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AMANDA VII - BOA NOTÍCIA VII - PARTE 1

                                    I – BOA NOTÍCIA


               Marco acordou primeiro e ficou olhando para o rosto de Amanda adormecida a seu lado. Olhou para sua barriga e deslizou a mão por ela, pensando no filho que ela já carregava. Amanda sentiu a mão dele e acordou. Olhou para ele também e segurou sua mão junto do corpo.
- Bom dia...
- Bom dia, namorada.
- Você dormiu bem?
- Eu sonhei com ele, ele disse, sorrindo. - É um menino.
    Amanda apenas sorriu e acariciou o rosto do marido.
- Vou acordar as crianças, ele disse.
   Marco saiu da cama e do quarto.

   O dia começou normal. Os gêmeos e Mariana foram para o colégio e o casal chegou à AR&MAR para um novo dia de trabalho.
   Marco estava no computador revendo as imagens do clipe do comercial que ia ser veiculado para o Itaú, estrelado por Cristina, quando o telefone tocou. Ele atendeu:
- Alô.
- Marco, sou eu, Guilherme.
- Oi... Bom dia, Guilherme.
- Tudo bem?
- Tudo. Eu ia mesmo ligar pra você, mais tarde. Na verdade eu queria falar pessoalmente com você, mas é que não tive como sair daqui ainda, mas já que você ligou... É o seguinte, a Amanda está grávida de novo... como a gente queria...
   O médico fez silêncio do outro lado da linha.
- Eu sei o que você está pensando, mas justamente por isso é que eu quero te pedir pra não se preocupar mais comigo.
- Você disse pra ela?
- Disse. Como você falou, eu não tive coragem de esconder. Ontem eu passei um dia muito atípico... triste e feliz ao mesmo tempo. E eu percebi que a minha vida é muito mais do que isso e não vai parar depois que eu morrer. Meu filho está vindo aí e eu vou esperar por ele enquanto eu puder, como fiz com os outros.
- Isso é muito bom de ouvir, Marco. Fico feliz por você, mas fique preparado pra tudo. A situação é bem outra agora...
- Eu sei, mas como eu disse: não se preocupe comigo. Eu estou bem e vou te procurar sempre que precisar. Eu não vou parar minha vida por nada, nem por isso. O que eu chorei ontem já lavou tudo que eu tinha de tristeza dentro de mim. Acabou. Agora, eu vou só me cuidar e esperar. Não é o que todo mundo faz?
- Você sabe o que faz. Estou sempre aqui pra o que você precisar, você sabe.
- Até mais, Gui.
- Tchau... Um beijo na Amanda.
   Ele desligou o telefone e Amanda entrou o escritório com Bárbara, conversando sobre a campanha de lingerie infantil.
- As peças estão muito bonitas e o comercial vai ficar maravilhoso, mas eu estou pensando em parar de trabalhar com adultos. Quero trabalhar só com crianças, como no início, a partir de agora. Adulto é muito complicado. Está aí o nosso Heitor que não me deixa mentir.
- Você é quem sabe, disse Bárbara.
   Marco ficou parado diante do computador só ouvindo as duas. Amanda chegou perto dele e o beijou.
- Oi, gato.
- Oi, gata, ele disse, envolvendo sua cintura.
- Parabéns, papai! - disse Bárbara. – Já soube do baby novo.
- Obrigado, Bárbara.
- Estou muito feliz por vocês.
   Amanda pegou uma pasta na mesa de Marco e entregou para Bárbara.
- É essa pasta que eu te falei. Leva lá pro estúdio e segue a sequência que está aí. Ah, e aí também estão as roupas que o Lupe e a Letícia vão usar nas fotos. Quero tudo prontinho pra eles vestirem quando chegarem à tarde.
- Certo, chefinha. Até mais.
- Tchau, Bárbara. Obrigada.
   A moça saiu da sala e Amanda se voltou para ele.
- Vamos almoçar?
- Vamos... ele disse, beijando sua barriga. – É sério o que você falou: que vai deixar as campanhas com modelos adultos?
- Estava pensando em passar tudo para a RR. A Rita tem mais jeito com modelos adultos. Queria mais me dedicar às crianças, como era meu plano inicial. Na verdade a AR&MAR sempre teve mais esse perfil mesmo. Você está de acordo?
- O que você quiser fazer, pra mim está bom. Campanha de produtos para adultos dá mais dinheiro, mas...
- Isso não é totalmente verdade, amor. Artigo pra criança é às vezes mais caro do que pra adulto. E dinheiro é muito bom, mas eu não quero só isso. Quero satisfação, felicidade. Você cuida de fazer o dinheiro.
- Então tá... chefinha, ele disse, sorrindo. – Vamos comer?
   Ele se levantou e fechou os olhos, colocando a mão na cabeça, parecendo sentir alguma coisa. Voltou a sentar.
- O que foi, meu bem? - ela perguntou.
- Senti uma pontada aqui no alto da cabeça.
- Quer que eu chame o Guilherme?
- Não... passa já.
    Ele fechou os olhos, respirou fundo e olhou para as mãos que tremiam levemente.


                                        BOA NOTÍCIA
                                           PARTE I


                DEUS TENHA O CONTROLE DAS NOSSAS VIDAS
                           e depois dEle... NÓS MESMOS.
           Vamos fazer o que é certo e bom pra nós e para o próximo.
Velucy
Enviado por Velucy em 08/01/2019
Reeditado em 08/01/2019
Código do texto: T6545749
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Velucy
São Paulo - São Paulo - Brasil
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