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AMANDA VII - DISCURSO XV - PARTE 2

                                     II – DISCURSO

                                        Laila beijou o filho no rosto.
- Obrigado, mãe, ele disse, sorrindo. – A gente trouxe sorvete. Está no carro do Teo.
  Aldo aproximou-se deles e bronqueou:
- Poxa vida, cara, você está fugindo de mim ou o quê?
- Oi, compadre, desculpa! - Marco disse, apertando a mão do amigo. – Também, você já era pra estar aqui com a Débora, quando a gente chegou. Tudo bem com você?
- Tudo e parabéns pelo bebê. Cara, estou muito feliz por vocês dois.
- Obrigado, Aldo.
- O que vai ser agora? Outro menino, outra menina ou mais dois?
  Marco coçou a testa sorrindo sem jeito e respondeu:
- Depois do almoço a gente conversa com todo mundo sobre isso, Aldo.
- Vamos almoçar, gente? O seo Antônio já reclamou duas vezes de fome, avisou Amanda.
- Eu já preparei a mesa das crianças, disse Débora. - Vou servi-los primeiro e aí a gente almoça tranquilo.
- Bem pensado, filha, concordou Laila.
- Aliás, nunca vi tanta criança junta! Quantos são? - Aldo perguntou.
- Sei lá... Uns dez: por ordem de idade... Júlio César, Mariana, Juliana, Lupe, Letícia e Arthur. Seis! - concluiu Marco.
- Eu gosto da casa assim, disse Laila. – Vamos almoçar!
   Os dois entraram na casa novamente e Marco respirou fundo.
- O que foi? - Amanda perguntou, apreensiva.
- Nada... ele respondeu, parecendo angustiado, sentindo que alguma coisa estava para acontecer.
- Mesmo?
- Mesmo... Teu pai e a Rita já chegaram?
- Já, só faltavam vocês. Está todo mundo com fome.
   Ele a beijou e pegou sua mão.
- Então vamos?
   Os dois entraram na casa e se juntaram a todos.

   Durante o almoço, Rita teve a ideia de erguer um brinde ao casal pela indicação ao prêmio da Associação de Publicidade e Propaganda e ao bebê que estava por vir.
- Mas mais importante que tudo isso... continuou ela, erguendo um copo de vinho. – ...eu quero erguer um brinde ao amor desses dois, que é a coisa mais forte e consistente que eu já vi na minha vida. Além de fazer dois filhos lindos e com mais um a caminho, esse amor deles uniu todos nós. Uniu o Aldo e a Débora, o Teo e a Cleo e me uniu ao meu marido, me fazendo a mais feliz das mulheres. Um brinde, ao Marco e à Amanda!
   Todos fizeram o brinde a eles e Marco olhou para Amanda e sorriu, colocando sua mão sobre a dela em cima da mesa e a apertando.
- Não quer falar nada, Marco? – Rita perguntou.
   Ele olhou para ela, surpreso, erguendo as sobrancelhas.
- Eu?
- É claro, quem mais?
- Resposta sincera?... Não.
   Todos riram, mas insistiram e incentivaram-no a dizer alguma coisa. Ele passou a mão pela testa e concordou, meio a contra gosto.
- Então... eu vou começar pelo final do que eu falei em oitenta e oito no meu décimo oitavo aniversário. Faz tempo pra caramba!
    Todos riram.
- Eu agradeço... a todos e a cada um de vocês, sem exceção. A Cleo e a Débora não estavam lá, mas elas se incluem agora, por amarem meus melhores amigos. E a minha prima Rita, por amar meu melhor sogro.
   As duas sorriram. José também, corando levemente.
- A gente não chegou até aqui sozinho. Todo mundo aqui contribuiu de alguma forma pra eu e a Amanda estarmos juntos e eu só tenho a agradecer a todos. Meus pais, meu sogro, minha prima, que ainda não consigo chamar de sogra, depois de quase doze anos...
   Todo mundo riu de novo, inclusive Marco.
- ...meus amigos eternos, Teo e Aldo. À Débora e à Cleo que me ensinaram muito sobre força e coragem pra dar a volta por cima com decência e uma grande parcela de amor. À Dalva, que colocou a aliança na mão da minha Amanda, naquele hospital. E sou capaz até de agradecer a duas pessoas que não estão aqui, mas que fizeram muito pra isso não dar certo e não conseguiram: André e Otávio.
   Marco apertou a mão de Amanda e completou.
- Agradeço, mais do que tudo, a essa... garota que está aqui do meu lado. À adolescente linda que eu amo desde que nasci e dos dezesseis anos dela e que me deu dois... quase três filhos lindos.
   Marco olhou para Amanda e a beijou.
- Obrigado... Eu te amo...
- Também te amo, ela sussurrou, sorrindo.
- E eu tenho muito a agradecer a outras pessoas que não estão aqui, mas que fizeram parte na nossa vida e colaboraram para que tudo desse certo... ou errado, sei lá, que não conseguiram seu intento, mas que me fizeram crescer. Eu sou muito abençoado... por tudo isso. Obrigado.
   Ele parou de falar e beijou Amanda de novo.
   Todos aplaudiram o casal e ergueram os copos mais uma vez.
- Ao casal lindo da Bunny’s! – Rita gritou.
   Marco olhou para ela e balançou a cabeça.
- De novo não! A gente não é só isso, Rita!
  Ela riu e tocou com o copo em seu copo.


                                         DISCURSO
                                          PARTE II

                   Esperança e Fé nesse Ano que se inicia!
          Reúna sua família num domingo bonito pra conversar
    e sinta como eles são importantes pra você, como eu fiz ontem.
         Vamos fazer o que é certo e bom pra nós e para o próximo.

                                  OBRIGADA E BOM DIA!
Velucy
Enviado por Velucy em 14/01/2019
Código do texto: T6550473
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Velucy
São Paulo - São Paulo - Brasil
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