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AMANDA III - "TU TE TORNAS RESPONSÁVEL POR AQUILO QUE CATIVAS" IV - PARTE 1

       I – "TU TE TORNAS RESPONSÁVEL POR AQUILO QUE CATIVAS"

             Laila desligou o telefone e começou a chorar sozinha na sala. Antônio apareceu por ali minutos depois, quando ela já tinha enxugado o rosto, e ficou olhando para ela, notando que ela estava ainda jururu, olhando para as mãos unidas no colo.
- Que foi? - ele perguntou.
- Nada! - ela disse, assustando-se ao vê-lo.
- Essa sua cara não me engana, Laila. Que foi? Ligou pro Marco?
   Ela balançou a cabeça, confirmando. Ele sorriu e foi sentar-se a seu lado, passando o braço em volta de seu ombro.
- Você não parece, mas está ficando velha, querida. Eu sabia que o casamento daquele pirralho ia deixar você assim.
- E você não? Você pensa que eu não percebo, quando você fica parado, olhando pro nada, pensativo e triste, quando está sozinho? Você também sente falta dele.
- Como é que ele está? - ele perguntou, desconversando.
- Bem. Eles estão vindo aí, agora. Ele tinha avisado que não ia ligar mesmo, pra gente não ficar preocupado e que tudo estaria bem, mas... foi a semana mais longa da minha vida, Antônio. Se eu não tivesse a Mariana, tinha morrido de saudade...
   Ela recomeçou a chorar e encostou a cabeça no ombro do marido.
- Ah, para com isso, meu bem, ele disse massageando seu ombro. – Se eles estão vindo aí, você não pode estar com cara de velório quando chegarem. Os dois estão felizes e a gente tem que mostrar que está feliz também. Não foi você que me disse, pra relaxar com isso?
   Laila se afastou dele e enxugou o rosto.
- Tem toda razão. Vou ver se a Mariana acordou.
- Vou ficar aí fora esperando por eles. Precisa de alguma coisa?
- Não.
   Antônio saiu e ela foi para o quarto ver Mariana. A garotinha de três meses estava acordada e resmungava sozinha no berço. Laila aproximou-se dela e inclinou-se, retirando a filha de dentro dele.
- Você acordou, meu amor? Adivinhou que o maninho vem vindo aí, não é? Vamos ficar bonitas para recebê-lo, vamos?
   Ela ergueu a filha nos braços e beijou seu rostinho, envolvendo-a com carinho. Trocou a filha e colocou Mariana no moisés, indo com ela para a cozinha, colocando-a sobre a mesa. Começou a preparar bolinhos de chuva para comer com café quando os dois chegassem.

   O Fusca de Teo parou na frente da casa e ele saiu do carro para falar com Antônio que observava a avenida, sentado na varanda, fumando. O rapaz abriu o portão e entrou.
- Boa noite, seo Antônio!
- Boa noite, Teo! Parece que você estava adivinhando.
- O quê? O Marco está aí?
- Não, mas está vindo.
- Poxa, eu vim mesmo perguntar sobre eles. Não quis ligar para lá pra não perturbar, mas aquele panaca deixou a gente na saudade, pô!
- Nem fale! Senta aí!
   Teo sentou no sofá ao lado dele.
- Eu não sabia que o senhor fumava.
- Muito raramente. Fumava mais antes do Marco nascer, depois larguei. Ele mesmo nunca me viu fumar. Já jantou?
- Já. Cheguei do banco, passei em casa, jantei e ia indo pra casa da Cleo, quando resolvi passar aqui, só pra saber daquele amigo da onça. Mas já que ele vem, acho que nem vou até a casa dela. Depois eu ligo avisando. Ela nem foi pra faculdade hoje. Também não viu ele ainda.
- É namoro firme mesmo?
- Sei lá... Acho que é mais um encostando no ombro do outro pra esquecer uma terceira pessoa. O senhor entende, não é?
- Entendo mais ou menos. Só não entendo como um rapaz como você pode sofrer ainda por causa de uma desmiolada como aquela garota, a Lídia.
- Eu também não entendo, seo Antônio. Antes, se ela me pedisse pra voltar com ela, eu era capaz até de aceitar, mas depois dessa história do bebê com o Marco... Ficar grávida do Otávio pra complicar a vida dele!... É o fim da picada!
- É... Uma coisa que não dá certo mesmo é gente sem cabeça e apaixonada.
- Pode crer...

   O Escort de Marco estacionou na calçada diante da garagem, quinze minutos depois, e Amanda saiu primeiro, aproximando-se dos dois, enquanto ele ficou trancando o carro.
   Antônio abraçou a moça com carinho.
- Como vai, minha nora?
- Tudo bem, meu sogro, ela disse sorrindo, beijando seu rosto e demorando o abraço que naquele momento parecia tão gostoso quanto o de seu pai.
   Aproximou-se de Teo e ele levantou a moça do chão com um abraço carinhosamente maluco, beijando seu rosto várias vezes.
- Vamos aproveitar que ele ainda está longe, falou Teo em voz baixa, brincando. – Como vai, minha gata favorita? Aquele sacana me roubou você mesmo, hein?
   Marco se aproximou deles e Teo olhou para ele com cara de poucos amigos totalmente fingida e armou os punhos.
- Vai reclamar, meu?
- A gente conversa mais tarde, panaca.
   Passou por Teo e foi abraçar o pai, beijando seu rosto com ternura.
- Tudo bem, pai?
- Tudo. E você?
- Melhor, impossível.
   Voltou-se para Teo e o abraçou forte e demoradamente.
- Sentiu saudade, amor? - Teo brincou, acariciando seu cabelo.
   Marco apenas riu e perguntou:
- Não vi a tua namorada na faculdade, hoje. Você já está trancando ela em casa, troglodita?
- A gente foi pra praia ontem, eu, ela e mãe dela e a Cleo estava cansada. Não foi por isso.
- Hum... Por isso, você está queimadinho assim, bem?
   Marco passou a mão pelo rosto dele e Teo bateu em sua mão. O rapaz riu e pegou a mão de Amanda.


             "TU TE TORNAS RESPONSÁVEL POR AQUILO QUE CATIVAS"
                                                 PARTE I

                                       DEUS ABENÇOE A TODOS
                                                   OBRIGADA!
Velucy
Enviado por Velucy em 13/11/2018
Código do texto: T6501524
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Velucy
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