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LEO - LEO TORRES - CAPÍTULO 3

                                   CAPÍTULO III – LEO TORRES

                  Cristina olhou para o quadro na parede e depois para ele novamente e não sabia se gritava, desmaiava ou corria. Não fez nenhuma das três coisas. Ficou parada olhando para ele, totalmente sem fala.
- Não quis assustar você. Só queria saber se você tocava, ele disse, com um sorriso lindo que não amedrontava ninguém.
  A respiração dela foi voltando ao normal e conseguiu dizer:
- Não... O piano... é seu?
- Era. Meu pai deixou tudo pra sua mãe. Agora, pode até ser seu.
  Ela colocou a mão no peito e sorriu.
- Poxa... Você me assustou!
- Desculpe, falou ele, aproximando-se devagar e encostando-se ao piano na outra extremidade. – Meu nome é Leo.
- O meu é Cristina. Você conhece minha mãe?
- Muito. Nós já fomos muito amigos.
- É mesmo? Quando? Ela nunca me falou de você.
- Não havia motivo. E acho que ela tem seus motivos pra querer me esquecer. Eu estava esperando que alguém viesse aqui pra ver a casa, mas não imaginei que você fosse a primeira.
- Por que seu pai deixou a casa pra minha mãe, se você ainda mora aqui? Ele deixou você sem nada?
- Na verdade, foi vontade minha. Ideia minha. Eu não tenho mais nenhum uso pra fazer dessa casa e... meu pai gostava muito da sua mãe, bem mais do que de mim e tinha seus motivos também.
- E você fala assim com essa calma, sem nenhuma mágoa dele ou da minha mãe?
   Leo sorriu.
- Meu pai era um cara muito... como dizer... durão, mandão, intransigente e pão-duro. Fico até feliz que ele tenha morrido com afeto por alguém desse mundo. Sua mãe caiu nas graças dele. Sorte dela.
- E por que todo esse afeto?
- Não sei se você entenderia. Acho que você devia perguntar pra ela.
- Tudo bem, mas ela disse que não tinha ninguém morando aqui.
- Na verdade, não tem, eu... estou só de passagem. Sua mãe pensa em alugar a casa, não é?
   Cristina estranhou.
- Ela decidiu isso... hoje de manhã. Como você sabe?
- Não deixe, ele pediu.
- O quê?
- Não deixe sua mãe alugar essa casa. Ela só vai ter problemas.
- Por quê?
- Ouve o que estou te dizendo. Se a Gilda alugar isso aqui, não vai ter lucro nenhum.
   Cristina ficou indignada com a convicção do rapaz e olhou novamente para as fotos.
- Você falou que o piano também está na herança?
- Está.
- Vai deixar as fotos também?
  Ele sorriu.
- Se você quiser...
- Pra onde você vai, quando minha mãe tomar posse de tudo?
   Ele olhou em volta e respondeu, depois de um suspiro:
- Pra um lugar melhor do que isso aqui. Estou esperando por isso há anos...
- E por que não foi embora antes, se é isso que você tanto quer?
   Ele ia responder, mas um barulho no andar térreo chamou a atenção dos dois.
- Cris! – ouviram chamar.
   Era a voz de Bruno que chamava lá embaixo.
- É meu irmão! – ela falou, sorrindo. – Você vai conhecê-lo. Ele é um barato. Espera aqui.
   Cristina saiu do quarto, atravessou o corredor e desceu as escadas.
- Eu aqui, Bu!
   Com ar muito preocupado, Bruno perguntou:
- Você é maluca, é? Vir pra cá sozinha?! Se a Leila não me dá a dica, eu ia ficar te procurando pelo resto da tarde, sua doida! Vamos embora.
- Eu não estou sozinha, não. Um dos ex-donos da casa está aqui. Vem conhecer ele.
- O ex-dono da casa morreu há três dias, Cristina. Você pirou, garota?
- Vem aqui que eu vou te mostrar! Que saco!
   Bruno subiu atrás dela e Cristina o levou até o último quarto do corredor. Mas, ao entrar nele, tudo estava tão empoeirado quanto os outros cômodos, mesmo o piano, onde acabara de se encostar.
   Bruno olhou para dentro do quarto e perguntou:
- Onde está o dito cujo?
   Ela ficou olhando para tudo, totalmente confusa.
- Ele... estava aqui... agorinha!
- Vai ver pulou a janela, brincou ele. – Vamos embora que, se a mamãe chega e não vê a gente lá, quem paga o pato sou eu. Anda, vem!
   Ele a puxou pelo braço e desceram juntos.
   Cristina não conseguia entender o que havia se passado. Subiu na moto do irmão, zonza, tentando entender o que havia acontecido com Leo e com o quarto. Sua mente não conseguia atinar com aquilo. Havia algo de muito estranho se passando naquela casa.


                 LEOLEOLEOLEOLEOLEOLEOLEOLEOLEOLEOLEOLEOLEOLEO


                                         LEO – CAPÍTULO 3
                                             “LEO TORRES”
                              OBRIGADA, SENHOR, POR TUDO!
                           DEUS CONTINUE NOS PROTEGENDO
                          COM SEU ESCUDO DE MISERICÓRDIA!
                                         BOM DIA E OBRIGADA!
Velucy
Enviado por Velucy em 14/06/2020
Reeditado em 19/06/2020
Código do texto: T6976794
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Velucy
São Paulo - São Paulo - Brasil
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