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LEO III - CABANA - CAPÍTULO 3

                                 CAPÍTULO III – CABANA
                         
                                                                                           
                  No dia seguinte, logo cedo, no café da manhã, Ciro resolveu dar mais uma ajudazinha à prima e disse:
- Mamãe, hoje nós vamos levar a Gilda pra conhecer as fontes. Ela vai ver como é lindo aquilo.
- Boa ideia! – falou Célia, assanhada. - As nossas águas não fazem milagre como as de Serra Negra, mas são tão bonitas, Gilda.
- Como coisa que ela não sabe disso, disse dona Clarice. – Até parece que a Gilda nunca esteve aqui, menina! Vai sim, filha, você ainda me parece muito abatida. Deve ter estudado demais esse ano. Precisa se distrair.
   Gilda sorriu e olhou para o primo que piscou para ela discretamente.
 
   Antes de saírem, Ciro ligou para Leo avisando-o do passeio e os três ficaram de se encontrar com ele no parque onde ficavam as famosas fontes, ponto turístico famoso em Valinhos. Lá, os dois deixaram o casal a sós novamente.

   Depois de andarem de mãos dadas por algum tempo, os dois chegaram a um local afastado de onde se avistava toda a cidade e os dois sentaram-se na grama.
- Que vista linda, não? – Gilda admirou-se.
- É... Mas não se compara a Serra Negra. Lá é mais bonito.
   Gilda ficou olhando para ele admirada. Como alguém que todo mundo descrevia como violento e amargo poderia fazer um elogio assim a sua cidade?
- Você não acha? – ele perguntou, olhando para ela.
   Gilda não respondeu, apenas sorriu.
- Que foi? – ele quis saber, sorrindo também.
- Eu te amo!
   Ele a beijou docemente e voltou a olhar para a vista, com a mão dela entre as suas. Gilda encostou a cabeça em seu ombro e ficou em silêncio. Fechou os olhos, mas uma brisa mais forte a fez abri-los de novo.
- Parece que vai chover, falou, olhando para o céu.
   Nuvens escuras cobriam todo o céu, avisando chuva realmente.
- É, vai sim, ele concordou.
- Vamos voltar?
- Ah, Gilda, nós acabamos de nós encontrar! Se a gente sair agora, vamos nos molhar de qualquer jeito.
   Ele estendeu a mão e sentiu um pingo cair nela.
- Olha aí! Já começou, ele disse sorrindo, divertindo-se com a situação.
- Então vamos procurar um lugar pra ficar! – ela disse, erguendo-se.
   Leo continuou segurando sua mão e não se moveu.
- Ir pra onde? Não há casas aqui, só árvores.
- Então vamos ficar embaixo de alguma! Nós vamos nos molhar!
- Você ficou maluca! Ficar debaixo de uma árvore na chuva é perigoso! Pode cair um raio e torrar a gente! Eu não quero virar churrasco, você quer?
   Começou a chover forte e Gilda teve que desistir. Olhou para o céu.
- Ah, Deus!
   Leo riu e deitou-se na grama, deixando-se molhar. Gilda olhou para ele e balançou a cabeça.
- Você parece criança!
- Deita aqui comigo.
   Ela acabou aceitando a brincadeira e deitou-se ao lado dele. Leo puxou-a para perto de si e a beijou.
- A gente vai pegar um resfriado, ela disse, com a cabeça encostada no peito dele, sentindo os pingos caírem gelados no rosto. – Estou com frio!
   O rapaz respirou fundo e resmungou:
- Tudo bem, vamos procurar algum lugar pra ficar, enquanto a chuva não passa.
- Que lugar? Você disse que não há casas aqui.
   Ele levantou e puxou-a pela mão.
- Vem.
  Não andaram nem três minutos e encontraram uma cabana no meio da mata.
- Eis o nosso lar, ele falou, tirando o cabelo molhado dos olhos.
   Correram até a casinha e entraram. Tudo lá dentro era muito rústico e simples, mas pelo menos era limpo e estava seco. Leo foi acender um lampião como se já conhecesse o lugar.
- De quem é isso aqui? Você já conhecia? – ela perguntou, tremendo de frio.
- Acredita se eu disser que é meu?
- Não...
- Então eu não sei de quem é.
- Mas você sabia que ela estava aqui.
- Mais ou menos... ele falou, sorrindo maroto.
- E deixou a gente se molhar, sabendo que tínhamos onde ficar?
- Eu queria curtir você mais tempo.
   Gilda ficou vermelha e cruzou os braços, trêmula de frio e nervosa.
- Você me enganou!
- Quer ir embora? Eu não me importo a mínima com a chuva.
- Não, não quero me molhar mais.
- Olha, tem... cobertores ali naquele baú. Eu fico lá fora, enquanto você se troca. Tire essa roupa molhada.
   Ele foi para a porta e olhou para ela mais uma vez. Gilda estava imóvel.
- Gilda, eu só vou entrar aqui novamente quando você estiver quentinha, enrolada num daqueles cobertores, ok? Não precisa ter medo.
   Ela balançou a cabeça, concordando. Leo saiu.


                                    LEO III – CAPÍTULO 3
                                               “CABANA”
                              OBRIGADA, SENHOR, POR TUDO!
                    PELA PIEDADE, PELO AMOR E PELAS BÊNÇÃOS!
                                 CONTINUE NOS PROTEGENDO
                            COM SEU ESCUDO DE MISERICÓRDIA!
                                  BOA TARDE E OBRIGADA!
Velucy
Enviado por Velucy em 28/06/2020
Código do texto: T6990464
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Sobre a autora
Velucy
São Paulo - São Paulo - Brasil
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