. Mônica já está deitada na cama ainda acordada, esperando por ele. Cláudio se aproxima dela, senta na cama ao seu lado e segura sua mão.
- Demorei?
- Não... Está feliz? - ela pergunta.
- Estou... Mas ainda não sei o que eu estou fazendo aqui de novo... Meu pai conseguiu o que queria da forma mais... sutil. Uma proeza para um vaqueiro chucro.
- Ele não é tão chucro assim... Já esteve na Inglaterra e deve saber de muita coisa. E ele te ama muito...
- Pois é... Mas ele quase meteu o Valter em encrenca...
- Como assim?
- Ele me traria de qualquer jeito. Você acredita que ele tinha intenção de me dopar pra isso?
- Dopar?
- O Valter me contou que ele ia me trazer pra cá à força. Ia me fazer dormir pra me trazer, sem resistência minha.
   Mônica ri.
- Meu Deus!
- Não tem graça, ele diz, sem deixar de rir também. - Eu não sou mais criança, caramba!
- Pra um pai, os filhos são sempre crianças... ela diz, acariciando seu rosto.
   Cláudio olha para a mão dela na sua e respira fundo.
- Essa fazenda foi sempre meu porto seguro, mas eu não posso mais viver aqui... e ele não consegue entender isso.
- Talvez ele entenda, mas não ache justo, como ninguém acha. Infelizmente, só meu pai pensa assim.
- Eu comprei a casa da Karen pra você, lá em São Paulo, pra te deixar segura... e a gente voltou pra cá. Eu acho que ainda não terminou minha história aqui. Eu estou sentindo que... ainda vou ter que enfrentar seu pai e a Tânia pra acabar com o que eu comecei.
- Quem sabe ainda tenha uma esperança e seu pai tenha visto que alguma coisa positiva pode acontecer. Eu confio na intuição dele. Mas, pra começar, você precisa acreditar nisso também.
   Cláudio a beija carinhosamente e levanta.
- Vou tomar um banho.
  Vai até a mochila, apanhando a caixa de comprimidos que Fabrício receitou a ele e destaca um, indo para o banheiro tomá-lo. Olha-se no espelho por um instante, tira a roupa, entrando no box e abrindo o chuveiro, deixando a água cair sobre seu corpo.
   Depois de um banho de dez minutos, ele se enxuga e volta para o quarto, deitando-se ao lado de Mônica, debaixo das cobertas.
   Mônica o beija e desliza as mãos pelo seu peito, encostando-se nele e sentindo suas mãos no corpo dela.
- Está muito cansado pra isso? – ela pergunta sorrindo.
- Nunca... ele responde, beijando sua boca.


                    RETORNO AO PARAÍSO – RETORNO...
                                         PARTE 16

                        OBRIGADA POR SONHAR COMIGO!
                                           BOA TARDE!
                         DEUS NOS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Velucy
Enviado por Velucy em 24/06/2018
Código do texto: T6372494
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Velucy
São Paulo - São Paulo - Brasil
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